Nutricionista Fernando Reis Gonçalves

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Uma verdadeira honra palestrar nesse evento gigante e maravilhoso organizado pela SBEM. Uma responsabilidade enorme como...
29/08/2026

Uma verdadeira honra palestrar nesse evento gigante e maravilhoso organizado pela SBEM.

Uma responsabilidade enorme como nutricionista, palestrar para médicos endocrinologistas.

Foi um prazer estar ao lado de profissionais tão completos, éticos e com um vasto conhecimento!

Agradeço a SBEM pelo convite, em especial o Dr Roberto Zagury - Endocrinologia Esportiva que sempre confiou no meu trabalho.

Parabéns aos organizadores 🙏

Você não precisa comer mais. Precisa aprender a abastecer melhor.No futebol, existe um erro que ainda vejo com frequênci...
17/08/2026

Você não precisa comer mais. Precisa aprender a abastecer melhor.

No futebol, existe um erro que ainda vejo com frequência: o jogador come praticamente igual todos os dias, independentemente do que vai exigir do corpo.

Mas treino leve não é treino pesado.
Véspera de jogo não é dia de recuperação.
E uma semana com três partidas não pode ser tratada como uma semana comum.

Seu corpo precisa de combustível para correr, acelerar, repetir sprints e manter qualidade até o final da partida.

Por isso, o carboidrato precisa acompanhar a demanda.

Na véspera do jogo, por exemplo, um jogador de 70 kg pode precisar de algo em torno de 420–560 g de carboidrato ao longo do dia. Antes da partida, essa estratégia continua. Durante o jogo, também pode ser necessário repor carboidrato. E, quando existe outra partida próxima, a recuperação começa assim que o jogo termina.

Isso não significa viver de arroz, massa e suplemento.

Significa saber quando aumentar, quando reduzir e como distribuir o combustível.

O problema não é comer carboidrato.

O problema é pedir que seu corpo entregue 90 minutos de alta intensidade enquanto você não deu combustível suficiente para ele fazer esse trabalho.

E aqui está a provocação:

Você está comendo para manter seu peso ou está comendo para sustentar sua performance?

Porque no futebol de alto nível, essas duas coisas nem sempre são a mesma estratégia.

📚 Referência: Anderson L, Drust B, Close GL, Morton JP. Physical loading in professional soccer players: Implications for contemporary guidelines to encompass carbohydrate periodization. Journal of Sports Sciences. 2022;40(9):999–1018.

Seguimos para mais um trabalho de excelência Kadu Santos 🔥🔥Dcorp Performa - Fisioterapia e Wellness
11/08/2026

Seguimos para mais um trabalho de excelência
Kadu Santos 🔥🔥
Dcorp Performa - Fisioterapia e Wellness

03/08/2026

Marcos Llorente é um dos atletas mais completos do futebol mundial.

Campeão, extremamente disciplinado e conhecido por cuidar da saúde como poucos, ele já declarou seguir uma dieta inspirada no padrão paleolítico e costuma defender esse estilo de vida. E é justamente aí que muita gente se confunde.

**O sucesso dele não prova que a dieta seja a melhor estratégia para o futebol.**

Esse é um erro clássico: confundir a rotina de um atleta de elite com a causa do desempenho.

Llorente é excepcional por diversos fatores: genética, anos de treinamento, qualidade do sono, preparação física, recuperação, equipe multidisciplinar e consistência. A dieta é apenas uma peça desse quebra-cabeça.

Além disso, até o momento **não existe evidência científica mostrando que a dieta paleolítica melhora o desempenho de jogadores de futebol**.

Pelo contrário.

Uma dieta paleolítica tradicional elimina alimentos como arroz, massas, pães, aveia e leguminosas. Para um atleta que precisa disputar treinos intensos e jogos frequentes, isso pode dificultar atingir a quantidade de carboidratos necessária para manter os estoques de glicogênio muscular.

