Dr Giovani Loureiro - Reumatologista

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Dr Giovani Loureiro - Reumatologista REUMATOLOGISTA com título de
especialista pela SBR
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São Gabriel / Nova Venécia
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A dieta cetogênica vem despertando interesse nas pesquisas sobre fibromialgia, principalmente pelos possíveis efeitos da...
27/08/2026

A dieta cetogênica vem despertando interesse nas pesquisas sobre fibromialgia, principalmente pelos possíveis efeitos da cetose sobre mecanismos envolvidos no processamento da dor.

E os resultados encontrados até agora são interessantes.

Em estudos com mulheres com fibromialgia, a estratégia foi associada a:

• redução do impacto da síndrome
• melhora de sintomas de ansiedade e depressão
• melhora da qualidade de vida
• mudanças favoráveis no perfil metabólico

Mas existe uma diferença importante entre dizer que uma estratégia apresenta resultados promissores e afirmar que ela funciona para todo mundo.

Os estudos ainda são limitados e utilizam protocolos específicos, por isso a dieta cetogênica não deve ser encarada como uma solução única ou como uma dieta obrigatória para quem tem fibromialgia.

Ela pode ser considerada dentro de um planejamento individualizado, principalmente quando existe indicação nutricional para sua utilização.

A alimentação é apenas uma parte do tratamento. Exercício físico, sono, saúde emocional e acompanhamento médico também precisam entrar nessa estratégia.

Mais do que seguir uma dieta da moda, o objetivo é descobrir quais mudanças realmente fazem sentido para aquele paciente.

Você já tentou a dieta cetogênica para controlar os sintomas da fibromialgia? Me conta nos comentários. ⬇️

25/08/2026

Fibromialgia é uma síndrome autoimune?

A resposta, hoje, ainda não é tão simples.

Pesquisas experimentais encontraram um dado muito interessante: anticorpos IgG de pacientes com fibromialgia grave foram capazes de provocar aumento da sensibilidade à dor em modelos animais.

Isso levantou uma possibilidade importante: em parte dos pacientes, os autoanticorpos podem participar dos mecanismos envolvidos na dor.

Mas isso não significa que isso vale para todas as pessoas.

Ainda não temos evidências de inflamação sistêmica, lesão dos tecidos ou outros achados que permitam fazer essa afirmação para todos os pacientes.

O que existe hoje é uma hipótese cada vez mais estudada:

• alguns pacientes podem apresentar mecanismos mediados por autoanticorpos;
• esse mecanismo pode estar mais presente em casos graves;
• novos estudos estão investigando se bloquear essas vias pode se tornar uma possibilidade de tratamento no futuro.

É justamente por isso que acompanhar a ciência é tão importante. Uma descoberta pode não mudar o tratamento hoje, mas pode abrir caminhos completamente novos para amanhã.

E você, já tinha ouvido falar nessa possível relação entre autoanticorpos e fibromialgia? Me conta nos comentários. ⬇️

“Comecei a musculação e minhas dores pioraram.”Essa é uma das frases que mais escuto no consultório.E, na maioria das ve...
20/08/2026

“Comecei a musculação e minhas dores pioraram.”
Essa é uma das frases que mais escuto no consultório.

E, na maioria das vezes, isso não significa que a musculação faz mal para quem tem fibromialgia.
O início do tratamento precisa respeitar a forma como o sistema nervoso responde ao movimento.

Quando o treino começa muito intenso, sem adaptação e sem progressão, o corpo pode interpretar aquele estímulo como uma ameaça.

Por isso, ter planejamento é importante!

O treino precisa ser:
✅ gradual
✅ individualizado
✅ compatível com a sua fase de tratamento
✅ ajustado conforme a resposta do seu corpo

Com o tempo, a musculação deixa de ser um fator de piora e passa a trazer benefícios importantes, como redução da dor, ganho de força e melhora da capacidade funcional.

O objetivo não é vencer o corpo.
É mostrar para ele, aos poucos, que voltar a se movimentar é seguro.

Salve este conteúdo e envie para alguém que desistiu da musculação porque acreditou que ela não era para quem tem fibromialgia!

18/08/2026

A cannabis medicinal vem sendo estudada como uma alternativa para pacientes com fibromialgia, principalmente quando os tratamentos convencionais não apresentam o resultado esperado.

Uma revisão sistemática recente avaliou diferentes formas de uso e encontrou resultados modestos, especialmente em relação à dor e ao sono.

Ao mesmo tempo, os pesquisadores também chamam atenção para possíveis efeitos adversos, como:

• tontura
• sedação
• outros efeitos que precisam ser considerados antes de iniciar o tratamento

Por isso, hoje a cannabis medicinal não é considerada uma opção de primeira linha para a fibromialgia.

Ela pode ser avaliada em situações específicas, especialmente em pacientes com sintomas persistentes e que já passaram por outras estratégias terapêuticas.

