Sentir Materno

Sentir Materno Blog da Dra. Juliana Cavalsan - psiquiatra, onde ela divide suas ideias e estudos sobre a maternidade

Muitas mulheres em tratamento para depressão ou ansiedade ficam em dúvida: “Devo parar o antidepressivo para fazer FIV?”...
13/08/2026

Muitas mulheres em tratamento para depressão ou ansiedade ficam em dúvida: “Devo parar o antidepressivo para fazer FIV?” A resposta, segundo estudos recentes, é tranquilizadora.

Um grande estudo dinamarquês, com mais de 44 mil mulheres e 123 mil transferências de embrião entre 2006 e 2019, mostrou que o uso de antidepressivos — seja no momento da transferência ou recentemente interrompido — não reduz as chances de gravidez clínica ou de nascimento vivo.

Os dados indicam:

Mulheres usando antidepressivos no momento da transferência não apresentaram diferenças estatisticamente significativas.

Mulheres que interromperam o uso pouco antes também não apresentaram diferença relevante nos resultados.

⚠️ Mas atenção: outro estudo sueco mostrou que depressão ou ansiedade não tratadas podem reduzir as chances de sucesso da FIV.

Ou seja: o problema pode não ser o medicamento, mas a doença não tratada.

🔍 Limitações: os estudos focam no resultado da transferência embrionária. Ainda faltam dados detalhados sobre etapas anteriores, como qualidade dos óvitos e embriões, ou taxas de fertilização.

✅ Mensagem principal:
Para mulheres em tratamento com antidepressivos, a FIV parece ter sucesso semelhante ao de quem não usa a medicação. Interromper o uso por conta própria pode ser mais prejudicial do que benéfico.

Sua TPM sempre foi intensa a ponto de transformar seu humor e sua rotina? A ciência mostra que isso merece atenção espec...
05/08/2026

Sua TPM sempre foi intensa a ponto de transformar seu humor e sua rotina?

A ciência mostra que isso merece atenção especial também na gestação e no pós-parto.

Um estudo com mais de 1 milhão de mulheres revelou que o histórico de Transtornos Pré-Menstruais (como a TPM severa e o TDPM) está diretamente ligado a um maior risco de desenvolver transtornos de humor no período perinatal:

Os dados do estudo (BMJ Open):
📉 Depressão perinatal: Risco 2,7 vezes maior.
📈 Transtorno Bipolar: Risco cerca de 4 vezes maior.
😟 Ansiedade: Risco 2,6 vezes maior.

Por que isso acontece?
Não é falta de força de vontade.
Algumas mulheres possuem uma sensibilidade neurobiológica aumentada às oscilações hormonais. Assim como o cérebro reage à queda hormonal antes da menstruação, ele também reage às intensas transformações da gravidez e do puerpério.

O histórico pré-menstrual funciona como um sinal de alerta precoce.
Reconhecer essa vulnerabilidade antes ou durante o pré-natal permite criar um plano de prevenção emocional individualizado, com suporte adequado e sem julgamentos.
Você percebia oscilações intensas no seu ciclo antes de engravidar?

Envie este post para alguém que precisa saber disso.

Esse logo simboliza o que eu acredito na psiquiatria, o florescer de um cérebro através do autoconhecimento, busca de co...
31/07/2026

Esse logo simboliza o que eu acredito na psiquiatria, o florescer de um cérebro através do autoconhecimento, busca de compreensão na vida e saúde mental equilibrada.

Infelizmente, às vezes, é preciso adoecer para que isso aconteça.

Ele foi feito, de forma brilhante, pela artista RosalisArt e, agora, lindamente desenhado a lápis de cor por Lucienne Nogueira Arte.

Esse incrível presente, que é delicado desde a embalagem que vem em caixa personalizada e com certificado de autenticidade, é para mim uma forma de demonstrar gentileza, carinho e afeto pela artista.

É o tipo de presente que ficará para sempre pendurado na parede e no coração.

Muito obrigada, Lu.

Juliana Pires Cavalsan

💜

O período perinatal não é período protetor para nenhuma doença mental e nisso também está incluído o transtorno do pânic...
27/07/2026

O período perinatal não é período protetor para nenhuma doença mental e nisso também está incluído o transtorno do pânico.

Primeiro, o que é transtorno de pânico?

O ataque de pânico é uma sensação inesperado de medo intenso ou desconforto intenso que alcança um pico em minutos e dura cerca de 5 a 10 min e vem acompanhado de muitos sintomas físicos como taquicardia, falta de ar, tremores, formigamentos e sensação de que irá morrer.

