Dra Luciana Zattar

Dra Luciana Zattar Médica - Radiologia Musculoesquelética

Ultrassom Dermatológico (Pele e Partes Moles)

CRM/SP1591

Saiu publicado o guia completo de avaliação de unhas com ultrassom e MRI na RadioGraphics de maio. Cobertura de anatomia...
06/06/2026

Saiu publicado o guia completo de avaliação de unhas com ultrassom e MRI na RadioGraphics de maio.

Cobertura de anatomia normal, protocolos técnicos, patologias de crescimento, tumores benignos e malignos, inflamação, infecção e trauma.

Tudo com correlação de imagem para você dominar o diagnóstico diferencial ungueal.

06/06/2026

Melanoma acomete mais idosos mas é o terceiro câncer mais comum em adolescentes e adultos jovens. Na prática clínica, maior parte dos pacientes em avaliação tem 30-35 anos, acompanhamento por muitos anos.

Incidência não é baixa: nos Estados Unidos, 1 em cada 27 pessoas desenvolverá melanoma durante a vida. É algo relevante que exige vigilância.

Ultrassom permite acompanhamento longitudinal de lesões suspeitas, detecção precoce de mudanças estruturais, estadiamento preciso quando diagnóstico confirmado.

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05/06/2026

Gordura facial está organizada em compartimentos SEPARADOS por septos fibrosos.

Envelhecimento causa atrofia/descida diferencial de cada compartimento. Mapeamento ultrassonográfico identifica volume e limites. Harmonização efetiva trata compartimento específico deficiente, não injeta difusamente.

Compartimento 1: Gordura malar (maçã do rosto).
Localização sobre osso zigomático, dividida em medial e lateral. Espessura normal 8-12mm. Atrofia causa sulco nasogeniano profundo, perda de projeção. Ultrassom: camada hiperecóica entre orbicular e periósteo. Limite inferior: ligamento zigomático. Preenchimento supraperiosteal 1-2ml.

Compartimento 2: Gordura nasolabial.
Localização no sulco nariz-lábio superior. Espessura 5-8mm. Atrofia causa sulco profundo, aparência cansada. Ultrassom: entre elevador do lábio e derme, septos verticais dividem em subcompartimentos. Preenchimento subdérmico 0,3-0,5ml por ponto.

Compartimento 3: Gordura bucal lateral.
Região lateral da bochecha entre bucinador e pele. Espessura 10-15mm, mais espessa. Atrofia mínima no envelhecimento. Ultrassom: camada espessa lateral ao bucinador, nervo facial atravessa dentro/profundo. Preenchimento raramente indicado.

Compartimento 4: Gordura pré-jowl.
Depressão anterior ao jowl, entre ângulo oral e mandíbula. Espessura reduzida 2-4mm por atrofia. Atrofia acentua jowl adjacente, piora contorno. Ultrassom: camada fina sobre mandíbula anterior. Preenchimento 0,5-1ml atenua jowl sem tratá-lo diretamente.

Protocolo: mapear espessura de cada compartimento bilateralmente, comparar simetria, identificar septos, localizar nervos. Tratamento compartimento-específico cria resultado natural, não face inflada por preenchimento difuso.

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03/06/2026

Câncer de pele é o mais prevalente no Brasil e no mundo, representa 27% de todos tumores malignos.

Melanoma corresponde a 5% dos cânceres de pele (terceiro mais comum após carcinoma basocelular e espinocelular), com 8.500 novos casos/ano no Brasil.

Mas melanoma é responsável por até 90% das mortes por câncer de pele. Mais de 2.000 pessoas morrem anualmente por melanoma.

Importância do ultrassom: estudar lesões primárias, medir profundidade de invasão com precisão, estadiar pacientes, acompanhar resposta a tratamento. Detecção e estadiamento precoces salvam vidas.

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02/06/2026

Transformação maligna de lipoma verdadeiro é rara (30% em 1 ano exige biópsia urgente.

Sinal 2: Mudança de ecotextura homogênea para heterogênea.
Lipoma mantém ecotextura homogênea hiperecóica estável. Aparecimento de áreas hipoecóicas entremeadas (componente não adiposo: células atípicas, fibrose) indica degeneração sarcomatosa.

Sinal 3: Desenvolvimento de vascularização interna ao Doppler.
Lipoma é avascular ou tem 1-2 vasos periféricos estáveis. Surgimento de múltiplos vasos penetrando massa, densidade >5 vasos/cm², IR

29/05/2026

Angiolipoma e lipoma comum aparecem clinicamente como nódulos subcutâneos móveis. Mas angiolipoma é DOLOROSO à palpação e tem componente vascular abundante. Quatro diferenças ao Doppler diferenciam definitivamente.

