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Nos últimos anos, cortar glúten e lactose virou tendência.Mas essas restrições têm indicação clara.A doença celíaca é um...
21/04/2026

Nos últimos anos, cortar glúten e lactose virou tendência.
Mas essas restrições têm indicação clara.

A doença celíaca é uma condição autoimune e exige exclusão total do glúten — com diagnóstico bem estabelecido.

A intolerância à lactose é uma deficiência enzimática, com sintomas que variam de acordo com a quantidade ingerida.

Fora desses casos, não há evidência consistente de benefício em retirar esses alimentos da dieta (Cochrane).

Na prática, o que muitas vezes acontece é:
👉 redução das opções alimentares
👉 substituição por produtos “sem glúten” ou “sem lactose” mais processados
👉 risco de baixa ingestão de fibras e micronutrientes

E a melhora inicial ou perda de peso?
Geralmente vem da restrição calórica indireta, não da retirada do glúten ou da lactose em si.

Outro ponto importante: em alguns casos, os sintomas atribuídos ao glúten podem estar relacionados a outros componentes da dieta, como FODMAPs (Gastroenterology, 2018).

Resumo simples:
👉 quem tem diagnóstico, trata
👉 quem não tem, não precisa excluir

Restringir sem indicação não é estratégia.
É uma limitação desnecessária.

Você usa Mounjaro, come uma fritura e passa horas com náusea?Não é azar.O medicamento reduz o apetite e retarda o esvazi...
20/04/2026

Você usa Mounjaro, come uma fritura e passa horas com náusea?

Não é azar.
O medicamento reduz o apetite e retarda o esvaziamento do estômago.

Isso faz com que alimentos mais gordurosos ou de digestão lenta permaneçam mais tempo no trato gastrointestinal.

Resultado:
• náusea
• estufamento
• refluxo
• desconforto abdominal

Ajustar o padrão alimentar costuma melhorar muito a tolerância:
✔ refeições menores
✔ menor teor de gordura
✔ alimentos de digestão mais fácil

Importante:
a resposta é individual — e tende a melhorar ao longo das semanas.

Qual alimento você percebe que piora seus sintomas? 👇

Quarta, 22/4 às 20h30, vou estar ao vivo com a nutricionista Gianna Cesca para falar sobre um tema muito importante na s...
20/04/2026

Quarta, 22/4 às 20h30, vou estar ao vivo com a nutricionista Gianna Cesca para falar sobre um tema muito importante na saúde hoje em dia "Mounjaro: benefícios do uso no tratamento da obesidade".

Vamos falar sobre como ele funciona, indicações, contraindicações, benefícios, estratégias alimentares para otimizar o tratamento e claro, tirar as dúvidas que surgirem durante a nossa conversa.

Marca nos comentários o @ daquela amiga que precisa assistir isso!

Nos vemos quarta às 20h30. Ative o lembrete!

O estudo parecia promissor.Envolvia cerca de 120 adolescentes e adultos jovens com sobrepeso. Metade consumiu vinagre de...
17/04/2026

O estudo parecia promissor.
Envolvia cerca de 120 adolescentes e adultos jovens com sobrepeso. Metade consumiu vinagre de maçã diariamente por 12 semanas.

Os resultados? Perda de peso, redução do IMC e melhora de parâmetros metabólicos.

O único problema foi que quando outros pesquisadores analisaram os dados, encontraram inconsistências importantes:
• falhas na análise estatística;
• valores improváveis;
• problemas na condução do estudo.

O artigo foi oficialmente retratado pelo periódico.
Os próprios autores concordaram com a retirada.

E aqui está o ponto mais importante:
👉 a notícia viralizou
👉 a correção, quase ninguém viu

Antes desse estudo, o que existia?
Um ensaio japonês de 2009 mostrou uma redução modesta de peso após 12 semanas de consumo de vinagre.

