27/01/2026
Quando escolhi o curso de Nutrição, confesso: 𝗻ã𝗼 𝘁𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗰𝗲𝗿𝘁𝗲𝘇𝗮 𝗱𝗲 𝗻𝗮𝗱𝗮. Fui "para ver qual era", movida por uma curiosidade que ainda não sabia nomear.
Comecei meus estudos em uma faculdade particular, mas em 2019, uma porta se abriu: passei na UFES de Alegre. Larguei tudo aqui e fui. Foi um ato de coragem, mas algo dentro de mim dizia que esse era o caminho.
No início, eu via a Nutrição como uma ciência exata: cálculos, dietas, gramas, nutrientes. Mas o que começou como um curso "para ver qual era" 𝘀𝗲 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗳𝗼𝗿𝗺𝗼𝘂 𝗲𝗺 𝘂𝗺𝗮 𝗽𝗮𝗶𝘅ã𝗼. Percebi que tratar e prevenir doenças com o alimento era poderoso.
A virada de chave veio com uma frase de Hipócrates que ecoou em mim e nunca mais saiu: "𝗙𝗮ç𝗮 𝗱𝗼 𝘀𝗲𝘂 𝗮𝗹𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗼 𝘀𝗲𝘂 𝗿𝗲𝗺é𝗱𝗶𝗼". Naquele momento, entendi que meu trabalho não era prescrever listas de restrições, mas guiar pessoas para um ato de 𝗰𝘂𝗶𝗱𝗮𝗱𝗼.
E então veio a segunda camada, ainda mais profunda: percebi que, tão importante quanto 𝗢 𝗤𝗨𝗘 se coloca no prato, é entender 𝗖𝗢𝗠𝗢 comemos e 𝗣𝗢𝗥𝗤𝗨𝗘 escolhemos isso.
A comida está presente em todos os momentos da nossa vida. Sendo a nossa primeira experiência ao nascer. É também o bolo de aniversário, o almoço em família, o café que divide uma conversa difícil, o prato que lembra a infância. 𝗘𝗹𝗮 𝗰𝗮𝗿𝗿𝗲𝗴𝗮 𝗺𝗲𝗺ó𝗿𝗶𝗮𝘀, 𝗮𝗳𝗲𝘁𝗼𝘀, 𝗵𝗶𝘀𝘁ó𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗲 𝗰𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮.
Foi aí que a ficha caiu de vez: 𝗻𝘂𝘁𝗿𝗶𝗿 𝗮𝗹𝗴𝘂é𝗺 é 𝗰𝘂𝗶𝗱𝗮𝗿 𝗱𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗵𝗶𝘀𝘁ó𝗿𝗶𝗮 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗶𝗿𝗮. É olhar para além do peso ou da doença, é enxergar a pessoa, seus hábitos, seus desafios, suas alegrias e suas lutas.
Hoje, minha maior certeza é que a Nutrição me deu uma das 𝗳𝗲𝗿𝗿𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮𝘀 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗯𝗼𝗻𝗶𝘁𝗮𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘅𝗶𝘀𝘁𝗲𝗺 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗰𝘂𝗶𝗱𝗮𝗿: a possibilidade de ajudar alguém a se reconectar com seu corpo, a ressignif**ar sua relação com a comida e a escrever uma nova história — com gentileza e muito, muito respeito pela jornada de cada um.
𝗘 𝘃𝗼𝗰ê, 𝗷á 𝗽𝗮𝗿𝗼𝘂 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗽𝗲𝗻𝘀𝗮𝗿 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗶𝗱𝗮 𝗰𝘂𝗶𝗱𝗮 𝗱𝗲 𝘃𝗼𝗰ê, 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮𝗹é𝗺 𝗱𝗼 𝗰𝗼𝗿𝗽𝗼? 𝗖𝗼𝗻𝘁𝗮 𝗮𝗾𝘂𝗶 𝗽𝗿𝗮 𝗺𝗶𝗺 👇