25/04/2021
Quando eu era criança, amava ir para a casa da minha avó. Nunca moramos na mesma cidade, então, quando íamos, era no mínimo para f**ar o fim de semana ou um feriado prolongado. Era um evento. Lembro da casa aconchegante, dela preparar os doces e comidas de minha preferência, de mimar mesmo, com carinho de avó. Amor diferente de todos os outros, maduro, protetor, daquele amor de curar qualquer tristeza. Assim era a minha avó.
Casa de avó é um refúgio do aconchego. Lá somos incapazes de sentir medo ou insegurança, porque somos tão amados, tão cuidados e tão queridos que nem lembramos do que não é bom. Somos cercados de mimos, de cuidados, de atenção. Podemos fazer sem nenhuma penalidade coisas que jamais seríamos permitidos na casa dos nossos pais, na nossa própria casa. Avó é “mãe com açúcar”, dizem por aí. Digo muito mais: avó é um tipo de mãe quase com asas, meio sobrenatural, que advinha e realiza nossas vontades antes mesmo de termos consciência delas. Que nos ama, nos protege, nos quer bem em todos os sentidos.
Avó intervém por nós quando a mãe já manda tomar banho e trocar de roupa. “Deixa a menina brincar!”, ela diz, “deixa aproveitar mais um pouquinho!” Avó dá um dinheirinho escondido e cochicha baixinho em segredo: “guarda, minha filha, para você comprar alguma coisa que você quiser depois!”, e a gente sai quase que pulando de alegria com nosso pequeno tesouro em dinheiro.
Se você tem sua avó, agradeça! Quem sabe você ligue para ela agora mesmo e diga que está com saudade, que a ama, que se importa com ela. Eu já não tenho mais a minha aqui, mas elevo uma prece a Deus e sei que agora Ele cuida dela. E fico feliz também!
Avó devia durar para sempre. Mas quer saber? No coração da gente elas continuam! Um viva a todas as avós!
Marque uma avó muito especial aqui nos comentários! Deixe ela saber que é importante na vida dos netos!