02/05/2019
Constantemente vemos cenas nas academias, parques e qualquer área de treinamento algumas situações das quais eu me pergunto: É realmente necessário? ...
Quando falamos em treinamento em base instável, seja para performance ou para reabilitação, devemos tomar muito cuidado para a prescrição desse tipo de exercício! Não estou dizendo que NÃO se deve utilizar o bendito Bosu, Dynadiscs, trx, a bola suíça ou qualquer outra coisa que gere instabilidade, esse tipo de treinamento tem seu valor, desde que seja prescrito na hora certa e com muita cautela baseado em uma boa avaliação.
Vamos as considerações sobre o treinamento em base instável: - Você já ouviu falar de Foot Core? Pense que o nosso corpo é uma torre de tijolos e esse foot core, que representa toda a musculatura intrínseca do pé é o primeiro tijolo desta torre, a base. Caso essa musculatura não esteja ativa e/ou forte o suficiente para suportar todo o estresse dos “tijolos” acima, o desequilíbrio muscular gerado será muito grande.
- O Sistema Nervoso Central é estimulado de forma facilitada, ou seja, quanto mais simples o estímulo, mais rápido será a adaptação. Tendo isso em mente, devemos seguir o princípio da sobrecarga, ou seja, todo estímulo deve ser gradual e progressivo.
- A base instável gera uma ação muito grande de musculaturas sinergistas, com isso as vezes o exercício que deveria ser específico para Glúteo por exemplo, acaba tendo as forças dissipadas para essas musculaturas e o músculo alvo não é atingido.
Avalie seu cliente, aluno, paciente ... Respeite as progressões, às vezes apenas um apoio unipodal, um simples fechar o olho, já é o estímulo suficiente para essa fase em que ele se encontra, depois progrida e respeite os padrões de movimento e as fases do treinamento proprioceptivo, se isso for realmente necessário para seu paciente! ... Reforçando que, isso não é errado, às vezes só não é indicado para aquele aluno. Uma boa avaliação e a prescrição de exercícios baseado na individualidade biológica é tudo!