06/05/2020
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Com muita frequência recebo pedidos para apontar as diferenças entre dois ou mais transtornos mentais.
Antes de falar sobre quadros específicos, uma observação que pode facilitar o entendimento tem a ver com a organização dos diagnósticos em grupos com características comuns.
Se olharmos para os transtornos mentais mais frequentes em adultos, por exemplo, percebemos que alguns quadros representam uma clara mudança no funcionamento anterior do indivíduo. Nesses casos, o próprio paciente é, muitas vezes, capaz de identificar que alguma coisa diferente e nova está acontecendo. Em outros casos, contudo, os sintomas parecem pertencer a um padrão persistente de comportamento que, apesar de trazer prejuízo e sofrimento para o paciente, mostra-se estável ao longo do tempo.
Essa distinção é fundamental, e pode ser suficiente para esclarecer muitas dúvidas com relação a alguns diagnósticos.
Saber identificar os sinais e sintomas de cada transtorno é extremamente importante, mas compreender o modo de instalação do quadro é fundamental para o direcionamento das hipóteses diagnósticas.