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Oncologista no Rio de Janeiro
Foco no tratamento dos cânceres de mama e de pulmão
Membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica
Membro do Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica

Agendamentos (Whatsapp): 21 99999-4470

EGFR, ALK, ROS1, KRAS, RET, MET...Para quem recebe um diagnóstico de câncer de pulmão, essas letras podem parecer apenas...
28/09/2026

EGFR, ALK, ROS1, KRAS, RET, MET...

Para quem recebe um diagnóstico de câncer de pulmão, essas letras podem parecer apenas mais uma camada de complexidade em um momento que já tem informação demais.

Para mim, elas podem representar possibilidades.

Em determinados tipos e estágios do câncer de pulmão, investigar alterações moleculares do tumor faz parte de uma pergunta cada vez mais importante na oncologia:

O que está fazendo essa doença crescer?

Quando encontramos determinadas alterações e existe uma terapia capaz de atuar sobre aquele mecanismo, podemos mudar a estratégia de tratamento.

É a chamada terapia-alvo.

E talvez essa seja uma das melhores maneiras de entender o quanto a oncologia mudou.

Dois pacientes podem dizer exatamente a mesma frase:

“Eu tenho câncer de pulmão.”

Mas, quando começamos a investigar a identidade molecular de cada tumor, podemos estar diante de doenças bastante diferentes.

Por isso, aquelas siglas no laudo não são detalhes técnicos.

Em alguns casos, são informações capazes de abrir portas terapêuticas que simplesmente não existiam alguns anos atrás.

O órgão onde o câncer começou ainda importa.

Mas hoje queremos conhecer também o mecanismo que mantém aquela doença funcionando.

“Doutor, diminuiu?”Poucas perguntas carregam tanta expectativa quanto essa depois de um exame de controle.E eu entendo p...
24/09/2026

“Doutor, diminuiu?”

Poucas perguntas carregam tanta expectativa quanto essa depois de um exame de controle.

E eu entendo perfeitamente o motivo.

Existe algo muito concreto em olhar para duas imagens e perceber que uma lesão ficou menor.

Mas avaliar a resposta de um tratamento oncológico exige mais do que comparar centímetros.

Em determinados cenários, manter uma doença estável que anteriormente estava progredindo já pode representar benefício clínico importante.

Também precisamos saber se surgiram novas lesões, como os sintomas evoluíram, quais efeitos adversos apareceram, como está a capacidade funcional e qual impacto aquele tratamento está tendo na vida do paciente.

Porque nosso objetivo não é produzir uma imagem bonita.

É produzir benefício para uma pessoa.

É claro que existem critérios objetivos para avaliar resposta e progressão, e eles são fundamentais para nossas decisões.

Mas a medicina começa justamente quando colocamos esses números dentro do contexto de quem está sendo tratado.

O exame conta uma parte importante da história.

O paciente conta o restante.

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Existe um peso enorme na expressão “estágio 4”.E existe uma razão para isso.Ela indica uma doença avançada e traz implic...
22/09/2026

Existe um peso enorme na expressão “estágio 4”.

E existe uma razão para isso.

Ela indica uma doença avançada e traz implicações importantes para tratamento e prognóstico.

O problema começa quando transformamos essa informação em uma sentença capaz de prever, sozinha, tudo o que acontecerá com aquele paciente.

A oncologia de hoje exige mais perguntas.

Qual é o tipo de tumor?

Qual é sua biologia?

Existem alterações moleculares acionáveis?

Quais órgãos estão comprometidos?

Qual é o volume de doença?

Como está o paciente?

E, talvez uma das informações mais importantes: como esse câncer responderá ao tratamento?

Essas respostas ajudam a explicar por que pacientes com o mesmo diagnóstico e o mesmo estágio podem apresentar trajetórias tão diferentes.

Isso não significa minimizar a gravidade de uma doença metastática.

Significa reconhecer que nosso conhecimento sobre ela ficou muito mais sofisticado.

O estágio continua sendo uma das informações mais importantes que temos.

Só deixou de ser a única capaz de participar da conversa sobre o futuro.

