21/10/2022
Tem coisa mais gostosa do que dormir aninhadinho? No frio, então...
Amada por muitas famílias, demonizada por diversos profissionais. Durante muito tempo a cama compartilhada foi considerada perigosa para criança, pelo risco de asfixia, de amassar ou deixar ela manhosa, e danosa para o relacionamento dos pais, pela ideia da diminuição da privacidade e intimidade do casal.
Existe uma forma segura de fazer cama compartilhada: preferencialmente com a cama encostada na parede ou o colchão no chão. Sem almofadas, pelúcias ou decorações. O bebê com sua própria coberta, entre a mãe e parede. O pai (ou outra pessoa) ao lado da mãe. Há também a possibilidade de acoplar o berço ao lado da cama.
Hoje os estudos mostram que a cama compartilhada pode trazer muitos benefícios para a família, como: facilitar e prolongar a amamentação, melhorar a qualidade do sono (da criança e dos pais), fortalecer o vínculo familiar, promover confiança e autossuficiência da criança, entre outros.
Mesmo com todas essas vantagens, o que define se a cama compartilhada deve ser feita é a vontade da família. Para algumas faz sentido, para outras não.
O conforto de todos deve ser levado em consideração, afinal nem a parentalidade, nem o puerpério tem receita pronta.
Obra: Mother and child (1905)
Autor:Gustav Klimt