11/05/2026
Talvez ninguém espere ouvir isso de uma enfermeira obstetra.
Mas eu também vivi dificuldades na amamentação.
Na época, eu não tinha o conhecimento e a experiência que tenho hoje.
Eu achava que estava fazendo o melhor… mas muitas vezes eu só estava tentando sobreviver àquele momento.
Eu tive dificuldades com a descida do leite.
Usei bomba no momento errado achando que iria ajudar.
Meu peito fissurou.
Senti dor.
Ouvi opiniões que, ao invés de ajudar, pioraram ainda mais minhas fissuras e dificultaram minha cicatrização.
E no meio disso tudo vinha a culpa.
A sensação de que eu precisava insistir, suportar, “dar conta”.
Hoje, depois de acompanhar tantas mães de perto e estudar cada vez mais sobre amamentação, eu entendo algo com muita clareza:
Muitas mulheres não desistem da amamentação por falta de amor ou dedicação.
Elas desistem porque estão cansadas, machucadas, inseguras e sem a orientação correta no momento em que mais precisavam.
A amamentação não deveria ser vivida na dor constante.
E pedir ajuda não deveria ser o último passo.
Se eu pudesse voltar no tempo, eu buscaria acolhimento antes do desespero.
Orientação antes das opiniões.
E cuidado antes da culpa.
Por isso hoje eu faço questão de olhar para cada mãe de forma individual.
Porque atrás de uma fissura, de uma dor ou de uma dificuldade… existe uma mulher precisando ser cuidada também. 🤍
✨ Me conta aqui:
qual foi a coisa mais difícil que você viveu na amamentação?