23/08/2020
O amor, sem pressa...
Gostaria de lhe convidar a observar alguma recordação, um acontecimento de maior valor, uma impressão fixada em seu coração. Sem pressa...
Se possível, escute esse acontecimento com muita atenção. Traga-o para o aqui e agora. E perceba qual a mensagem que não foi vista, acolhida, incluída. Sem pressa...
Respire, no seu tempo. Expire, no seu tempo. Sem pressa...
Perceba se há alguma barreira, algo que esteja impedindo a aproximação, a escuta, o acolhimento. Não se aflija, tem de haver uma saída. Apenas observe. Sem pressa...
Intente silenciar, se acalmar. Procure se assentar mais profundamente dentro de si. Pouco a pouco, busque o seu próprio recurso – que sempre esteve aí, apenas escondido/adormecido. Sem pressa...
Agora que você já se encontra mais amparado(a), que já se sente mais seguro(a), transponha essa barreira – tranquilamente, sem esforço. Você é capaz de retirar tijolo a tijolo, permitindo que a luz alcance os seus temores. Sem pressa...
Ao permitir ser tocado(a) por esse 'novo' que chega sem temores em algum ponto do seu crescimento, humildemente abra-se para a clara compreensão de que é capaz de ir além de todas as suas inquietações e que você é completamente independente
daquilo que observa. Sem pressa...
Imagine que você não constrói mais barreiras dentro de si, mas a sua liberdade. A liberdade do domínio mágico que os acontecimentos exerciam sobre você, sobre a sua psique. Sem pressa...
E agora, sinta-se livre para que possa se aquecer em sua própria luz e na luz natural que há lá fora. Sem pressa...
Sem pressa, permita-se ser acolhido(a) pelo seu próprio amor, e amar-se. Sem pressa...