E sem glicogênio suficiente, a tendência é:
• queda na intensidade dos sprints;
• pior capacidade de repetir esforços;
• recuperação mais lenta entre jogos;
• maior fadiga ao longo da temporada.

Isso significa que a Paleo é ruim? Não.

Ela incentiva o consumo de alimentos naturais, frutas, verduras, carnes e peixes, princípios que fazem sentido para qualquer pessoa.

Mas, para o futebol de alto rendimento, **a ciência favorece uma estratégia que periodiza os carboidratos conforme a carga de treino**, e não uma exclusão rígida desses alimentos.

Nem tudo o que funciona para um atleta específico deve ser generalizado.

No esporte de alto rendimento, decisões nutricionais devem ser guiadas por evidências, não por exceções.

Você seguiria a dieta de um atleta só porque ele é campeão?

Você provavelmente já ouviu isso:"Se está cansando no segundo tempo, precisa melhorar o preparo físico."Mas será que é s...
29/07/2026

Você provavelmente já ouviu isso:

"Se está cansando no segundo tempo, precisa melhorar o preparo físico."

Mas será que é só isso?

A ciência mostra que muitos jogadores chegam ao fim da partida com os estoques de glicogênio muscular baixos. E quando isso acontece, o corpo reduz naturalmente a capacidade de manter sprints, acelerações e ações de alta intensidade.

O mais interessante é que esse problema não acontece apenas no futebol amador.

Estudos realizados com jogadores da Premier League mostram que muitos atletas ainda consomem menos carboidrato do que o recomendado na véspera dos jogos e falham na reposição logo após a partida.

Ou seja, até a elite ainda erra quando o assunto é abastecer o corpo.

A solução não é simplesmente "comer mais macarrão".

É entender que a quantidade de carboidratos precisa acompanhar a carga de treino, o calendário de jogos, a posição em campo e a estratégia da semana.

Nutrição esportiva não é sobre comer muito.

É sobre colocar o combustível certo, na quantidade certa e no momento certo.

Porque muitas vezes o jogo não é decidido apenas pelo talento ou pelo preparo físico.

Ele também é decidido por quem consegue manter intensidade quando os outros começam a cansar.

Agora me conta uma coisa: você já sentiu que suas pernas "acabaram" no segundo tempo? O que você acha que mais influenciou isso?

Costello et al. (2025) – "Barriers and enablers to implementing the UEFA Consensus Statement on Nutrition: insights from sport nutrition practitioners in the English Premier League"
Foo et al. (2025) – "Fueling Soccer Players: A Scoping Review and Audit of Literature Related to Soccer-Specific Guidelines for Carbohydrate Intake"
Anderson et al. (2022) – "Physical loading in professional soccer players: Implications for contemporary guidelines to encompass carbohydrate periodization"
Aguinaga-Ontoso et al. (2023) – "Effects of Nutrition Interventions on Athletic Performance in Soccer Players: A Systematic Review"

Tucu 🔥O trabalho não pode parar Dcorp Performa - Fisioterapia e Wellness
27/07/2026

Tucu 🔥

O trabalho não pode parar

Dcorp Performa - Fisioterapia e Wellness

Você pode treinar todos os dias, tomar creatina, whey e dormir cedo.Mas, se o seu prato vive de arroz, macarrão, frango ...
22/07/2026

Você pode treinar todos os dias, tomar creatina, whey e dormir cedo.

Mas, se o seu prato vive de arroz, macarrão, frango e batata, sua recuperação pode estar muito abaixo do seu potencial.

O futebol gera desgaste muscular, inflamação e estresse oxidativo em todos os treinos e jogos. Para o corpo recuperar, ele precisa de muito mais do que proteína e carboidrato.

Frutas, verduras, legumes, castanhas e peixes fornecem vitaminas, minerais, polifenóis e compostos bioativos que ajudam a:

✅ Recuperar mais rápido entre treinos e jogos.

✅ Reduzir a dor muscular.

✅ Controlar a inflamação.

✅ Melhorar a qualidade do sono.

