08/04/2024
Os estudos em relação ao TEA estão avançando cada vez mais. Embora não tenhamos explicações para tudo — isso ainda vai levar um tempo — já temos estudos que mostram a probabilidade aumentada de o casal ter outro filho autista, quando há um filho mais velho no TEA.
Sabemos que existe uma alta herdabilidade genética (herdamos o gene, não a condição!).
Inclusive, é comum, quando recebemos o diagnóstico do nosso filho, encontrarmos em nós mesmos, ou em algum familiar próximo, algumas características singulares, que nem sempre significam o autismo propriamente dito, mas podem ser o que chamamos de espectro expandido ou fenótipo ampliado. Por vezes, encontramos também o TDAH.
De forma geral, temos de 1 a 2% de chance de termos um bebê no espectro. Porém, quando já temos 1 filho no TEA este número sobe para 10%. Se temos 2 filhos com autismo, esse número sobe para 25%, e vai aumentando sucessivamente.
Algumas peculiaridades são observadas, por exemplo: quando o primeiro filho é uma menina com TEA e o segundo é um menino, esse número aumenta para 17 a 18%. Contudo, quando o primeiro é um menino e a segunda é uma menina, esse número cai para 2 a 3%. Isso se explica porque a menina tem fatores protetores do TEA, o que explicaremos numa outra oportunidade com maior detalhamento.
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Texto escrito em colaboração com @dr.thiagocastro e @dr.raphaelrangel.