25/06/2026
Hoje realizei meus últimos atendimentos domiciliares antes de uma pausa muito especial.
E isso me faz lembrar de quando tudo começou, lá em 2016, quando uma família abriu as portas da sua casa para que eu pudesse realizar meu primeiro atendimento domiciliar.
Foi nesse caminho que aprendi muito mais do que técnicas. Aprendi sobre acolhimento. Aprendi sobre escuta. Aprendi sobre entrar na história de uma família com respeito e sensibilidade.
Aprendi, especialmente através da minha própria vivência cuidando da minha mãe, que por trás de cada diagnóstico existem medos, dúvidas, sonhos e necessidades únicas.
Os diagnósticos podem até ser semelhantes, mas nenhuma família é igual à outra. Por isso, o cuidado precisa ser personalizado.
Aprendi também a valorizar o meu trabalho: o tempo do deslocamento, a dedicação, a preparação e tudo aquilo que não aparece no relógio, mas faz parte do processo de cuidar.
Hoje olho para trás com gratidão. Foram anos entrando em lares, conhecendo histórias, construindo vínculos e aprendendo com cada pessoa que cruzou meu caminho.
Esta não é uma despedida. É uma pausa.
Uma pausa planejada, sonhada e abençoada por Deus para viver a chegada da nossa Helena.
Eu havia decidido seguir com os atendimentos domiciliares até o final de junho de 2026. E Deus, com sua graça, me permitiu cumprir esse propósito.
Os atendimentos presenciais continuam, mas hoje encerro este ciclo tão especial dos atendimentos em domicílio.
Levo comigo cada família, cada aprendizado e cada demonstração de confiança.
Sempre digo às famílias: "Cuide também de você."
E hoje faço exatamente isso.
É um até breve.
Com gratidão,
Lia Limaverde.