Dra Renata Sarkis

Dra Renata Sarkis Hematologia e oncologia pediátrica
CRM 52-75784-5
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Seu filho cresceu muito de repente. Isso é sempre motivo de preocupação?Nem sempre.Durante a infância e a adolescência, ...
31/08/2026

Seu filho cresceu muito de repente. Isso é sempre motivo de preocupação?

Nem sempre.

Durante a infância e a adolescência, existem fases em que o crescimento pode acelerar naturalmente o famoso estirão do crescimento.

Mas quando a mudança acontece de forma muito diferente do padrão esperado para aquela criança, ou vem acompanhada de outras alterações, pode ser importante investigar.

O ponto não é comparar seu filho com outras crianças.

É observar a curva de crescimento dele ao longo do tempo.

Altura, peso, velocidade de crescimento e desenvolvimento precisam ser analisados em conjunto.

E aqui está uma informação que muitos pais não sabem: mais importante do que uma medida isolada é entender a evolução dessa criança.

📌 Você já teve alguma dúvida sobre o crescimento do seu filho?

Conta aqui nos comentários: você acha que seu filho está crescendo dentro do esperado?
E compartilhe este post com uma mãe ou um pai que também pode ter essa dúvida.

Nem toda criança que cresce mais devagar tem um problema. Mas toda mudança persistente no padrão de crescimento merece s...
31/08/2026

Nem toda criança que cresce mais devagar tem um problema. Mas toda mudança persistente no padrão de crescimento merece ser compreendida.

Acompanhar o crescimento infantil não é olhar apenas para a altura que aparece hoje na régua.

O mais importante é observar a trajetória da criança ao longo do tempo.

Uma criança pode ser naturalmente mais baixa ou mais alta que os colegas e ainda estar crescendo de maneira completamente saudável. O que chama atenção é quando ela começa a desacelerar o ritmo de crescimento, muda de curva na avaliação da estatura ou apresenta uma evolução diferente do que vinha acontecendo anteriormente.

Por isso, uma única medida dificilmente conta toda a história.

Na avaliação pediátrica, observamos a curva de crescimento, a velocidade de crescimento, o histórico familiar, a alimentação, o desenvolvimento puberal e outros aspectos da saúde da criança.

E existe uma diferença importante entre:

“Meu filho é pequeno.”
e
“Meu filho parou de seguir o padrão de crescimento que vinha apresentando.”

São situações diferentes e que precisam de olhares diferentes.

Quando existe alguma alteração, investigar não significa assumir que há uma doença. Significa entender o motivo daquela mudança e, quando necessário, agir no momento adequado.

Crescimento é processo.
Por isso, mais do que comparar crianças, precisamos acompanhar cada criança na sua própria trajetória.

Se você tem dúvidas sobre o crescimento do seu filho, converse com o pediatra e leve as medidas anteriores para a avaliação. Elas podem contar uma história muito mais importante do que um número isolado.

Crescer bem não é seguir uma altura “ideal”. É manter uma trajetória compatível com cada criança.

Dra. Renata Sarkis
Hematologista e Oncologista Pediátrica

Depois do diagnóstico, a vida não termina, ela muda de ritmo, de prioridades e, muitas vezes, de perspectiva.E talvez es...
28/08/2026

Depois do diagnóstico, a vida não termina, ela muda de ritmo, de prioridades e, muitas vezes, de perspectiva.

E talvez essa seja uma das perguntas mais difíceis que os pais fazem:

“E agora? O que muda no dia a dia do meu filho?”

A resposta não é: “tudo”.

A criança continua sendo criança. Continua querendo brincar, ir à escola, encontrar os amigos, comemorar aniversários, assistir ao desenho favorito e ter momentos de leveza.

O tratamento passa a fazer parte da rotina, sim. Há consultas, exames, medicamentos e alguns cuidados que precisam ser incorporados. Mas isso não significa que cada dia precise ser vivido em função da doença.

Um dos grandes desafios, depois do diagnóstico, é justamente encontrar equilíbrio entre o cuidado necessário e a preservação da infância.