Outros estudos sugerem que o ácido acético pode reduzir picos de glicose e aumentar a saciedade em alguns casos.

Mas isso está longe de ser um tratamento para emagrecimento.

Resumo simples:
👉 vinagre pode ter efeitos pontuais;
👉 mas não é um “atalho metabólico”;
👉 e não substitui tratamento.

A ciência se corrige.
O problema é quando o erro chega a milhões de pessoas…
e a correção não.

A creatina é um dos suplementos com maior nível de evidência na nutrição esportiva.Seu mecanismo é direto: aumenta os es...
16/04/2026

A creatina é um dos suplementos com maior nível de evidência na nutrição esportiva.
Seu mecanismo é direto: aumenta os estoques de fosfocreatina muscular, permitindo ressíntese mais rápida de ATP — o que melhora o desempenho em exercícios de alta intensidade.

O que está bem estabelecido na literatura (ISSN):
✔ aumento de força;
✔ melhora de performance em esforços intensos;
✔ aumento de massa magra.

Além disso, estudos mostram bom perfil de segurança para rins, fígado e sistema cardiovascular em indivíduos saudáveis, nas doses recomendadas.

Existem também linhas de pesquisa promissoras em:
• cognição;
• envelhecimento;
• privação de sono.
Mas, nesses casos, a evidência ainda é inicial.

A creatina monohidratada segue como padrão: eficaz, segura e com melhor custo-benefício.

Salve este post para não cair em promessas exageradas sobre suplementos.

📌 Referência:
ISSN Position Stand – Creatine Supplementation and exercise

A obesidade não aumentou no mundo porque, de repente, milhões de pessoas perderam força de vontade.O que mudou foi o amb...
15/04/2026

A obesidade não aumentou no mundo porque, de repente, milhões de pessoas perderam força de vontade.

O que mudou foi o ambiente alimentar.

A partir dos anos 1980, alimentos ultraprocessados passaram a ocupar uma parcela cada vez maior da dieta em vários países. Esses produtos combinam alta densidade energética, baixa saciedade e estímulos intensos de paladar, favorecendo o consumo excessivo de calorias.

Nas últimas décadas, um número crescente de estudos investigou essa relação. Uma grande revisão publicada no The Lancet, que analisou mais de 100 estudos sobre padrões alimentares e saúde, reforça a associação entre maior consumo de ultraprocessados e maior risco de obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Isso não significa que um alimento isolado cause obesidade.

Mas a proporção de ultraprocessados na dieta, ao longo do tempo, parece ter um papel importante no risco metabólico da população.

No Brasil, a obesidade adulta passou de 11,8% em 2006 para mais de 21% na última década (Vigitel).

Talvez a pergunta mais importante não seja
“por que as pessoas comem demais”.

Talvez seja: que tipo de comida virou o padrão alimentar da sociedade.

📚 Referências bibliográficas científicas
• Lane MM et al. Ultra-processed food exposure and adverse health outcomes: umbrella review of meta-analyses. BMJ, 2024.
• Hall KD et al. Ultra-processed diets cause excess calorie intake. Cell Metabolism, 2019.
• Monteiro CA et al. Ultra-processed foods and human health. The Lancet.
• Ministério da Saúde. Vigitel Brasil.

Você está em déficit calórico, treina, se alimenta bem, mas o peso parece não mudar.Nem sempre o problema é apenas a die...
14/04/2026

Você está em déficit calórico, treina, se alimenta bem, mas o peso parece não mudar.
Nem sempre o problema é apenas a dieta.

Algumas deficiências nutricionais e fatores metabólicos podem dificultar o controle do apetite, reduzir a disposição para treinar ou afetar o metabolismo energético.

Entre os nutrientes frequentemente investigados nesse contexto estão:
• vitamina D
• ômega-3
• magnésio
• cafeína (em estratégias específicas)

Estudos brasileiros mostram alta prevalência de insuficiência de vitamina D na população adulta (Maeda et al., 2014).