O mais importante é não transformar um resultado promissor em uma promessa de tratamento. Cada paciente responde de uma forma, e a decisão precisa considerar sintomas, histórico, tratamentos anteriores e possíveis riscos.

E você, já utilizou cannabis medicinal ou conhece alguém que utiliza para fibromialgia?

⬇️ Conte nos comentários como foi a experiência.

Quanto orgulho papai e mamãe sentem do Enrico 🎸 Simplesmente arrebentou no recital, foi lá tranquilão, deu o show dele, ...
13/08/2026

Quanto orgulho papai e mamãe sentem do Enrico 🎸
Simplesmente arrebentou no recital, foi lá tranquilão, deu o show dele, agradeceu e saiu 💙
Parabéns ao professor Ivan do Instituto_igproducoes pelo evento, sempre um show 🎶

12/08/2026

Fibromialgia não é “dor sem causa”.

Quando exames não mostram alterações importantes, é comum que o paciente passe anos ouvindo que “não tem nada”. O problema é que a ausência de uma alteração estrutural no exame não significa ausência de doença.

Na fibromialgia, existe uma alteração real na forma como o sistema nervoso central processa e amplifica os sinais de dor. É a chamada sensibilização central, associada à dor nociplástica.

E isso muda a forma de tratar.

Sono inadequado, medo de se movimentar e outros fatores podem contribuir para a manutenção e intensificação dos sintomas. Por isso, tratar apenas a dor com medicamentos pode não ser suficiente.

A abordagem precisa olhar para o paciente como um todo: educação em dor, sono, movimento, aspectos emocionais e tratamento medicamentoso quando indicado.

A fibromialgia exige uma estratégia individualizada. Compreender seus mecanismos é parte fundamental desse processo.

Marque um colega que também precisa conhecer essa abordagem.

Feliz dia dos pais 💙Pai de 4 meninos lindos, que experiência fantástica, que amor é esse que não consigo explicar com pa...
09/08/2026

Feliz dia dos pais 💙
Pai de 4 meninos lindos, que experiência fantástica, que amor é esse que não consigo explicar com palavras?
Só mesmo agradecer a Deus por me dar saúde e por enviar 4 anjos de luz para me fazer ser cada dia melhor 💙💙💙💙

Durante muito tempo, pessoas com fibromialgia ouviram que a dor era exagero ou que “estava na cabeça”.Mas a ciência cont...
06/08/2026

Durante muito tempo, pessoas com fibromialgia ouviram que a dor era exagero ou que “estava na cabeça”.
Mas a ciência continua avançando e trazendo respostas cada vez mais consistentes.

Um estudo publicado na Nature Medicine, considerado o maior estudo genético já realizado sobre fibromialgia, analisou dados de mais de 2,5 milhões de pessoas, incluindo 54.629 pacientes com a síndrome.

Os pesquisadores identificaram 26 regiões do DNA associadas à fibromialgia e observaram que boa parte dessas alterações está relacionada ao tecido cerebral e aos neurônios, reforçando o papel do sistema nervoso na síndrome.

Isso não significa que a dor seja psicológica.
Pelo contrário!

Fortalece as evidências de que existe uma base biológica para a fibromialgia e amplia o entendimento sobre os mecanismos envolvidos no processamento da dor.

Embora ainda não exista um teste genético para diagnosticar a fibromialgia, estudos como este representam um avanço importante para compreender melhor a síndrome e abrir caminho para tratamentos cada vez mais específicos.

Envie esse post pra alguém que precisa saber disso!

DOI: 10.1038/s41591-026-04492-6

03/08/2026

Os agonistas de GLP-1, conhecidos principalmente pelo tratamento da obesidade e do diabetes, também têm chamado a atenção da ciência por outro motivo.

Estudos recentes apresentados no EULAR 2026 observaram que pacientes com fibromialgia que utilizavam essa classe de medicamentos apresentaram:
✅ menos dor
✅ menos fadiga
✅ menor necessidade de opioides durante o tratamento

Esses resultados levantam uma hipótese interessante.

Além de favorecer a perda de peso, os agonistas de GLP-1 parecem atuar em mecanismos do sistema nervoso central relacionados ao processamento da dor.

Mas é importante entender o momento dessa pesquisa.

Os resultados são promissores, porém ainda não existem evidências suficientes para recomendar essa medicação como tratamento específico para a fibromialgia. Novos estudos prospectivos ainda precisam confirmar esses achados.

Para pacientes que têm fibromialgia associada à obesidade, essa pode ser uma estratégia com potencial benefício, sempre após avaliação médica e dentro de um plano de tratamento individualizado.

A ciência continua avançando, e acompanhar essas atualizações é uma das formas de oferecer tratamentos cada vez mais eficazes e baseados em evidências.

Compartilhe este conteúdo com alguém que convive com fibromialgia!

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