Se caracteriza transtorno de pânico quando os ataques são recorrentes.
Muitas pessoas passam a ter comportamentos evitativos para não ter uma crise, por exemplo, se a crise te deu na fila do mercado, a pessoa deixa de frequentar mercados e pode extrapolar para qualquer lugar em que seja possível algum tipo de aglomeração. Em casos graves, a pessoa deixa de sair de casa.
É especialmente no puerpério que o transtorno do pânico tende a piorar, sobretudo entre a 2ª e 8ª semana do pós-parto mas pode aparecer em qualquer período do pós-parto (consideramos pós-parto o 1º ano de vida do bebê). Fonte Pubmed.

Os principais fatores de risco são privação de sono, problemas conjugais e financeiros, e sobretudo, a falta de suporte social.

Mulheres que têm suporte, que contam com o marido, familiares e babás para cuidar do bebê e delas próprias tem chance bem reduzida de apresentar o transtorno de pânico.

Nada é mais importante para a mãe o suporte social!

Esse post é apenas de carácter informativo e qualquer conduta médica deve ser feita única e exclusivamente por um médico.

💜

16/07/2026

Uma dúvida muito comum entre as mulheres que estão fazendo ou planejam fazer a FIV - fertilização in vitro -, é sobre o uso dos antidepressivos nesse processo.

Nesse vídeo, a Dra. Juliana apresenta estudos realizados sobre isso, além da experiência clínica observada.

Encaminhe esse vídeo para aquela mulher que precisa dessa informação.

💜

O ácido valpróico é um anticonvulsivante e estabilizador do humor muito usado na neurologia e psiquiatria.Na psiquiatria...
10/07/2026

O ácido valpróico é um anticonvulsivante e estabilizador do humor muito usado na neurologia e psiquiatria.

Na psiquiatria, a maior indicação para o uso dessa medicação é no transtorno afetivo bipolar.
Na neurologia, os principais usos são para a epilepsia e enxaqueca.

Não é de hoje que os efeitos maléficos dessa substância durante a gestação são conhecidos.

O ácido valpróico ou valproato de sódio aumenta o risco de malformação em 10%. Para se ter uma ideia, toda gestante tem uma chance de malformação neurológica varia de 2% a 2,5% independente se fumam, se usam dr**as, se consomem bebidas alcóolicas, se tomam medicações ou foram expostas à alguma radiação, ou seja, toda mulher corre o risco de ter um bebê malformado, segundo estudo publicado no NCBI.
O risco com o ácido valpróico aumenta muito.

As malformações causadas por essa medicação são graves e incluem defeitos no tubo neural, lábio leporino e fenda palatina, alterações cardíacas, renais e urogenitais.

Além disso, crianças que foram expostas a essa substância na gestação tem QI diminuído, maior chance de retardo mental e autismo. Em 2018, a Agência de Medicina Européia lançou uma nota com orientações para evitar o uso de ácido valpróico em mulheres em idade fértil a menos que esse seja a única medicação eficaz para a sua condição.

É função do médico que assiste a paciente avisar sobre os riscos dessa medicação durante a gravidez e assegurar que a paciente esteja com contracepção efetiva. Nesses casos, é preciso ter proteção dupla como, por exemplo, uso de contraceptivo oral/injetável/implante e pr********vo.

É sempre recomendado planejamento gestacional sobretudo em mulheres que fazem tratamento psiquiátrico ou neurológico.

Toda mulher precisa saber dos riscos que corre ao tomar medicações, quaisquer que sejam, na gravidez.

Não pare de maneira nenhuma as medicações por conta própria.

Esse post é apenas de carácter informativo e qualquer conduta médica deve ser feita única e exclusivamente por um médico.

02/07/2026

Logo após o parto, é comum mulheres passarem por oscilações de humor. Nesse vídeo a dra. Juliana explica sobre o baby blues e o baby pink.

Já encaminhe esse vídeo para aquela mulher grávida, ou que tem um recém nascido, para ela já saber sobre o assunto!

💜

Depois que o bebê nasce, é esperado que a rotina mude completamente. Noites mal dormidas, cansaço intenso, alterações ho...
26/06/2026

Depois que o bebê nasce, é esperado que a rotina mude completamente.

Noites mal dormidas, cansaço intenso, alterações hormonais, insegurança e adaptação à maternidade fazem parte desse período. Por isso, muitas vezes, os primeiros sinais de depressão acabam sendo confundidos com algo "normal" do pós-parto.

