Kaique Torres - Saúde com Consciência

Kaique Torres - Saúde com Consciência Médico da Força Aérea e referência em educação popular em saúde. Ensino você a prevenir tragédias por automedicação e agir com consciência nas emergências.

Autor do Manual da Farmácia Doméstica.

28/05/2026

Fluoxetina + remédio pra cólica não é uma mistura tão inocente quanto parece.

Muita gente toma BUSCOFEM® (ibuprofeno) ou ácido mefenâmico achando que está só “cortando a dor”.
O problema é que, quando esses anti-inflamatórios são combinados com antidepressivos da classe da fluoxetina (ISRS), o risco de sangramento gastrointestinal aumenta de forma importante.

E isso acontece por dois mecanismos ao mesmo tempo:

• A fluoxetina reduz a captação de serotonina pelas plaquetas, prejudicando a agregação plaquetária.
• O ibuprofeno e o ácido mefenâmico lesionam a mucosa do estômago e também interferem na função plaquetária.

Ou seja: você diminui a proteção do estômago E reduz a capacidade do sangue coagular direito.

Resultado?
Maior risco de gastrite erosiva, sangramento digestivo e até hemorragia gastrointestinal em alguns casos.

E o mais preocupante:
isso acontece justamente com medicamentos extremamente comuns dentro das casas brasileiras.

“Ah, mas eu tomei e não aconteceu nada.”

Ótimo.
Dirigir sem cinto também não causa acidente imediatamente.
O problema da medicina é que muita gente só respeita o risco depois da complicação.

Por isso, automedicação não é brincadeira.
Principalmente quando envolve associação de medicamentos.

Que o conhecimento esteja no seu lar, trazendo consciência, segurança e tranquilidade para você e sua família.

Essa é a minha missão aqui com vocês.
Sejam sempre muito bem-vindos!

— Dr. Kaique Torres // CRM-RJ 127883-5
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

20/05/2026

“Baixa libido” virou desculpa pra prescrever testosterona em mulher cansada.

E isso está longe de ser tão simples quanto a internet faz parecer.

Na prática, muitas mulheres jovens que chegam com queixa de indisposição, fadiga e queda da libido nem começaram a investigação básica ainda.

E sabe o que é mais assustador?

A anemia por deficiência de ferro continua sendo uma das causas mais comuns de fadiga em mulheres em idade fértil no Brasil.

Ou seja:
tem mulher tomando hormônio sem nem saber como está o hemograma.

Sem saber ferritina.
Sem avaliar sono.
Sem investigar ansiedade.
Sem revisar medicações.
Sem olhar estresse crônico.
Sem entender a própria rotina.

Porque é muito mais fácil vender a promessa de “voltar a sentir desejo” do que investigar a origem do problema.

E não… libido não nasce num frasco.

Uma mulher exausta, privada de sono, mentalmente sobrecarregada, emocionalmente desconectada e biologicamente desgastada dificilmente vai ter energia sobrando pro desejo sexual.

O corpo humano não prioriza reprodução quando ele está tentando sobreviver.

E claro:
existem casos específicos onde testosterona pode ter indicação médica muito bem estabelecida.

Mas isso é exceção.
Não moda.
Não atalho.
Não protocolo de internet.

Medicina séria começa entendendo por que o corpo está adoecendo.

E não mascarando sintoma enquanto o problema continua acontecendo por baixo da superfície.

Se cuida.

Seu corpo não está “sem vontade”.
Talvez ele só esteja implorando por socorro há muito tempo.

— Dr. Kaique Torres // CRM-RJ 127883-5
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

17/05/2026

A bronquiolite é uma das doenças respiratórias que mais leva bebês ao hospital nessa época do ano.

E o problema é que muita gente demora pra perceber a gravidade porque, no início, ela pode parecer apenas um resfriado comum.
Normalmente começa com coriza, tosse leve e febre baixa. Mas, conforme a inflamação progride, os bronquíolos (pequenas vias aéreas do pulmão) começam a f**ar inchados e cheios de secreção, dificultando a passagem do ar.

Os sinais que merecem atenção são:
• respiração acelerada
• esforço para respirar
• afundamento entre as costelas
• dificuldade para mamar ou se alimentar
• chiado no peito
• cansaço excessivo

Em casos mais graves, o bebê pode apresentar lábios arroxeados, sonolência importante ou pausas respiratórias.

