24/08/2026
O ‘quiet beauty’ chegou com promessas importantes: menos exagero, mais identidade, rostos que parecem mais deles mesmos.
E acerta em muita coisa.
Recusar a padronização é necessário. Questionar o excesso é saudável. Valorizar a individualidade é, finalmente, a direção certa.
Mas há uma limitação que precisa ser nomeada com honestidade:
Quando o “natural” é adotado como tendência de mercado, ele ainda carrega a mesma lógica de antes — só que em versão mais discreta. O rosto da paciente continua sendo suporte para uma estética externa. Ontem volumoso, hoje minimalista. A estrutura é a mesma; mudou o produto.
O que separa uma estética natural verdadeira de uma tendência bem intencionada não é a quantidade de produto usada. É a pergunta que guia cada decisão:
Estou servindo à identidade desse rosto — ou estou servindo à estética do momento?
Tenho uma posição filosóf**a sobre isso há mais de vinte anos, muito antes de o mercado descobrir que “natural” vende. Ela nasce de uma convicção sobre o que é o rosto humano, o que é beleza e qual é o papel do médico diante de tudo isso.
Não é moda. É visão de mundo.
E a diferença, para quem está na cadeira, é total.
Você consegue perceber essa diferença quando olha para um resultado estético?