30/08/2026
Ontem ganhei um prêmio chamado Portal da Consistência.
E fiquei pensando no peso dessa palavra na minha vida.
Por muito tempo, talvez eu tenha confundido consistência com produtividade: fazer muito, dar conta, não parar, manter o ritmo.
Mas consistência não é sobre nunca falhar.
Na vida real, consistência comporta interrupções.
Foi assim que construí minha profissão enquanto construía uma família. Entre atendimentos, estudos, filhos, casamento, casa — e uma vida que nem sempre respeitou meu planejamento.
Houve dias em que tudo funcionou.
Outros em que eu precisei recalcular a rota.
E continuei.
Porque talvez consistência não seja nunca sair do eixo.
É saber para onde voltar.
Hoje, não quero que ela seja medida apenas pelo quanto consigo produzir, mas pela minha capacidade de continuar escolhendo aquilo que valorizo.
Meu trabalho.
Minha família.
Meus filhos.
E também a mim.
Talvez meu próximo nível de consistência não seja fazer mais.
Seja sustentar aquilo que realmente importa sem desaparecer de dentro da vida que estou construindo.
Porque uma vida consistente não precisa ser impecável.
Precisa ser coerente com aquilo que importa. 🤍