Uma informação importante:
bronquiolite é, na maioria das vezes, causada por vírus. Por isso, antibiótico não costuma fazer parte do tratamento habitual.

O foco do tratamento geralmente é suporte: hidratação adequada, lavagem nasal frequente e acompanhamento da evolução do quadro.

E a lavagem nasal, apesar de simples, faz muita diferença. Um bebê com o nariz obstruído respira pior, mama pior e se cansa muito mais rápido.

Além disso, algumas medidas ajudam bastante na prevenção:
• higiene das mãos
• evitar contato com pessoas gripadas
• evitar fumaça de cigarro
• evitar aglomerações nessa época do ano

Nem toda bronquiolite será grave.
Mas reconhecer cedo os sinais de desconforto respiratório pode mudar completamente a evolução da criança.

— Dr. Kaique Torres | CRM-RJ 127883-5
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

14/05/2026

Tem uma parte da Medicina que ninguém conta pra gente na faculdade.

A parte em que você percebe que amar a Medicina não te torna imune ao cansaço.

Plantão.
Boleto.
Carga horária absurda.
Responsabilidade emocional diária.
E a sensação constante de que, se você parar de estudar, f**a pra trás.

Muita gente olha para a residência médica como o único caminho possível. Porém, a vida real nem sempre cabe dentro do modelo ideal.

Em 2025, por exemplo, abri mão da minha vaga de residência.
Não porque eu não queria evoluir.
Mas, porque eu precisava construir uma vida profissional sustentável enquanto continuava crescendo como médico.

Quando levamos a Medicina a sério, f**a um legado: o diploma nunca encerra a formação.

O bom médico continua estudando.
Continua refinando raciocínio clínico.
Continua buscando segurança no que faz.

Foi justamente por isso que comecei a procurar uma formação que respeitasse a realidade da vida médica moderna:
- Conteúdo completo,
- Base científ**a séria,
- Professores experientes,
- Prática supervisionada
- E flexibilidade pra continuar vivendo enquanto evolui.

E hoje faço questão de compartilhar com vocês:
sou oficialmente embaixador da .posmedicina e pós-graduando em Endocrinologia e Metabologia Ambulatorial no modelo híbrido deles.

Se você também está buscando crescer profissionalmente sem precisar abandonar completamente a própria vida no processo, talvez faça sentido conhecer.

Com o meu cupom DRKAIQUE você consegue as melhores condições de pagamento para a sua pós-graduação!

Se isso fizer sentido pra sua trajetória, vai ser um prazer ter você comigo nessa caminhada.

Quem sabe a gente não vira amigo de turma. 🤝

10/05/2026

Feliz Dia das Mães, ! 🤎
Amo você!

04/05/2026

Chega de f**ar perdendo tempo estudando de forma inef**az!

— Dr. Kaique Torres // CRM-RJ 127883-5
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

01/05/2026

O Manual não substitui a consulta ao médico, mas diante da escolha de se automedicar sozinho(a), ele te dará autonomia e segurança para fazer a escolha mais adequada para a sua saúde.

Use-o com sabedoria e respeite as orientações postas.

— Dr. Kaique Torres // CRM-RJ 127883-5
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

30/04/2026

Misturar remédio “comum” não torna a combinação segura.

Alprazolam + Dramin não é uma soma simples.
É potencialização de depressão do sistema nervoso central.

O alprazolam atua no receptor GABA-A → efeito ansiolítico, sedativo e depressor respiratório dose-dependente.

O dimenidrinato (anti-histamínico de 1ª geração) atravessa o SNC → causa sedação signif**ativa e também reduz o nível de alerta.

Quando você associa os dois:

• A sedação soma
• O nível de consciência pode cair mais do que o esperado
• E, em cenários específicos (dose maior, sensibilidade individual, álcool associado), pode evoluir com depressão respiratória

Atente-se:

• Evite essa associação por conta própria
• Nunca misture com álcool
• Redobre o cuidado em idosos ou quem tem doença respiratória.

Cuide da sua saúde e dos seus.

— Dr. Kaique Torres // CRM-RJ 127883-5
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

30/04/2026

Nomes semelhantes, princípios ativos e RISCOS completamente diferentes.

Esteja atenta!

— Dr. Kaique Torres // CRM-RJ 127883-5
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

30/04/2026

— Dr. Kaique Torres // CRM-RJ 127883-5
Médico pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

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