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Durante décadas, construímos uma associação muito clara:cigarro = risco.E isso foi fundamental para reduzir o tabagismo ...
18/09/2026

Durante décadas, construímos uma associação muito clara:

cigarro = risco.

E isso foi fundamental para reduzir o tabagismo em muitos lugares.

O problema é que a história não terminou quando o cigarro tradicional perdeu espaço.

Outras formas de consumo ganharam popularidade — algumas acompanhadas de uma percepção de menor risco.

O narguilé talvez seja um dos melhores exemplos.

A passagem da fumaça pela água não elimina as substâncias tóxicas presentes nela. Além disso, uma sessão costuma envolver um período prolongado de exposição.

O cigarro eletrônico trouxe outra questão: aparência tecnológica, sabores e ausência do cheiro característico do cigarro ajudaram a criar uma percepção de produto mais “limpo”.

Mas precisamos ter cuidado com uma simplificação.

Narguilé, cigarro, charuto e v**e não são produtos idênticos e não apresentam exatamente o mesmo perfil de risco.

Mas “diferente” não significa “seguro”.

Como oncologista, essa é a conversa que me interessa.

Não demonizar quem usa.

Não exagerar os dados para assustar.

Mas também não permitir que uma embalagem nova faça um velho problema parecer inofensivo.

Talvez tenhamos conseguido fazer o cigarro perder o glamour.

Agora precisamos aprender a reconhecer quando ele simplesmente troca de roupa.

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Existe um medo que aparece com frequência antes de um exame:“E se encontrarem alguma coisa?”É uma pergunta compreensível...
01/09/2026

Existe um medo que aparece com frequência antes de um exame:

“E se encontrarem alguma coisa?”

É uma pergunta compreensível.

Mas ela esconde uma contradição interessante.

Se existe alguma coisa, ela não passa a existir no momento em que aparece no resultado.

O exame apenas transforma algo desconhecido em informação.

E informação, quando bem interpretada, muda nossa capacidade de agir.

Pode significar investigar melhor.

Pode permitir um diagnóstico em um momento mais favorável.

Pode levar ao início de um tratamento.

E pode também mostrar que aquela preocupação não representava uma doença grave.

Por isso, eu não acredito em fazer exames indiscriminadamente.

Mais exames não significam, necessariamente, mais saúde.

Mas também não acredito que evitar uma investigação indicada seja uma forma de proteção.

Não saber pode parecer confortável por algum tempo.

O problema é que a realidade não depende do quanto sabemos sobre ela.

O exame não cria a doença.

Mas, muitas vezes, é ele que cria a oportunidade de fazer alguma coisa a respeito.

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Sempre um prazer imenso desfrutar de atualização do Câncer de Mama Gramado e, ainda por cima, rever amigos de tantos est...
27/08/2026

Sempre um prazer imenso desfrutar de atualização do Câncer de Mama Gramado e, ainda por cima, rever amigos de tantos estados e andar por essa cidade linda e acolhedora.

Gramado para todo ano em Agosto para nos receber. Pulsa hospitalidade, gentileza, são sempre sorrisos que recebemos em cada loja ou restaurante da cidade que visitamos à noite.

Expectativa deles, porque gira o turismo da cidade, sorte a nossa, de poder unir ciência e prazer, numa parte tão bonita do nosso BR 🇧🇷

Depois de ouvir a palavra “câncer”, esperar é uma das coisas mais difíceis que podemos pedir a um paciente.Eu entendo pe...
26/08/2026

Depois de ouvir a palavra “câncer”, esperar é uma das coisas mais difíceis que podemos pedir a um paciente.

Eu entendo perfeitamente a angústia.

“Já sabemos que existe um tumor. Então por que ainda não começamos?”

Porque, em alguns casos, ainda não sabemos tudo o que precisamos saber sobre ele.

No câncer de pulmão, te**es moleculares e biomarcadores podem revelar características capazes de mudar significativamente a escolha do tratamento.

Às vezes, o resultado aponta para uma terapia-alvo.

Em outros cenários, ajuda a definir o papel da imunoterapia e de outras estratégias.

