Dra Angela Mori

Dra Angela Mori .

26/05/2026

Algumas pessoas notaram que a minha forma de me comunicar por aqui está um pouquinho diferente do que vinha fazendo nos últimos anos. E elas estão certas mesmo. Essa mudança foi intencional e com muito propósito.

Por muito tempo, ouvi que precisava estar presente nas redes sociais para dar mais visibilidade para o meu trabalho. Me falaram que precisava postar todos os dias, gravar 14785 vídeos por mês para alcançar mais pessoas. Eu tentei, juro que tentei.

Mas com o tempo, fui percebendo que faltava um pouco de mim ali. Estava falando pra bastante gente, mas nem sempre da forma como eu acreditava ser da melhor forma.

Fui entendendo na prática que não existe receita pronta, que queria um espaço onde eu tivesse mais autonomia para falar de forma mais aberta, mais solta e mais profunda sobre assuntos que sei que posso ser contribuição para mais pessoas, ter uma troca tão genuína com convidados especiais e que podem acrescentar e muito na disseminação de informações de qualidade e seguras para quem está aqui comigo.

E por que não fazer um podcast? Tem sido muito especial levar a medicina que eu acredito para esse formato e poder servir também dessa forma.

Espero que vocês estejam gostando tanto quanto eu. 💚

Ah! E o podcast ainda está sem nome, me ajudem a pensar num nome legal pra ele? Me conta nos comentários um nome que você acha legal para os nossos encontros.

Se você está gostando desse formato, me deixe saber, me conta nos comentários também!

24/05/2026

O preconceito em torno da saúde mental e do próprio cuidado ainda molda muito a forma como as pessoas chegam, ou deixam de chegar, ao tratamento.

Muitas vezes, o sofrimento já está presente há bastante tempo, mas ainda assim existe resistência em procurar ajuda, em se abrir para um acompanhamento ou até em considerar a possibilidade de um cuidado mais amplo.

Ainda existe muito desconhecimento, muita distorção sobre o papel de cada profissional e muita ideia antiga sendo encarada como verdade. Pra vocês terem uma ideia, ainda tem gente que ainda associa o psiquiatra a coisa de “louco”, que enxerga a psicoterapia como frescura ou que olha para práticas integrativas com uma certa desconfiança.

Sabe qual é o problema disso tudo? É que esse tipo de visão só prolonga o sofrimento e vai adiando decisões importantes, afastando a pessoa de recursos que poderiam ajudá-la a atravessar aquele momento.

E falamos disso também no segundo episódio do nosso podcast, onde recebemos a convidada . Vale muito a pena ouvir ele completo. O link está na bio.

Em qualquer processo de cuidado, é muito importante lembrar que o paciente não deveria ocupar apenas o lugar de quem rec...
23/05/2026

Em qualquer processo de cuidado, é muito importante lembrar que o paciente não deveria ocupar apenas o lugar de quem recebe orientações, que deve seguir as condutas ou esperar que alguém resolva tudo por ele.

O tratamento sempre ganha mais sentido quando a pessoa entende o que está vivendo, participa das escolhas, reconhece os próprios limites e também percebe quais recursos fazem sentido para a sua realidade.

Isso não significa que o paciente precise saber tudo, tá? Que precisa dar conta de tudo ou caminhar sozinho. Significa entender que os profissionais estão ali para orientar, sustentar, acolher e oferecer ferramentas, mas a construção do processo acontece de forma mais verdadeira quando existe participação, presença e envolvimento com a própria jornada.

Quando você se percebe como parte ativa do tratamento, não ocupa mais um lugar passivo diante do sofrimento e começa aos poucos, a construir mais consciência sobre si, sobre o que precisa e sobre o que pode fazer para sustentar o próprio cuidado ao longo do tempo.

Falei sobre isso no segundo episódio do podcast, onde recebi a convidada e lembramos que nenhum profissional deveria ocupar o centro do processo, porque o protagonista da jornada é sempre quem a está vivendo.

Ouça o episódio completo no link da bio.

21/05/2026

Você já percebeu como às vezes, o corpo começa a pedir atenção antes mesmo da gente dar conta do que está sentindo?

Uma dorzinha que aparece do nada…uma tensão chata. Ou um cansaço fora do normal, um desconforto que não vai embora…

Quando a gente olha com mais cuidado, percebe que talvez aquilo não tenha começado ali.

Sabe o que acontece? Muitas vezes a nossa mente vai tentando dar conta, empurrando pra debaixo do tapete o que estamos sentindo e vai tentando se adaptar, funcionando no automático mesmo. E o que acontece? O corpo começa a mostrar que alguma coisa já passou do limite.

Foi muito legal falar disso também com a no podcast e aprofundar sobre essa relação entre emoções, somatização e saúde mental, e sobre como aprender a escutar o corpo também pode ser uma forma importante de cuidado.

Você pode ouvir o episódio completo no link da bio.

Nem sempre é fácil entender por onde começar quando o assunto é saúde mental, até porque ainda existe muita confusão sob...
21/05/2026

Nem sempre é fácil entender por onde começar quando o assunto é saúde mental, até porque ainda existe muita confusão sobre o papel de cada profissional e sobre o que cada abordagem pode, de fato, oferecer dentro de um processo de cuidado.