E, para isso, informação faz diferença.

Quando os pais entendem o tratamento, sabem o que esperar e têm uma equipe de confiança para orientar cada etapa, o desconhecido deixa de ocupar tanto espaço.

Porque cuidar de uma criança durante um tratamento não é cuidar apenas da doença.

É olhar para a criança inteira: seus medos, sua rotina, suas relações, seus sonhos e tudo aquilo que continua fazendo parte da sua vida.

E é possível atravessar esse período com cuidado, acolhimento e esperança, um dia de cada vez.

Se você é mãe ou pai e está vivendo essa fase, saiba: você não precisa ter todas as respostas hoje.

Dra. Renata Sarkis
Hematologista e Oncologista Pediátrica

Depois que o sangue do seu filho é coletado, aquela pequena quantidade de sangue inicia um caminho que vai muito além do...
26/08/2026

Depois que o sangue do seu filho é coletado, aquela pequena quantidade de sangue inicia um caminho que vai muito além do que conseguimos enxergar no tubo.

Cada tubo tem uma finalidade. A amostra é identificada, encaminhada ao laboratório, processada e preparada de acordo com o exame solicitado. Em alguns casos, é necessário separar seus componentes; em outros, analisar células, proteínas, substâncias específicas ou características que ajudam o médico a compreender o que está acontecendo no organismo.

E existe uma etapa que muitas vezes passa despercebida: a análise precisa ser feita com cuidado, controle de qualidade e dentro do contexto clínico da criança.

Por isso, um resultado de exame não deve ser interpretado isoladamente.

Um número fora do valor de referência nem sempre significa doença. Da mesma forma, um resultado aparentemente normal não conta, sozinho, toda a história.

É a combinação entre sintomas, histórico, exame físico e resultados laboratoriais que permite ao pediatra ou especialista tomar decisões mais seguras.

Por trás de cada tubo existe uma pergunta clínica.
E por trás de cada resultado, existe uma criança que precisa ser cuidada de forma individualizada. 💗

Salve este post para lembrar: exame de sangue é uma ferramenta de investigação, não um diagnóstico por si só.

Dra. Renata Sarkis
Hematologista e Oncologista Pediátrica

24/08/2026

🩸 O hemograma do seu filho está normal… mas ele ainda pode estar com deficiência de ferro!

Isso acontece porque a ferritina pode cair antes de aparecer anemia no hemograma.

A ferritina representa os estoques de ferro do organismo. Quando esses estoques começam a se esgotar, ela pode ficar baixa enquanto a hemoglobina ainda permanece normal.

Com a progressão da deficiência de ferro, aí sim a hemoglobina pode cair e surgir a anemia ferropriva.

👉 Por isso, hemograma normal não exclui deficiência de ferro.

⚠️ E ferritina baixa não deve ser interpretada isoladamente: idade, sintomas e outros exames precisam ser avaliados pelo pediatra ou hematologista.

Salve este post e compartilhe com outros pais! 🩸

Dra. Renata Sarkis
Hematologista e Oncologista Pediátrica

Na pediatria, duas crianças podem ter o mesmo diagnóstico e precisar de cuidados diferentes.Porque cada organismo respon...
21/08/2026

Na pediatria, duas crianças podem ter o mesmo diagnóstico e precisar de cuidados diferentes.

Porque cada organismo responde de uma forma, cada família vive uma realidade e cada criança tem uma história que precisa ser considerada.

Por isso, o tratamento não deve ser baseado apenas em protocolos. Ele precisa ser individualizado, respeitando a idade, o momento da doença, a resposta ao tratamento e as necessidades de cada paciente.

Na hematologia e na oncologia pediátrica, cuidar vai além de prescrever medicamentos. É acompanhar de perto, ajustar condutas quando necessário e caminhar ao lado da família durante todo o processo.

A medicina mais importante é aquela que enxerga a criança como única.

E é assim que eu acredito que o cuidado deve ser.

20/08/2026

Essa é uma das primeiras preocupações de muitas famílias após o diagnóstico.
Mas o transplante não faz parte obrigatoriamente do tratamento de toda leucemia infantil.

