Dra Vitória Hayduck Cenci

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Eu já ouvi muitas histórias. Já acompanhei muitas dores. E talvez por isso eu tenha acreditado que estava preparada para...
31/05/2026

Eu já ouvi muitas histórias. Já acompanhei muitas dores. E talvez por isso eu tenha acreditado que estava preparada para viver essa missão.

Mas a verdade é que eu não estava. Pelo menos não completamente.

Eu sabia que seria uma experiência intensa, mas não imaginava o impacto que cada encontro teria. Cada pessoa carrega uma história única. Algumas marcadas por dificuldades, outras por abandono, muitas por uma realidade que raramente chega até nós.

E foi justamente aí que eu percebi algo importante: talvez ninguém esteja realmente preparado para vivências como essa.

Porque, ao mesmo tempo em que elas enchem o coração de propósito, também despertam angústias, questionamentos e uma profunda sensação de impotência diante de tantas necessidades.

E quem sabe seja exatamente esse sentimento de nunca estar pronta o suficiente que me faça continuar buscando aprender mais, ouvir mais, acolher mais e entregar o melhor de mim.

A Amazônia me ensinou muito sobre medicina, mas principalmente sobre humanidade.

Missão Amazônia, minha primeira missão humanitária como médica, quantos desafios, quantos ensinamentos!
29/05/2026

Missão Amazônia, minha primeira missão humanitária como médica, quantos desafios, quantos ensinamentos!

27/05/2026

Ela me disse que não pode sentir dor.
Que tem que baixar a cabeça, ouvir e ficar quieta.
Não como desabafo, como verdade absoluta sobre a própria vida.

Eu não sei quando vou conseguir dimensionar o que estou escutando aqui, mas sei que algumas coisas a gente não aprende dentro de um consultório.

Essa viagem ainda não acabou, mas sei que vai deixar marcas profundas tanto no meu eu Vitória quanto no meu eu Médica.

26/05/2026

Uma das maiores dificuldades no início do tratamento psiquiátrico é a expectativa de melhora imediata.

Mas o cérebro não funciona como um interruptor que liga e desliga sintomas instantaneamente. Existe um processo de adaptação neuroquímica acontecendo nas primeiras semanas de uso de antidepressivos. E entender isso diminui muito a angústia de quem inicia tratamento.

Alterações no sono, desconfortos físicos, sensação de estranhamento ou aumento temporário da ansiedade podem acontecer porque o sistema nervoso ainda está se reorganizando.

Por isso, o acompanhamento médico adequado faz diferença. Ajuste de dose, orientação correta e tempo fazem parte do processo terapêutico.

Saúde mental não é construída na pressa. O cérebro também precisa de tempo para aprender um novo funcionamento.

Dra. Vitória Hayduck Cenci • CRM/SC 36.440
Médica Generalista | Pós-graduação no Hospital Israelita Albert Einstein

Conteúdo com caráter informativo e educacional.
As informações compartilhadas não substituem consulta ou acompanhamento médico individualizado.

24/05/2026

Mudanças emocionais profundas raramente acontecem de uma vez.

O cérebro aprende através de repetição. Repetição de segurança, de descanso, de vínculos saudáveis, de experiências que mostram ao corpo que ele não precisa mais permanecer em modo sobrevivência o tempo inteiro.

Por isso evolução emocional muitas vezes parece silenciosa. Ela aparece quando situações que antes ativavam ansiedade começam a perder força. Quando o corpo responde diferente ao estresse. Quando pequenos desconfortos deixam de parecer ameaças gigantes.

Na prática clínica, melhora emocional não significa nunca mais sentir medo, ansiedade ou insegurança. Significa não ser mais controlado por eles da mesma forma. E geralmente isso começa em mudanças pequenas, mas consistentes.

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21/05/2026

O corpo humano não foi projetado para receber estímulo o tempo inteiro.

Hoje existe uma hiperexposição constante à informação, notificações, múltiplas tarefas, excesso de telas e ausência de pausas reais. E o sistema nervoso responde a isso permanecendo em estado contínuo de ativação.

Com o tempo, isso altera sono, concentração, humor, memória, tolerância emocional e sensação de descanso.

