07/08/2026
Febre alta que persiste por vários dias na infância nem sempre é apenas um quadro viral simples.
Em algumas situações, especialmente quando surgem alterações nos olhos, na boca, na pele ou nas extremidades, pode estar presente a Doença de Kawasaki, uma inflamação dos vasos sanguíneos que exige avaliação médica precoce.
O que chama atenção é a combinação desses sinais com uma febre que não cede 👇
🔹 Olhos avermelhados, sem secreção;
🔹 Lábios muito ressecados e avermelhados;
🔹 Língua com aspecto diferente;
🔹 Manchas na pele;
🔹 Inchaço ou vermelhidão nas mãos e nos pés;
🔹 Aumento de um gânglio no pescoço.
O risco não está apenas nos sintomas visíveis. O principal impacto da doença pode acontecer no coração.
As artérias coronárias, responsáveis por levar sangue ao músculo cardíaco, podem sofrer dilatações e formação de aneurismas quando a inflamação não é reconhecida e tratada no tempo certo.
Essas alterações aumentam o risco de trombose, redução do fluxo sanguíneo e, em situações mais graves, infarto já na infância.
Quando o diagnóstico é feito precocemente e o tratamento iniciado dentro da janela adequada, com imunoglobulina e ácido acetilsalicílico sob supervisão médica, a chance de acometimento cardíaco diminui.
Além disso, algumas crianças não apresentam todos os sinais clássicos da doença. Mesmo assim, podem evoluir com a chamada forma incompleta da Doença de Kawasaki, o que pode dificultar o reconhecimento inicial e atrasar a suspeita clínica.
Mesmo nesses casos, o risco cardíaco permanece. Existe ainda uma condição que pode se parecer com esse quadro em crianças: a síndrome inflamatória multissistêmica (MIS-C), associada à COVID-19 e que também requer avaliação médica cuidadosa.
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