A indicação depende do tipo de leucemia, das características de risco e, principalmente, da resposta ao tratamento.

Na maioria das crianças, o tratamento não envolve transplante de medula óssea. ❤️

Cada caso precisa ser avaliado individualmente.

Se você tem alguma dúvida sobre leucemias e indicações na infância, digita nos comentários 👇

Quando uma criança inicia um tratamento, muitas pessoas imaginam que a vida passa a girar apenas em torno do hospital.Ma...
19/08/2026

Quando uma criança inicia um tratamento, muitas pessoas imaginam que a vida passa a girar apenas em torno do hospital.

Mas a rotina de uma criança em tratamento também precisa ter espaço para brincar, desenhar, aprender, sorrir e continuar sendo criança.

O tratamento faz parte da vida, mas não deve apagar a infância.

Sempre que possível, buscamos preservar aquilo que é essencial para o desenvolvimento emocional e para a qualidade de vida: a convivência com a família, a escola, as brincadeiras, os momentos de afeto e as pequenas conquistas do dia a dia.

Cuidar de uma criança é olhar além dos exames e dos medicamentos. É enxergar a pessoa que existe por trás do diagnóstico.

E, muitas vezes, um desenho, uma brincadeira ou uma tarde comum têm um valor que não cabe em nenhum prontuário.

Porque tratar também é cuidar da infância.

Quando se fala em câncer infantil, a leucemia costuma ser a doença mais lembrada. E existe uma razão para isso.Ela é o t...
17/08/2026

Quando se fala em câncer infantil, a leucemia costuma ser a doença mais lembrada. E existe uma razão para isso.

Ela é o tipo de câncer mais comum na infância, representando uma parcela importante dos casos oncológicos pediátricos. Por isso, é amplamente estudada, discutida e reconhecida pela população.

Mas há um ponto que considero ainda mais importante: leucemia infantil tem tratamento, e as chances de cura evoluíram de forma significativa nas últimas décadas.

O maior desafio é que seus sinais iniciais podem se confundir com problemas comuns da infância: cansaço, palidez, febre persistente, manchas roxas, sangramentos ou dores ósseas.

Isso não significa que esses sintomas indiquem leucemia. Na maioria das vezes, eles têm outras causas. O que faz diferença é observar quando os sintomas persistem, se repetem ou aparecem em conjunto.

Meu papel é justamente avaliar esses sinais com cuidado, investigar quando necessário e orientar as famílias com responsabilidade.

Informação não deve servir para causar medo. Deve servir para que o diagnóstico, quando necessário, aconteça no tempo certo.

E, acima de tudo, para lembrar que diagnóstico precoce e tratamento adequado salvam vidas.

Uma das frases que mais escuto é: “Hematologista pediátrica? Então é câncer?”E eu entendo essa associação. Mas ela não t...
13/08/2026

Uma das frases que mais escuto é: “Hematologista pediátrica? Então é câncer?”

E eu entendo essa associação. Mas ela não traduz a realidade da especialidade.

A hematologia pediátrica cuida das doenças do sangue — e isso inclui muito mais do que o câncer. Anemias que não melhoram, alterações da coagulação, sangramentos frequentes, hematomas em excesso e outras condições que merecem uma investigação cuidadosa.

Muitas crianças passam meses tratando apenas o sintoma, quando a pergunta mais importante deveria ser: por que isso está acontecendo?

Nem toda anemia é simplesmente falta de ferro. Nem todo sangramento é “normal da infância”. Na maioria das vezes, existe uma explicação — e encontrá-la faz toda a diferença para um tratamento adequado e para a tranquilidade da família.

Meu trabalho não é fazer os pais viverem com medo. É avaliar cada caso com responsabilidade, olhar para os sinais com atenção e investigar quando necessário.

Porque, na medicina, o diagnóstico correto começa com uma boa pergunta.

Se esse conteúdo esclareceu uma dúvida que você já teve, compartilhe com outros pais e responsáveis.

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