Ou seja: muitas pessoas podem se beneficiar da correção de deficiências — mas isso precisa ser individualizado.

Suplementação não substitui alimentação, treino e consistência.

Mas, quando bem indicada, pode complementar a estratégia metabólica e nutricional.
Antes de sair comprando termogênicos na internet, vale descobrir o que seu corpo realmente precisa.

Qual desses suplementos você acha que precisa hoje?
Comenta aqui 👇

Proteína ou fibra no café da manhã?A resposta depende do que você quer controlar.Estudos experimentais mostram que um ca...
13/04/2026

Proteína ou fibra no café da manhã?

A resposta depende do que você quer controlar.

Estudos experimentais mostram que um café da manhã rico em proteína (≈25–30 g) aumenta a saciedade e reduz a fome ao longo do dia. Isso acontece porque a proteína influencia hormônios reguladores do apetite, como grelina, PYY e GLP-1.

Já dietas ricas em fibras atuam por outro caminho. As fibras alimentam bactérias intestinais que produzem ácidos graxos de cadeia curta, como o butirato, associados à saúde intestinal e ao metabolismo energético.

Isso significa que proteína e fibra ajudam no controle do peso — mas por mecanismos diferentes.

A proteína tende a atuar mais no controle imediato da fome, enquanto a fibra parece contribuir mais para regulação metabólica e saúde intestinal ao longo do tempo.

Na prática, o melhor café da manhã não precisa escolher entre os dois.

Combinar proteína adequada + fibras costuma gerar maior saciedade e melhor qualidade alimentar ao longo do dia.

Referências
Leidy HJ et al. The role of protein in weight loss and maintenance. Obesity. 2015.
Rowett Institute, University of Aberdeen. Dietary fibre vs protein breakfast study. British Journal of Nutrition. 2024.

Sabe um erro comum que vejo?Achar que "dieta resolve tudo" sem corrigir o "ambiente" para o emagrecimento. Você corta ca...
19/03/2026

Sabe um erro comum que vejo?

Achar que "dieta resolve tudo" sem corrigir o "ambiente" para o emagrecimento. Você corta calorias, mas o corpo interpreta como "fome" → metabolismo desacelera → platô eterno.

Platô não é falta de força de vontade. É fisiologia.

Para perder peso você precisa estar em déficit calórico e o corpo ativa mecanismos para "se defender" da queda de energia: a fome aumenta e o gasto cai mais do que o esperado (adaptação metabólica).

Além disso, os sinais que controlam apetite e saciedade (como leptina e grelina) mudam, e isso pode deixar o processo mais difícil mesmo “fazendo tudo certo”.

Por isso, em vez de só cortar mais e mais calorias, vale olhar o quadro completo: padrão de sono, rotina, composição corporal, proteína, atividade e, quando indicado, marcadores metabólicos (glicemia/insulina, perfil lipídico, cortisol, etc.).

Quer sair do platô com estratégia? O caminho é alinhar fisiologia + plano, e não só “comer menos”. Não é que exista um remédio para o cortisol, ou puramente "tratar o diabetes", mas melhorar os fatores que levaram a isso!

Comenta aqui: você já sentiu que faz tudo certo, mas o corpo
não responde?

❌ Laxante toda semana, chá de sene, mamão em jejum, litros de água, fibra em pó.Você já tentou de tudo.Funciona por algu...
18/03/2026

❌ Laxante toda semana, chá de sene, mamão em jejum, litros de água, fibra em pó.
Você já tentou de tudo.

Funciona por alguns dias… e depois, volta tudo.

Aí você normaliza:
“Meu intestino sempre foi assim.”

Mas a constipação crônica tem causa.
E raramente é apenas “falta de fibra”.