Por isso, aqueles dias entre o diagnóstico e a decisão terapêutica nem sempre representam inércia.

Às vezes, eles são parte do próprio tratamento.

Claro que existem situações em que a condição clínica exige rapidez e não permite esperar. É justamente aí que entra a individualização.

Oncologia não é uma corrida para ver quem prescreve primeiro.

É uma corrida para oferecer ao paciente a melhor estratégia possível dentro do tempo que a doença permite.

Velocidade importa.

Mas velocidade sem informação pode nos levar rapidamente para o lugar errado.

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Durante muito tempo, a pesquisa em câncer concentrou seus esforços em responder uma pergunta: o que acontece dentro da c...
24/08/2026

Durante muito tempo, a pesquisa em câncer concentrou seus esforços em responder uma pergunta: o que acontece dentro da célula tumoral?

Hoje sabemos que essa é apenas parte da história.

O tumor estabelece uma relação dinâmica com tudo o que está ao seu redor. Células do sistema imunológico, vasos sanguíneos, tecido conjuntivo e diversas moléculas formam o chamado microambiente tumoral — um ecossistema capaz de influenciar o crescimento da doença, a formação de metástases e até a resposta aos tratamentos.

Essa mudança de perspectiva transformou a oncologia.

Avanços como a imunoterapia nasceram justamente da compreensão de que, muitas vezes, não basta atacar apenas a célula tumoral. Também é preciso modificar o ambiente que permite que ela sobreviva.

Como pesquisador, acredito que uma das áreas mais promissoras da oncologia está exatamente aí: entender não apenas o tumor, mas o contexto biológico em que ele existe.

Porque, muitas vezes, o comportamento do câncer depende tanto das células ao seu redor quanto das próprias células tumorais.

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Há alguns anos, saber onde um câncer havia começado concentrava boa parte da informação necessária para pensar no tratam...
19/08/2026

Há alguns anos, saber onde um câncer havia começado concentrava boa parte da informação necessária para pensar no tratamento.

Hoje, isso já não basta.

Quando recebo um paciente com câncer de pulmão, quero conhecer o tipo histológico, a extensão da doença, as características do paciente e, quando indicado, o perfil molecular do tumor e seus biomarcadores.

Por quê?

Porque o pulmão pode ser o mesmo.

A doença, não.

Duas pessoas podem receber um diagnóstico que, à primeira vista, parece idêntico e ter indicações terapêuticas muito diferentes.

É uma das mudanças mais interessantes da oncologia moderna.

Estamos deixando de perguntar apenas onde o câncer está para entender cada vez melhor quem ele é.

E quanto mais sabemos sobre a identidade daquela doença, mais racional pode ser a escolha das ferramentas que vamos usar contra ela.

O nome “câncer de pulmão” continua importante.

Mas hoje ele é muito mais o início da conversa do que o fim do diagnóstico.

Dr Rafael Jacob

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Nós nos acostumamos a viver cercados por alertas.O celular avisa que a bateria está acabando.O carro avisa que precisa d...
06/08/2026

Nós nos acostumamos a viver cercados por alertas.

O celular avisa que a bateria está acabando.

O carro avisa que precisa de manutenção.

O banco avisa que uma conta está vencendo.

E, de alguma forma, esperamos que o corpo faça o mesmo.

Mas nem sempre faz.

Na oncologia, isso é particularmente importante porque alguns tipos de câncer podem permanecer assintomáticos em fases iniciais.

É justamente por isso que rastreamento não deveria ser confundido com “procurar doença onde não existe”.

Quando bem indicado, ele existe para encontrar determinados problemas antes que o corpo precise avisar que algo está errado.

Mas atenção: isso também não significa sair fazendo uma bateria de exames indiscriminadamente.

Boa prevenção não é investigar tudo.

É entender seu risco, sua idade, seu histórico e realizar aquilo que realmente tem indicação.

Talvez a medicina preventiva tenha uma função muito parecida com uma notificação:

Avisar que é hora de agir.

Só que, nesse caso, você precisa decidir ativá-la.

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