Diferença 1: Vascularização interna. Lipoma comum é AVASCULAR ou tem vascularização mínima (1-2 vasos finos periféricos). Angiolipoma mostra MÚLTIPLOS vasos penetrando toda massa tumoral, densidade vascular abundante difusa. Doppler colorido "acende" completamente em angiolipoma, permanece escuro em lipoma.

Diferença 2: Padrão de distribuição vascular. Nos raros casos em que lipoma tem algum vaso, distribuição é periférica em anel ao redor da cápsula. Angiolipoma tem vasos distribuídos DIFUSAMENTE por todo parênquima adiposo desde periferia até centro. Vasos atravessam massa em múltiplas direções formando rede vascular densa.

Diferença 3: Calibre e morfologia dos vasos. Lipoma (quando vascularizado) mostra vasos FINOS uniformes 0,7 (baixa demanda metabólica de tecido adiposo maduro). Vasos de angiolipoma frequentemente mostram IR

28/05/2026

Cistos cutâneos podem complicar de várias formas além da rotura simples.

Rotura com inflamação: limites imprecisos, halo inflamatório extenso ao redor. Infecção secundária (patógenos da pele): aparência ultrassonográfica muito semelhante à rotura estéril, diferenciação exige contexto clínico (febre, leucocitose, drenagem purulenta).

Efeito de massa: depressões ósseas (cisto dermoide frontal remodelando osso), alterações ungueais (cisto sinovial comprimindo matriz ungueal causando distrofia), compressão vascular ou neural (cistos cervicais profundos).

Compressões vasculonervosas são raras mas graves, ocorrem principalmente em cistos cervicais próximos a feixe carotídeo ou plexo braquial. Doppler identifica compressão vascular, sintomas neurológicos orientam investigação de compressão nervosa.

Reconhecer complicações orienta urgência e tipo de intervenção necessária.

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26/05/2026

Vascularização interna em cisto confunde quem começa a fazer ultrassom dermatológico. "Cisto não pode ter vaso, então não é cisto" - raciocínio errado.

Cisto ÍNTEGRO é avascular. Cisto ROTO desenvolve vascularização interna abundante por reação granulomatosa de corpo estranho. Conteúdo queratinoso extravasado gera inflamação intensa, neovascularização.

Padrão vascular: predominantemente PERIFÉRICO no halo inflamatório, mas vasos penetram até área central da rotura. Não confunda com lesão sólida vascularizada.

Diferenciação: lesão sólida tem vascularização organizada penetrando massa tumoral. Cisto roto tem vascularização CAÓTICA em área de inflamação ao redor de conteúdo cístico residual. Morfologia + história clínica (cisto prévio) + contexto inflamatório confirmam rotura, não tumor.

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24/05/2026

Durante dois dias, médicos de diferentes lugares se reuniram com um mesmo propósito:
evoluir.

Entre teoria, prática, troca e experiências reais, o ZDERM foi muito além de uma imersão técnica.

Foi sobre transformação.
Sobre confiança.
Sobre enxergar a medicina com mais precisão, consciência e propósito.

E talvez o mais especial de tudo tenha sido lembrar que, por trás de cada profissional, existe uma história, uma família e um motivo que faz tudo isso valer a pena.

Nos vemos na próxima edição. ✨

ZDERM — veja além do que os olhos podem ver.

24/05/2026

Halo hipoecóico ao redor de lesão cutânea é achado comum mas significado varia drasticamente. Cinco armadilhas levam a interpretações erradas.

Armadilha 1: Assumir que todo halo significa infiltração tumoral.
Halo pode ser edema inflamatório benigno. Cisto epidérmico infectado mostra halo espesso que parece invasivo mas é reação ao pus. Doppler diferencia: halo inflamatório tem vascularização periférica aumentada, halo tumoral tem vasos penetrando massa central.

Armadilha 2: Confundir halo com cápsula verdadeira.
Cápsula fibrosa de cisto benigno aparece hiperecóica fina. Halo hipoecóico não é cápsula, é tecido perilesional alterado (edema, inflamação ou infiltração). Cápsula hiperecóica fina = benigna. Halo hipoecóico espesso = suspeita.

Armadilha 3: Não medir espessura do halo.
Halo fino 3mm indica processo ativo: inflamação intensa, infiltração ou necrose. Espessura >5mm altamente suspeita.

Armadilha 4: Interpretar halo sem correlação clínica.
Halo + lesão dolorosa com sinais flogísticos = inflamação/infecção. Halo + lesão indolor crescimento lento = pseudocápsula benigna. Halo + lesão indolor crescimento rápido = infiltração maligna. Clínica define interpretação.

Armadilha 5: Não usar Doppler para caracterizar vascularização.
Halo inflamatório: hipervascularização periférica em anel, IR

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São Paulo, SP
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