Pode envolver:
• Alteração de motilidade intestinal
• Sedentarismo
• Baixa ingestão hídrica
• Disfunções do assoalho pélvico
• Uso crônico de laxantes
• Alterações hormonais (como hipotireoidismo)
• Síndrome do intestino irritável

Enquanto você trata só o sintoma, o desconforto persiste:
distensão abdominal, sensação de evacuação incompleta, dor, impacto na qualidade de vida.

E mais: o uso frequente de laxantes estimulantes pode piorar o padrão intestinal ao longo do tempo.

🤩 Intestino funcionando bem não é milagre.
É resultado de diagnóstico correto e estratégia adequada — que pode envolver ajuste alimentar, comportamental, investigação clínica e, quando indicado, medicação.

📌 Vale lembrar que o hábito intestinal considerado normal varia de pessoa para pessoa.

De forma geral, sociedades médicas como a Sociedade Brasileira de Gastroenterologia e a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, que estão alinhadas aos critérios de Roma IV, consideram normal evacuar entre três vezes por semana, desde que sem dor, esforço excessivo ou alteração importante da consistência das fezes e até três vezes por dia.

Intervalos maiores, fezes muito ressecadas ou episódios frequentes de fezes líquidas podem indicar constipação ou diarreia e merecem avaliação.

Seu intestino não precisa de mais um chá.
Precisa de avaliação.
Agende sua consulta.

Perder 10kg em 1 mês tecnicamente é possível…mas o seu corpo pode cobrar a conta depois.‼️ Estudos mostram que déficits ...
16/03/2026

Perder 10kg em 1 mês tecnicamente é possível…
mas o seu corpo pode cobrar a conta depois.

‼️ Estudos mostram que déficits muito agressivos aumentam a proporção de perda de massa magra junto com a gordura (Vink RG et al., 2016).

O famoso estudo com participantes do The Biggest Loser (Fothergill et al., 2016) observou adaptação metabólica significativa após perda extrema de peso — ou seja, o organismo reduz o gasto energético para se adaptar.

‼️ Quando a perda é rápida demais, o corpo pode interpretar como período de escassez.

O que costuma acontecer?
Redução do gasto energético basal, queda de leptina e T3, menor eficiência metabólica e tendência ao reganho se não houver estratégia adequada.

Além disso, dietas muito restritivas já foram associadas a fadiga, tontura, constipação e maior risco de cálculos biliares quando não supervisionadas (Strychar I., 2006).

Isso não significa que toda perda rápida seja errada.

Existem contextos clínicos específicos em que protocolos intensivos são indicados — com acompanhamento médico.

✅ Agora imagine perder 4–8kg em 2–3 meses, preservando massa muscular, energia para treinar e saúde metabólica.

Sem rebote. Sem efeito sanfona. Com estratégia.

Emagrecimento sustentável não é ser lento.
É ser fisiologicamente inteligente.

Você já sofreu efeito rebote depois de uma dieta radical?

Você sente inchaço quase todos os dias, cansaço persistente e desconforto abdominal — mas continua focando apenas na die...
13/03/2026

Você sente inchaço quase todos os dias, cansaço persistente e desconforto abdominal — mas continua focando apenas na dieta.

O intestino não é só um órgão digestivo. Ele participa da regulação imunológica, metabólica e da comunicação com o sistema nervoso.

Alterações na microbiota intestinal podem estar associadas a:
• distensão abdominal
• irregularidade do hábito intestinal
• piora do sono
• maior sensibilidade ao estresse

Grande parte da serotonina do corpo é produzida no intestino, mas sua função ali é principalmente local. Ainda assim, o eixo intestino-cérebro é um campo crescente de estudo e mostra que saúde intestinal e bem-estar estão interligados.

Isso não significa que “tudo é intestino”.

Mas ignorá-lo pode limitar resultados.

Se você trata apenas calorias e ignora digestão, absorção e padrão alimentar, parte do processo pode ficar de fora.

Quantos desses sinais você percebe na sua rotina?

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