Muitas pessoas acreditam que estão apenas cansadas. Mas, na prática, vivem há meses ou anos sem experimentar verdadeira recuperação mental.
Regular o sistema nervoso não depende apenas de descanso físico. Depende também de reduzir fragmentação de atenção, criar momentos de pausa e permitir que o cérebro saia do estado permanente de vigilância.

Nem toda exaustão melhora apenas dormindo mais.

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19/05/2026

Na psiquiatria, sintomas parecidos podem ter origens completamente diferentes.

Desatenção, dificuldade de memória, lentificação, cansaço persistente e instabilidade emocional não pertencem exclusivamente ao TDAH. Alterações hormonais, deficiência de vitaminas, privação de sono e estresse crônico também podem impactar diretamente o funcionamento cerebral.

Por isso uma avaliação séria não se limita apenas ao diagnóstico inicial ou à medicação. Investigar sono, rotina, alimentação, exames laboratoriais e contexto de vida faz parte do cuidado.

Muitas vezes, o paciente não está “falhando” ao tratamento. O que acontece é que existe um quadro multifatorial acontecendo ao mesmo tempo.
Saúde mental exige olhar integrado. Porque cérebro e corpo não funcionam separados.

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17/05/2026

Nem sempre o esgotamento emocional aparece de forma óbvia.

Muitas mulheres continuam funcionando, trabalhando, cuidando da rotina, resolvendo problemas e mantendo tudo aparentemente sob controle. Mas internamente vivem um nível de exaustão que já ultrapassou o limite saudável há muito tempo.

Irritabilidade frequente, isolamento, sensação de sobrecarga, dificuldade de descansar e perda de prazer nas interações sociais podem ser sinais importantes de sofrimento emocional.

O problema é que o corpo costuma avisar aos poucos. E quando esses sinais são ignorados por muito tempo, o organismo começa a permanecer em estado de alerta contínuo.

Saúde mental não é apenas ausência de crise. Também envolve energia, capacidade de recuperação, qualidade do sono, regulação emocional e sensação de presença na própria vida.

Esgotamento emocional não é fraqueza. É um corpo tentando sustentar mais do que consegue há tempo demais.

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15/05/2026

Muita gente acredita que pensar demais antes de dormir significa organização ou responsabilidade. Mas, em muitos casos, o que está acontecendo é um estado de hiperalerta mental.

Quando o cérebro entra em modo constante de antecipação, ele perde a capacidade de diferenciar planejamento saudável de preocupação excessiva. E isso impacta diretamente a qualidade do sono, o descanso mental e até sintomas físicos ao longo do dia.

Ansiedade não aparece apenas em crises intensas. Ela também pode surgir em comportamentos considerados “normais”, como revisar mentalmente tarefas, imaginar cenários futuros ou sentir dificuldade de desacelerar à noite.

Por isso, cuidar da saúde mental não é apenas “parar de pensar”. É aprender a reconhecer os padrões que mantêm o sistema nervoso em alerta constante.

Ansiedade, insônia e excesso de pensamentos precisam ser compreendidos com profundidade, não apenas controlados superficialmente.

Dra. Vitória Hayduck Cenci • CRM/SC 36.440
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Me chamo Vitória — médica, farmacêutica e PhD em Bioquímica. Mas o que me trouxe à psiquiatria não foi só a ciência.Foi ...
06/05/2026

Me chamo Vitória — médica, farmacêutica e PhD em Bioquímica. Mas o que me trouxe à psiquiatria não foi só a ciência.

Foi uma curiosidade antiga, que vem desde os tempos de farmácia: o que essa pessoa está vivendo? O que a trouxe até aqui?

Meu atendimento não é sobre encaixar você em um diagnóstico. É sobre ouvir a sua história, entender o que você carrega e o que sustenta sua casa hoje.

Não enxergo os sintomas como problemas — enxergo como respostas. E o meu papel não é mudar a sua vida. Sou instrumento. O movimento é seu. Eu apareço com uma bengalinha quando precisar — e a gente a tira juntos, quando chegar a hora.

Se você chegou até aqui, me conta: o que você está carregando?

Agendamentos: link na bio.

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88015-300

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