31/05/2026
Eu já ouvi muitas histórias. Já acompanhei muitas dores. E talvez por isso eu tenha acreditado que estava preparada para viver essa missão.
Mas a verdade é que eu não estava. Pelo menos não completamente.
Eu sabia que seria uma experiência intensa, mas não imaginava o impacto que cada encontro teria. Cada pessoa carrega uma história única. Algumas marcadas por dificuldades, outras por abandono, muitas por uma realidade que raramente chega até nós.
E foi justamente aí que eu percebi algo importante: talvez ninguém esteja realmente preparado para vivências como essa.
Porque, ao mesmo tempo em que elas enchem o coração de propósito, também despertam angústias, questionamentos e uma profunda sensação de impotência diante de tantas necessidades.
E quem sabe seja exatamente esse sentimento de nunca estar pronta o suficiente que me faça continuar buscando aprender mais, ouvir mais, acolher mais e entregar o melhor de mim.
A Amazônia me ensinou muito sobre medicina, mas principalmente sobre humanidade.