08/08/2025
Oi, mãe…
Dois meses sem você aqui.
Dois meses tentando entender como é viver sem o seu amor tão perto.
Como você está aí? Já se adaptou? Já está curada?
Ah, mãe… como eu queria saber. Como eu queria te ouvir só mais um pouquinho.
Por aqui, tudo mudou.
A vida continua… mas parece outra.
Sem suas conversas, sem aquele cuidado só seu, sem o som da sua voz me chamando.
É como se o mundo tivesse perdido o eixo.
Desde que você partiu, parece que eu também renasci — mas em pedaços.
Tudo ficou pequeno.
Coisas que antes me afetavam, hoje não importam mais.
Fiquei mais sensível, mais quieta por dentro… acho que é parte do luto, né?
O pai está bem, teimoso como sempre…
Não quer mexer em nada seu.
Eu vou lá todos os dias, cuido do que consigo, como você pediu — como se, de algum jeito, isso me deixasse mais perto de você.
O Gordo segue firme — daquele jeitinho dele que só você sabia decifrar.
E seus netos… mãe, eles são a nossa luz em dias nublados. Eles riem, brincam, e eu vejo você em cada gesto deles.
A saudade me atravessa.
Dói de um jeito que não sei explicar.
Mas a gente vai seguindo…
Porque eu sei — sinto — que você está aí, cuidando da gente com aquele amor imenso que sempre nos cobriu.
Você segue sendo minha guia, minha base, meu colo — mesmo longe.
Te amo com tudo que existe em mim.
F**a bem aí, mãe…
Aqui, a gente segue tentando.
Tentando ser feliz — como você sempre foi. E como sempre quis que a gente fosse.
Mandei uma missa pra você…
Tomara que tenha chegado com um beijo meu.
🌹