20/08/2026
Para muitas mulheres com lipedema, usar uma bermuda, colocar um biquíni ou simplesmente tirar uma foto pode carregar inseguranças que vão muito além da estética.
E é justamente por isso que eu sempre reforço: lipedema não deve ser tratado apenas quando incomoda visualmente.
Ele não tem cura, mas tem controle. E, quando existe diagnóstico, acompanhamento médico e um tratamento individualizado, podemos trabalhar não apenas os sintomas, mas também qualidade de vida, segurança e autoestima.
Atendo mulheres em diferentes estágios do lipedema e costumo dizer que, quando iniciamos esse cuidado juntas, criamos um vínculo de longo prazo. Porque o tratamento não termina em uma única consulta: acompanhamos fases, respostas e necessidades que podem mudar ao longo da vida.
E, para mim, é um privilégio fazer parte desse processo e ver uma mulher recuperar algo que, muitas vezes, o lipedema foi tirando aos poucos: a confiança de se sentir bem no próprio corpo.