Dr Gabriel Cortopassi

Dr Gabriel Cortopassi Hematologista CRM/SP 185.049 / RQE 79008

•Hematologista pela USP-RP
•Transplante de Medula Óssea (HAC-Jaú)
•Diretor do Hemonúcleo de Araçatuba

Não. Embora as plaquetas tenham um papel fundamental na coagulação, elas são apenas uma parte desse processo.Algumas pes...
27/08/2026

Não. Embora as plaquetas tenham um papel fundamental na coagulação, elas são apenas uma parte desse processo.

Algumas pessoas apresentam sangramentos frequentes, como nariz sangrando, hematomas que surgem com facilidade ou menstruação muito intensa, mesmo com a contagem de plaquetas dentro da normalidade.

Isso acontece porque existem outras condições que podem comprometer a coagulação, como alterações nos fatores de coagulação ou doenças hereditárias, como a doença de Von Willebrand, uma das causas mais comuns de sangramento hereditário.

Por isso, quando existe um histórico de sangramentos frequentes ou desproporcionais, um hemograma normal nem sempre é suficiente para afastar uma doença hemorrágica. Em muitos casos, é necessário investigar além da contagem de plaquetas.

Mais do que analisar um exame isolado, é importante entender o conjunto de informações: os sintomas, o histórico do paciente e, quando necessário, exames específicos para avaliar a coagulação.

Antes de ler este conteúdo, você acreditava que plaquetas normais descartavam problemas de coagulação? Me conta nos comentários!

Dr. Gabriel Cortopassi
Médico Hematologista CRM/SP 185.049 | RQE 79008

Quando alguém recebe o diagnóstico de anemia, é comum pensar imediatamente em falta de ferro. Mas essa é apenas uma das ...
21/08/2026

Quando alguém recebe o diagnóstico de anemia, é comum pensar imediatamente em falta de ferro. Mas essa é apenas uma das possíveis causas.
A ferritina é um exame importante na avaliação de toda anemia, pois mostra como estão as reservas de ferro do organismo. Se estiverem normais isso pode indicar que a anemia tem outra origem e merece uma investigação mais ampla.

Deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico, doenças inflamatórias, alterações na função dos rins, doenças da medula óssea e até algumas condições hereditárias podem levar à anemia sem que exista falta de ferro.

Por isso, tratar toda anemia apenas com suplementação de ferro nem sempre é a melhor conduta. Quando a causa da anemia é identificada corretamente, o tratamento deixa de ser uma tentativa e passa a ser direcionado ao que realmente precisa ser tratado.

Dr. Gabriel Cortopassi
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Receber a indicação de uma biópsia de medula óssea costuma gerar preocupação. Mas é importante saber que esse exame não ...
17/08/2026

Receber a indicação de uma biópsia de medula óssea costuma gerar preocupação. Mas é importante saber que esse exame não é solicitado de rotina e nem para qualquer alteração no hemograma.
Ele é indicado quando precisamos investigar com mais profundidade como a medula óssea, responsável pela produção das células do sangue, está funcionando. Em algumas situações, apenas os exames de sangue não conseguem responder todas as perguntas.

A biópsia pode ajudar a esclarecer a causa de anemias persistentes, alterações importantes nos glóbulos brancos ou nas plaquetas e também contribuir para o diagnóstico e acompanhamento de doenças como leucemias, linfomas, mieloma múltiplo e outras condições que acometem a medula óssea.

Em outras palavras, a biópsia de medula óssea não é um exame solicitado porque o médico já sabe o que o paciente tem. Ela é indicada justamente quando precisamos de respostas que outros exames não conseguem oferecer.

Dr. Gabriel Cortopassi
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14/08/2026

Sangrar um pouco durante uma cirurgia ou procedimento é esperado. Mas quando o sangramento é excessivo ou acontece de forma repetida, esse pode ser um sinal de que algo merece investigação.

No vídeo, explico por que algumas pessoas apresentam esse tipo de sangramento e quando é importante procurar uma avaliação especializada.

Dr. Gabriel Cortopassi
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Muita gente acredita que o hemograma é um exame em que basta conferir se algum resultado está "baixo" ou "alto". Na prát...
10/08/2026

Muita gente acredita que o hemograma é um exame em que basta conferir se algum resultado está "baixo" ou "alto". Na prática, a análise vai muito além disso.
Quando recebo um hemograma, não observa cada número de forma isolada, mas como as informações se relacionam entre si.

