Psicóloga Ana Caroline das Neves

Psicóloga Ana Caroline das Neves Psicóloga clínica - 08/19892
Mestranda em Educação - PPGE Unicentro
🔸️Clínica Longevitta
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Quando a mãe finalmente passou a ser vista?Durante muito tempo, a saúde mental no puerpério era discutida principalmente...
24/07/2026

Quando a mãe finalmente passou a ser vista?

Durante muito tempo, a saúde mental no puerpério era discutida principalmente a partir de uma pergunta:

"Como o sofrimento da mãe pode afetar o bebê?"
Essa preocupação é legítima. Sabemos que os primeiros vínculos são fundamentais para o desenvolvimento infantil.
Mas algo importante mudou.
Hoje, cada vez mais, a psicologia e a psicanálise têm ampliado o olhar para reconhecer que a mulher não precisa ser cuidada apenas porque é mãe de alguém. Ela merece cuidado porque é um sujeito.

A maternidade mobiliza perdas, transformações, lutos, expectativas e mudanças profundas na identidade. A mulher que existia antes da gestação continua existindo, mesmo quando todas as atenções parecem se voltar para o bebê.
Autores como Freud, ao pensar o luto e o narcisismo, Maria Rita Kehl, Christian Dunker e Juan-David Nasio, ao refletirem sobre a depressão e a subjetividade, nos ajudam a compreender que o sofrimento psíquico não pode ser reduzido a um conjunto de sintomas ou apenas aos seus efeitos sobre quem está ao redor.

Na clínica perinatal, isso significa perguntar também:
Como está essa mulher? O que ela perdeu? O que ela sonhou? O que ela precisou deixar para trás? Quem está cuidando dela?

Cuidar da saúde mental materna não é importante apenas para o bebê.

É importante porque existe uma mulher ali, vivendo uma das maiores transformações da vida.✨️

Diante desta obra, pensei em algo que aparece com frequência na clínica: a tendência de acreditar que alguém virá nos re...
13/06/2026

Diante desta obra, pensei em algo que aparece com frequência na clínica: a tendência de acreditar que alguém virá nos resgatar.

O mito de Psiquê e Eros pode parecer uma história sobre salvação pelo amor. Mas talvez exista outra leitura possível.

Psiquê só chega a esse encontro depois de atravessar inúmeras provas, perdas e transformações.

O beijo não inaugura sua história. Ele acontece depois de um longo percurso.

Talvez seja por isso que essa escultura continue nos fascinando.

Porque ela nos lembra de uma fantasia muito humana: a de que o amor resolverá nossas faltas.

A psicanálise segue por outro caminho. Ela nos mostra que nenhum encontro elimina nossas faltas, mas alguns encontros podem nos ajudar a suportá-las de maneira diferente.

Não é sobre ser salvo pelo outro.

É sobre o que se torna possível quando duas histórias se encontram.

Sentir não é o problema.O sofrimento começa quando transformamos toda emoção em ação imediata.Há dores que querem ser es...
06/06/2026

Sentir não é o problema.
O sofrimento começa quando transformamos toda emoção em ação imediata.
Há dores que querem ser escutadas, mas acabam virando explosão.
Há medos que se disfarçam de raiva.
Há abandonos antigos falando dentro de discussões pequenas.
A psicanálise não ensina a “controlar” emoções como quem aperta um botão.
Ela convida a sustentar o que se sente tempo suficiente para descobrir:
“O que, em mim, está tentando falar através disso?”
Nem toda urgência precisa de resposta imediata.
Às vezes, o silêncio entre uma onda e outra da vida revela mais verdade do que o próprio caos.

Existe algo que incomoda muitas pessoas quando escutam a psicanálise falar sobre mães.Como se ela apontasse dedos.Como s...
10/05/2026

Existe algo que incomoda muitas pessoas quando escutam a psicanálise falar sobre mães.
Como se ela apontasse dedos.
Como se dissesse: “a culpa é da mãe”.

Mas talvez o que a psicanálise faça seja justamente o contrário.

Talvez ela seja uma das poucas formas de olhar para uma mãe sem transformá-la em santa.

Porque mães cansam.
Mães falham.
Mães se ausentam às vezes, mesmo estando presentes.
Mães também sentem raiva, medo, solidão, desejo de desaparecer por alguns minutos e depois culpa por terem desejado isso.

E durante muito tempo quase ninguém permitiu que elas fossem humanas.

A psicanálise não retira o amor da maternidade.
Ela retira a obrigação da perfeição.

E talvez exista algo profundamente acolhedor nisso:
poder olhar para uma mãe não como um ideal inalcançável,
mas como alguém que também precisou existir entre faltas, excessos, tentativas e amor.

Na cirurgia bariátrica, o acompanhamento psicológico é parte do processo antes e depois.Com os medicamentos para obesida...
11/04/2026

Na cirurgia bariátrica, o acompanhamento psicológico é parte do processo antes e depois.
Com os medicamentos para obesidade, isso ainda não é uma exigência.

Mas, na clínica, algo chama a atenção:
enquanto o corpo responde ao tratamento, a relação com a comida também muda.
E nem sempre isso é simples.

Algumas pessoas se sentem bem com os resultados, mas também relatam um certo vazio, dificuldade de reconhecer sinais internos
ou até movimentos de sabotagem, muitas vezes acompanhados de culpa.

O tratamento é multifatorial e não se esgota no medicamento.

Faço aqui um agradecimento especial à querida endocrinologista pela disponibilidade, trocas e contribuições na construção deste conteúdo tão sensivel e necessário na atualidade.🙏

Continuar, parar, voltar ou escolher recomeçar também faz parte do processo e a decisão é sempre sua!!🍃
16/03/2026

Continuar, parar, voltar ou escolher recomeçar também faz parte do processo e a decisão é sempre sua!!🍃

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30/12/2025

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