26/08/2026
Esse é um dos temas que mais gera dúvida e desinformação no consultório: o uso das estatinas.
As estatinas estão entre os medicamentos mais estudados e com maior evidência de redução de eventos cardiovasculares na história da medicina. Elas atuam principalmente reduzindo a produção de LDL no fígado, estabilizando placas de aterosclerose e diminuindo o risco de infarto e AVC ao longo do tempo.
Apesar disso, ainda existem muitos mitos que circulam na internet e acabam gerando medo desnecessário.
Mito 1: estatina faz mal ao fígado
Alterações hepáticas relevantes são extremamente raras. Pequenas elevações de enzimas podem ocorrer, mas, na maioria das vezes, não têm impacto clínico. O acompanhamento adequado torna o uso seguro para a grande maioria dos pacientes.
Mito 2: todo mundo sente dor muscular
Sintomas musculares podem acontecer em uma parcela dos pacientes, mas não são regra. Quando ocorrem, existem estratégias, como ajuste de dose ou troca da medicação, que geralmente resolvem o problema.
Mito 3: vou usar para sempre sem necessidade
A indicação de uso contínuo não é aleatória. Ela depende do risco cardiovascular individual. Em pacientes de alto risco, interromper o tratamento pode aumentar a chance de novos eventos. Por isso, a decisão precisa ser sempre individualizada.
Mito 4: dieta e exercício substituem a medicação em todos os casos
Estilo de vida é fundamental e sempre faz parte do tratamento. Porém, em pessoas com risco elevado ou doença estabelecida, ele pode não ser suficiente sozinho.
O mais importante é entender que estatina não é um medicamento “da moda” ou opcional, e sim uma ferramenta de prevenção cardiovascular baseada em décadas de evidência científ**a.
Se você usa estatina ou tem dúvidas sobre a indicação, converse com seu cardiologista.