30/08/2020
Boa tarde, meus amigos.
Existe um áudio sobre os medidores térmicos de testa que está circulando. Já tem vídeo e outras postagens de texto.
Alguns casos atribuem a certa enfermeira austríaca. Outros falam de "laser infravermelho".
Deixe eu esclarecer algumas coisas. Pois o "aviso" possui vários erros.
Primeiro, embora se tratem de radiações não ionizantes, pertencentes ao espectro luminoso, infravermelho e laser são coisas distintas.
Raios infravermelhos existem nas exposições ao sol e isto não provoca doenças - a não ser, em exposições prolongadas, queimaduras na pele e danos oculares.
Os infravermelhos, dependendo da intensidade podem provocar queimaduras superficiais, mas sua capacidade de penetrar na caixa craniana e provocar disfunção na pineal não é fundamentada.
No outro extremo do espectro luminoso estão os raios utravioletas. Estes sim com capacidade de penetração. E que podem provocar sérios danos mais profundos na pele.
Mas, o princípio de funcionamento destes medidores térmicos é o infravermelho. Não emitindo raios laser ou ultravioleta.
Portanto, é uma informação falsa. Sem fundamento técnico.
Apenas para complementar a informação, além de danos superficiais na pele , a exposição prolongada à raios infravermelhos podem provocar lesões nos olhos.
Porém, repito, não na potência usada nos termômetros, tampouco na intensidade dos mesmos. São ondas "fracas".
O infravermelho é usado na medicina para tratamentos de lesões como artrite, artrose, lesões musculares, e na fisioterapia, com supervisão de profissional habilitado. Mas, são outras intensidades de ondas.
O mais perigoso são os termômetros de mercúrio (já com fabricação proibida), assim mesmo se quebrados. Se o mercúrio entrar em contato com a pele e, principalmente, com o trato respiratório.
Existem vários equipamentos de medição (que eu utilizo) cuja transmissão de dados é via I.V.
Abs.
Ricardo Barbieri