Nos primeiros 15 dias após o nascimento, muitas mulheres apresentam o chamado baby blues: maior sensibilidade, choro fácil, tristeza, irritabilidade, sensação de incapacidade e até arrependimento momentâneo. Esse quadro acomete até 85% das mães, costuma ser transitório e melhora espontaneamente.

Mas atenção: se esses sintomas persistirem por mais de duas semanas, se tornarem mais intensos ou começarem a interferir no cuidado com o bebê, no autocuidado ou na rotina da mulher, é fundamental procurar ajuda especializada.

A depressão pós-parto pode surgir em qualquer momento durante o primeiro ano de vida do bebê. Além da tristeza persistente, é comum haver perda do prazer, culpa excessiva, alterações no sono e no apetite, dificuldade de criar vínculo com o bebê e, nos casos mais graves, pensamentos de morte ou suicídio.

A boa notícia é que a depressão pós-parto tem tratamento. Quanto mais cedo ela for identificada, maiores são as chances de recuperação e de uma maternidade vivida com mais saúde e acolhimento.

💜 Você não precisa enfrentar isso sozinha.

Compartilhe este conteúdo. Muitas mulheres ainda acreditam que sofrer faz parte da maternidade — e não precisa ser assim.

18/06/2026

Neste vídeo, a Dra. Juliana apresenta os resultados de um importante estudo britânico que acompanhou mais de 5 mil famílias desde a gestação até os 21 anos dos filhos.

A pesquisa analisou como a saúde mental materna e paterna ao longo da infância e adolescência pode impactar o desenvolvimento emocional dos filhos, trazendo reflexões importantes sobre a influência do ambiente familiar na saúde mental das próximas gerações.

Os resultados mostram que o cuidado com a saúde mental dos pais vai muito além do bem-estar individual: ele pode ter efeitos duradouros na vida dos filhos.

Assista ao vídeo para entender os principais achados desse estudo e por que investir na saúde mental da família é uma forma de cuidado que atravessa gerações. 🤍

Compartilhe com quem acredita que saúde mental também faz parte da criação de uma criança.

A sertralina é um dos antidepressivos mais prescritos durante a gestação e o pós-parto. Isso acontece porque é uma das m...
11/06/2026

A sertralina é um dos antidepressivos mais prescritos durante a gestação e o pós-parto. Isso acontece porque é uma das medicações mais estudadas na psiquiatria perinatal e apresenta um perfil de segurança bem conhecido.

Quando falamos sobre o uso de qualquer medicamento na gravidez, é importante lembrar: a decisão nunca é entre "risco" e "zero risco". O que avaliamos é o risco da doença sem tratamento versus o risco da medicação.

📚 As evidências científicas atuais mostram que a sertralina não aumenta o risco de malformações congênitas. Toda gestação possui um risco basal de aproximadamente 3% a 5% de malformações, independentemente do uso de medicamentos.

Também é importante saber que alguns desfechos, como parto prematuro e baixo peso ao nascer, podem ser observados em mulheres que usam antidepressivos. No entanto, muitos estudos sugerem que esses riscos estão mais relacionados à própria depressão ou ansiedade materna do que ao medicamento em si.

👶 Alguns bebês expostos a antidepressivos no final da gestação podem apresentar a chamada síndrome de adaptação neonatal: maior irritabilidade, agitação ou desconforto respiratório leve nos primeiros dias de vida. Esses sintomas costumam ser temporários, desaparecem espontaneamente e não estão associados a prejuízos futuros no desenvolvimento infantil.

🤱 Outro ponto positivo é que a sertralina é considerada uma das opções mais seguras durante a amamentação.

Mas existe algo ainda mais importante: o melhor antidepressivo é aquele que funciona para a paciente. O tratamento em saúde mental é individualizado, e a escolha da medicação deve considerar o histórico clínico, a resposta anterior aos tratamentos e as necessidades de cada mulher.

✨ Se você está grávida ou amamentando e tem dúvidas sobre antidepressivos, converse com um profissional especializado em saúde mental perinatal. Nunca interrompa ou inicie uma medicação por conta própria.

Cuidar da saúde mental da mãe também é uma forma de cuidar do bebê. 🤍

Endereço

São Paulo, SP

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 19:00
Terça-feira 09:00 - 19:00
Quarta-feira 09:00 - 19:00
Quinta-feira 09:00 - 19:00
Sexta-feira 09:00 - 19:00

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Sentir Materno posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para Sentir Materno:

Atalhos

Compartilhar