28/09/2026
EGFR, ALK, ROS1, KRAS, RET, MET...
Para quem recebe um diagnóstico de câncer de pulmão, essas letras podem parecer apenas mais uma camada de complexidade em um momento que já tem informação demais.
Para mim, elas podem representar possibilidades.
Em determinados tipos e estágios do câncer de pulmão, investigar alterações moleculares do tumor faz parte de uma pergunta cada vez mais importante na oncologia:
O que está fazendo essa doença crescer?
Quando encontramos determinadas alterações e existe uma terapia capaz de atuar sobre aquele mecanismo, podemos mudar a estratégia de tratamento.
É a chamada terapia-alvo.
E talvez essa seja uma das melhores maneiras de entender o quanto a oncologia mudou.
Dois pacientes podem dizer exatamente a mesma frase:
“Eu tenho câncer de pulmão.”
Mas, quando começamos a investigar a identidade molecular de cada tumor, podemos estar diante de doenças bastante diferentes.
Por isso, aquelas siglas no laudo não são detalhes técnicos.
Em alguns casos, são informações capazes de abrir portas terapêuticas que simplesmente não existiam alguns anos atrás.
O órgão onde o câncer começou ainda importa.
Mas hoje queremos conhecer também o mecanismo que mantém aquela doença funcionando.