Mas, o mais importante não é escolher uma frente como se ela precisasse dar conta de tudo sozinha. Muitas vezes não vai mesmo. O que costuma fazer diferença é entender o que você está vivendo, quais são as suas necessidades naquele momento e quais recursos podem te ajudar de forma mais consistente ao longo do caminho.

No segundo episódio do nosso podcast, a gente conversa justamente sobre isso: como diferentes saberes podem se complementar e por que o cuidado integrado pode fortalecer tanto o processo.

Ouça o episódio completo no link da bio.

20/05/2026

Quando você pensa em yoga, o que vem na sua cabeça?

Para muita gente, a resposta ainda se limita só à postura, flexibilidade, meditação, ou uma simples atividade física.

Quando o yoga começa a ser vivido de forma mais profunda, é possível perceber seu impacto também no jeito como você respira em um dia difícil, na forma como percebe o seu próprio corpo, na capacidade de reconhecer um limite antes de se atropelar, como também na escolha de não reagir no automático o tempo todo.

Talvez uma das partes mais importantes da prática esteja justamente fora do tapete, nos momentos em que você consegue se escutar com mais honestidade, entender o que está sentindo e sustentar mais presença no meio da rotina.

No nosso segundo episódio, conversamos, eu e , sobre isso e sobre como o yoga pode se tornar um ótimo recurso de cuidado no dia a dia.

Ouça o episódio completo no link da bio.

Quando um familiar passa por um processo de adoecimento, quase sempre toda a atenção se volta para quem está em tratamen...
16/05/2026

Quando um familiar passa por um processo de adoecimento, quase sempre toda a atenção se volta para quem está em tratamento, é natural. No episódio do podcast que falamos sobre finitude, fizemos questão de falar sobre algo que muitas vezes passa despercebido: quem cuida também atravessa medo, exaustão, angústia, noites mal dormidas, sobrecarga e uma rotina que muda completamente.

Muitas vezes, o cuidador não se sente autorizado a desabar, porque entende que precisa seguir firme, disponível e funcional o tempo todo. Enquanto o paciente pode expressar que está mal, o cuidador costuma acreditar que precisa sustentar quase que secretamente, mesmo quando também esteja vivendo no limite.

Olhar para quem cuida é parte importante desse processo. Cuidar de alguém exige presença, energia, corpo e saúde mental. E ninguém consegue sustentar tudo sozinho por muito tempo sem apoio, escuta e acolhimento.

Foi muito especial falar sobre isso no podcast de uma forma muito humana e necessária, lembrando que o cuidado também precisa alcançar quem está ao lado todos os dias, segurando o que muitas vezes ninguém vê.

Para ouvir essa reflexão completa, assista ao episódio completo do podcast.

No Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=mZiIKOXzseY
No Spotify: https://open.spotify.com/episode/74trRCZPxhduJIxiEq49cO?si=11a41c44f3194c33

15/05/2026

Nem tudo diz respeito ao corpo físico. Em muitos momentos de adoecimento, a espiritualidade também se torna um apoio importante, ajudando a sustentar a dor, o medo, as incertezas e tudo aquilo que não se resolve só com respostas técnicas.

Independentemente da religião, da crença ou da forma como cada pessoa se conecta com algo maior, a espiritualidade pode oferecer sentido, conforto, pertencimento e força para atravessar processos difíceis.

Acredito muito que a espiritualidade pode, sim, ser mais um recurso de cuidado dentro da saúde mental e de como esse olhar faz diferença para quem está vivendo situações delicadas.

Isso também faz sentido para você?

Para ouvir essa conversa completa, escute o episódio completo do podcast.
O link está na bio.

Minha mãe sempre me falou: "sou sua mãe e não a sua amiga". Confesso que quando era mais nova nunca dei muita bola para ...
10/05/2026

Minha mãe sempre me falou: "sou sua mãe e não a sua amiga". Confesso que quando era mais nova nunca dei muita bola para isso quando era mais nova.
Hoje eu entendo.

E dou graças a Deus que ela é a minha mãe.
Porque ela é mais do que minha amiga. Ela é minha parceira, minha apoiadora, minha ponte e a certeza de que se der algo muito errado, não vou estar sozinha.

E é com um sentimento de muita gratidão que eu resolvi fazer esse post.
Nem sempre as pessoas vão te elogiar por fazer o melhor pelo seu filho. Muitas vezes você vai ser julgada por isso.
Mas o amor que você sente compensa tudo.
Feliz dia das mães para você! Aproveite o seu dia e toda a grandeza que é ser mãe.

Com amor e carinho, Dra Angela.

09/05/2026

Existe uma ideia muito comum de que um paciente gravemente adoecido vai, necessariamente, estar deprimido ou sem vontade de seguir, mas não é sempre que isso acontece.

Em muitos casos, o adoecimento desperta uma urgência de viver que talvez nunca tenha aparecido com tanta força na vida daquela pessoa. Ela passa a olhar com mais verdade para a própria vida, para os vínculos, para o tempo, para aquilo que ainda deseja viver, resolver, sentir e compartilhar.

Junto com o medo, a angústia e a incerteza, também pode existir desejo, presença, movimento e uma tentativa muito profunda de continuar encontrando sentido, mesmo dentro de um processo difícil.

Talvez isso também nos convide a rever a forma como enxergamos a doença. Nem todo sofrimento precisa ser uma sentença de desistência, e nem toda gravidade apaga a potência de estar vivo.

Para ouvir essa conversa completa, te convido para acompanhar o episódio completo do podcast. O link está na bio.

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