23/05/2026
A primeira vez que eu vim trabalhar a neném tinha 3 meses, era domingo, inverno, eu ainda amamentava e eu senti uma dor no meu coração avassaladora. Fiquei 1:30 fora de casa. Parecia que atender não fazia mais sentido pra mim. Pensei em mudar de profissão, mas por óbvio sendo nerd como sou, já havia lido que nesse primeiro ano é isso que acontece com as mães. Minhas amigas com filhos tb me ajudaram: não separa e começa devagar…. Melhores conselhos.
Mesmo com gente na volta a mãe se sente sozinha. Demanda constante, sono privado, necessidades básicas humanas não atendidas. Um looping infinito de pensamentos que nos levam pra lugares não tão legais. Um limbo mental.
Tudo mudou quando eu decidi ouvir meu coração e o que eu sabia que minha filha precisava. Veja bem, eu sempre sigo orientações profissionais mas teve uma fase que cada um me dizia uma coisa. Eu seguia os métodos e simplesmente não funcionava. Até que li um livro de Montessori e dizia algo como: o bebê já é um indivíduo. Isso virou uma chave na minha cabeça. Relaxei. Entendi que minha filha precisava de uma mãe feliz, relaxada, organizada e previsível emocionalmente.
Mesmo que a gente não queira, o trabalho é uma parte importante constituinte. Eu sou muito melhor pra minha filha pq me sinto mais realizada profissionalmente. Lógico, com meu imenso privilégio de atender 3x semana e poucos horários. As x venho domingo, as x venho sábado…. O pensamento que mais me consumiu foi como as mães dão conta de voltar pro mercado com um neném de 4 meses, f**ar 8 horas longe, isso é de uma violência que eu nem consigo conceber! Eu queria muito que o mundo percebesse que uma mãe feliz cria filhos mais dignos. Filhos mais dignos mudam o mundo!
Eu torço pra que um dia a gente possa dar mais! Mais presença, segurança emocional e crie adultos emocionalmente saudáveis, principalmente hj com o avanço da tecnologia.
Enfim, post nada a ver com fisioterapia, mas eu não esqueço que antes de ser fisioterapeuta, sou um ser humano! Espero que vc não esqueça tb!