Uma anemia, por exemplo, pode ter dezenas de causas diferentes. A contagem dos glóbulos brancos pode sugerir desde uma alteração temporária até uma doença da medula óssea. Plaquetas aumentadas ou reduzidas também precisam ser interpretadas dentro do contexto clínico e dos demais resultados do exame.

Além dos valores, observamos o padrão das alterações, a intensidade, a combinação entre elas e até a comparação com hemogramas anteriores.
Por isso, um hemograma raramente fecha um diagnóstico sozinho. Ele funciona como uma peça importante do quebra-cabeça, que precisa ser analisada junto com os sintomas, o histórico do paciente e, quando necessário, outros exames.

Se o seu hemograma mostrou alguma alteração, evite tirar conclusões apenas pelo resultado. A interpretação correta depende de uma avaliação médica completa.

Dr. Gabriel Cortopassi
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07/08/2026

A "pega" da medula e a alta hospitalar são dois momentos muito aguardados por quem passa por um transplante de medula óssea.

A pega indica que as novas células começaram a produzir sangue de forma adequada. Já a alta representa uma etapa importante da recuperação, mas não o fim do tratamento.

Cada paciente tem seu tempo, e o acompanhamento continua sendo essencial para uma recuperação segura.

Dr. Gabriel Cortopassi
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Ao longo da minha trajetória, aprendi que cuidar da saúde não é apenas diagnosticar doenças ou indicar tratamentos.É ofe...
05/08/2026

Ao longo da minha trajetória, aprendi que cuidar da saúde não é apenas diagnosticar doenças ou indicar tratamentos.

É oferecer clareza em um momento de incerteza, orientar com responsabilidade e sentir a cada novo caso que, por trás de cada exame, existe uma pessoa e uma história.

Neste Dia Nacional da Saúde, desejo que cada vez mais pessoas entendam que saúde também é informação de qualidade, prevenção e o cuidado de procurar ajuda quando algo não parece bem.

O convite hoje é para olhar a saúde como um compromisso contínuo consigo mesmo. T**a?

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03/08/2026

Leucócitos altos nem sempre significam infecção.

Embora essa seja uma causa comum, inflamações, alguns medicamentos, estresse físico e outras condições também podem levar ao aumento dessas células de defesa.
Por isso, um hemograma nunca deve ser interpretado apenas por um número. O contexto faz toda a diferença.

Dr. Gabriel Cortopassi
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Muitas doenças do sangue começam de forma silenciosa.Às vezes, o primeiro sinal é um cansaço que parece "normal". Em out...
29/07/2026

Muitas doenças do sangue começam de forma silenciosa.

Às vezes, o primeiro sinal é um cansaço que parece "normal". Em outras, uma alteração descoberta por acaso em um exame de rotina. E há situações em que o paciente convive por meses com sintomas, acreditando que eles fazem parte da vida.
Por isso, acredito que informação também é uma forma de cuidado. Quando entendemos melhor os sinais do nosso corpo, conseguimos tomar decisões mais conscientes e buscar ajuda no momento certo.
Como hematologista, meu compromisso vai além de interpretar exames. É ouvir cada história com atenção, investigar com responsabilidade e oferecer um cuidado baseado em conhecimento, clareza e respeito ao paciente.
Cuidar da saúde começa com pequenas atitudes. E, muitas vezes, a mais importante delas é não ignorar os sinais que o corpo insiste em mostrar.

Dr. Gabriel Cortopassi
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Essa é uma das dúvidas mais frequentes de quem descobre ter trombofilia.A resposta é não.A trombofilia é uma condição qu...
28/07/2026

Essa é uma das dúvidas mais frequentes de quem descobre ter trombofilia.

A resposta é não.

A trombofilia é uma condição que aumenta a tendência do organismo a formar coágulos, mas isso não significa que a trombose vai acontecer. Muitas pessoas convivem a vida inteira com trombofilia sem apresentar nenhum episódio.

O risco depende de uma combinação de fatores. Cirurgias, longos períodos de imobilização, gravidez, uso de anticoncepcionais com estrogênio, tabagismo e obesidade são alguns exemplos de situações que podem favorecer a formação de um coágulo em quem já tem essa predisposição.
Por isso, descobrir uma trombofilia não significa viver em estado de alerta permanente nem iniciar anticoagulantes automaticamente. O mais importante é avaliar o histórico de trombose, os fatores de risco presentes e o tipo de trombofilia, já que algumas alterações aumentam mais o risco do que outras.

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