11/08/2026
Baby chegou de surpresa. Minha mãe nem sabia que ele vinha, e de repente ali estava ele, pequenininho, virando a casa de cabeça pra baixo de alegria.
Não demorou pra conquistar todo mundo, mas conquistou minha mãe de um jeito especial. Virou companhia dela, dessas de f**ar do lado o dia inteiro, sem precisar de motivo.
Meu pai chegava do trabalho e sempre sentava com ele, brincava, dedicava aquele tempinho só pros dois. E Baby amava essa brincadeira como se fosse a melhor parte do dia dele, porque provavelmente era.
Ele tinha um ursinho de pelúcia, o maior tesouro dele, tinha até ciúmes de dividir. Mas quando me via triste, era o primeiro a abrir mão do que mais amava, trazia o ursinho pra mim, como quem diz “não f**a assim, eu tô aqui”. Deitava do nosso lado. Ficava. Sempre f**ava.
Foi trazido pela minha irmã, que também já se foi antes dele. E Baby, sem saber, guardou um pedacinho dela viva em cada espera na porta, em cada festa que fazia quando alguém chegava.
Sei que pra muitos, chorar por um cachorro pode parecer bobagem. Mas pra nós, ele foi família. Foi amado de verdade, todos os dias, por cada um da casa, do seu jeito. E essa dor agora é do tamanho desse amor todo.
Obrigada por tudo, Baby. Descansa, meu amor. Você foi e sempre vai ser a alegria da nossa casa.