11/06/2026
"Eu ESCOLHO ser bom" é diferente de "Eu me IMPONHO ser bom".
Na primeira, há consciência da dualidade.
Na segunda, há inconsciência, negação e condicionamento.
No final, ambos podem ser "bons".
Mas, um deles não sustentará por muito tempo a pseudo-bondade. O material reprimido se manifestará de alguma forma, em algum momento, talvez no corpo, através de somatizações.
É grande mérito querer a "bondade", mas se for possível dar um passo a mais, é preciso olhar para a "sujeira" que foi jogada pra debaixo do tapete em nome de "ser bom". Porque esta "sujeira" não se vai, apenas acumula, cada vez mais e mais. E ela também é você, apesar de ter sido aparentemente ocultada...
Olhar, varrer, cuidar... Quem sabe, de repente, encontrar algo útil, esquecido, aquele alfinete que estava fazendo falta na costura...
Penetrar nas profundezas de si mesmo, descobrindo outras formas de se pôr no mundo, conhecendo o bom senso, que é a lucidez interna capaz de discernir o que é o melhor a cada momento, para além dos conceitos...
Sair da superficialidade e do mérito da obediência infantil...
Escolher... Por liberdade... Sem nada negar a seu respeito...
Se for possível dar um passo a mais...
Se for possível olhar para o que ficou escondido...
Se for possível acolher, compreender e passar a escolher...
Talvez descubra que a bondade caminha junto à verdade e possa então se fazer a pergunta mais importante e que impulsiona toda a jornada: "Quem sou eu?".
Há maior "bondade" que esta? Há maior "bondade" do que se comprometer com esta descoberta?
Nina Zobarzo
(15.11.19 - reeditado)
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