28/07/2026
🤝 CARTA ABERTA às empresas de marketing esportivo, assessorias de corrida, federações de atletismo e órgãos públicos.
Falar sobre autismo e corrida de rua não é só sobre uma experiência particular, sobre mim. É chamar atenção pra um olhar que muitas vezes se perde no meio de tanta demanda quando se fala em organização de uma corrida. Categorias são estabelecidas para que os pódios sejam íntegros e éticos. Quilometragem, gênero, idade, PDC, etc., porque a competição precisa ser justa.
Mas quando se fala em PDC categorias são invisibilizadas, como autistas, portadores de visão monocular, etc. esses até recebem o desconto para PCD porém em grande parte deles se limitam ao 3km no geral . Porém estão fora de pódios. Na maioria das corridas o pódio é para PCD cadeirantes e deficientes de membros inferiores. No esporte de alto rendimento e nas Paralimpíadas, o autismo por si só não possui uma categoria exclusiva. Para subir ao pódio nas principais competições oficiais (como as reguladas pelo Comitê Paralímpico Internacional), os atletas no Transtorno do Espectro Autista (TEA) competem sob a classe de Deficiência Intelectual.
Que não é a mesma coisa!!!
Nem todo autista tem deficiência intelectual e por não ter ele f**a fora da competição.
Muitos fatores podem prejudicar uma pessoa autista em uma corrida de rua que considero desleal diante de corredores típicos . Vou elencar alguns:
✔️Imprevisibilidade do percurso ou mudanças de última hora.
✔️Excesso de barulho: Gritos, buzinas, som alto e tiros de largada o som da respiração ofegante, causam dor, pânico, incômodo devido à alta sensibilidade auditiva.
✔️A multidão correndo muito perto.
✔️.Texturas e toque: O contato acidental de outros corredores ou a umidade do suor alheio ou o próprio geram grande incômodo físico.
✔️Interação social forçada: A necessidade de desviar de muita gente ou responder a comandos rápidos de voluntários e organizadores, reflete em sobrecarga sensorial, fadiga.
Isso torna desleal a competição entre corredores típicos X autistas
A deficiência não é um inimigo a ser combatido ou vencido, mas sim uma condição humana que exige respeito, adaptação e a remoção de barreiras sociais.