✅ Manter você disponível durante a temporada.

A alimentação não evita todas as lesões, mas aumenta a capacidade do seu corpo de suportar a carga de treinos e jogos.

E lembre-se: suplemento não substitui um prato bem montado.

Quem quer jogar em alto nível precisa aprender a comer em alto nível.

Agora me conta: **qual alimento você mais tem dificuldade de incluir na rotina?** 👇

Marca aquele parceiro de equipe que vive de macarrão com frango e diz que "não gosta de salada". ⚽

• Collins J. et al. *UEFA Expert Group Statement on Nutrition in Elite Football*. Br J Sports Med, 2021.

• Abreu R. et al. *Portuguese Football Federation Consensus Statement: Nutrition and Performance in Football*. BMJ Open Sport & Exercise Medicine, 2021.

• Gonzalez D.E. et al. *ISSN Position Stand: Effects of Dietary Antioxidants on Exercise and Sports Performance*. Journal of the International Society of Sports Nutrition, 2026.

Você pode culpar o calendário.Ou pode assumir a responsabilidade pela forma como se prepara para enfrentá-lo.Nem toda le...
17/07/2026

Você pode culpar o calendário.

Ou pode assumir a responsabilidade pela forma como se prepara para enfrentá-lo.

Nem toda lesão pode ser evitada. O futebol tem contato, divididas e situações imprevisíveis.

Mas a ciência mostra que muitas lesões acontecem quando o corpo acumula fadiga, entra em campo sem recuperar totalmente ou passa semanas convivendo com sono ruim, baixa ingestão de energia e hidratação inadequada.

O problema é que muitos atletas só pensam em recuperação quando já estão lesionados.

Recuperação não é descanso.

É estratégia.

É dormir mais e melhor.

É comer carboidrato suficiente para repor o glicogênio.

É consumir proteína para reparar o músculo.

É repor líquidos e sódio depois de perder muito suor.

É evitar escolhas que atrasam o processo, como o álcool logo após as partidas.

Quando o calendário aperta, o talento continua importante.

Mas quem consegue manter a performance por semanas seguidas normalmente não é quem treina mais.

É quem recupera melhor.

A próxima sequência de jogos já vai começar.

A pergunta é:

Você vai culpar o calendário... ou fazer diferente para continuar disponível?

Durante anos, milhares de atletas ouviram a mesma frase:"Se você não tiver menos de 10% de gordura, nunca vai jogar em a...
16/07/2026

Durante anos, milhares de atletas ouviram a mesma frase:

"Se você não tiver menos de 10% de gordura, nunca vai jogar em alto nível."

Mas... e se essa nunca tivesse sido a realidade da elite?

Neste carrossel, mostro os resultados de um estudo que acompanhou 343 jogadores profissionais das ligas inglesas durante 10 anos, utilizando o DXA considerado o padrão-ouro para avaliação da composição corporal.

A principal conclusão?

📌 Não existe um percentual mágico de gordura corporal.

A composição corporal ideal depende da sua posição em campo, das suas características individuais, da resposta ao treinamento e do contexto em que você compete.

Enquanto muitos atletas sacrificam carboidratos, energia, recuperação e até a saúde mental para perseguir um número, a ciência mostra que o foco deveria ser outro:

Desempenho.

No futebol de alto nível, o objetivo não é ter o menor percentual de gordura.

O objetivo é correr mais, recuperar melhor, suportar os contatos, manter disponibilidade durante a temporada e entregar performance quando realmente importa.

Se você é atleta, treinador, preparador físico ou nutricionista, talvez esteja na hora de abandonar alguns mitos que ainda circulam no futebol.

⚽ Agora quero saber sua opinião:

Você já sofreu pressão para atingir um percentual específico de gordura corporal? Ou ainda acredita que menos de 10% é obrigatório para jogar em alto nível?

Body composition characteristics of senior male players in the English Premier and Football Leagues: insights from dualenergy X-ray absorptiometry

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