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04/10/2026

No meu dia a dia acompanhando crianças e adolescentes do nosso país, seja enquanto psicólogo de crianças e adolescentes como educador, venho observando um crescente casos de crianças e adolescentes em que os pais emigraram e que apresentam impacto psicológico que familiares e nem a nossa sociedade vê. Na reflexão de hoje, quero trazer essa questão para juntos e com fundamentos científicos analisar esse tema emergente: 𝗔 𝗲𝗺𝗶𝗴𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼.

O Interessante é que essas crianças e adolescentes sabem exatamente em que país os pais estão, sabem quando telefonam, reconhecem a voz pelo telefone e até conseguem contar quantos dias faltam para o próximo encontro, mas não sabem explicar por que razão, mesmo tendo tudo o que precisam, continuam a sentir que lhes falta alguma coisa. E talvez seja precisamente aqui que precisamos começar a refletir.

Em 𝗖𝗮𝗯𝗼 𝗩𝗲𝗿𝗱𝗲, a emigração faz parte da história de muitas famílias. É, para muitos, um caminho de procura de melhores condições de vida, de realização de sonhos e de construção de um futuro diferente para os filhos. Há sacrifícios, coragem, esperança e muito amor por detrás de tantas partidas.

Desta forma, existe uma realidade sobre a qual precisamos falar mais: a saúde mental de quem f**a.

Como tinha dito anteriormente, tenho acompanhado, na clínica psicológica, na escola e no contacto com crianças e adolescentes, situações que merecem a nossa atenção.

Crianças que vivem com os 𝗮𝘃𝗼́𝘀, 𝘁𝗶𝗼𝘀 𝗼𝘂 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗼𝘀 𝗳𝗮𝗺𝗶𝗹𝗶𝗮𝗿𝗲𝘀 enquanto os pais estão fora. Jovens que crescem com a promessa de um reencontro, de um processo de reagrupamento familiar ou de um dia em que finalmente poderão viver com a mãe, o pai ou ambos.

São crianças e adolescentes que podem estar bem cuidadas, alimentadas, matriculadas na escola e rodeadas de pessoas que se preocupam com elas. E, ainda assim, apresentam ansiedade, saudades intensas, medo de perder os pais, tristeza, dificuldades de concentração, desmotivação escolar e uma preocupação constante com o futuro e isso merece ser compreendido, uma vez que cuidar de uma criança ou de um adolescente não é apenas garantir que nada lhe falte materialmente. É também ajudá-la a sentir que não está sozinha emocionalmente.

𝗘 𝗮𝘁𝗲𝗻𝗰̧𝗮̃𝗼: não estou a dizer que os pais que emigraram abandonaram os filhos, nem a desvalorizar o esforço de quem ficou responsável pelos cuidados. A distância não é sinónimo de falta de amor, mas o amor, por si só, nem sempre consegue eliminar os efeitos emocionais de uma separação prolongada.

Uma criança pode compreender que a mãe foi trabalhar para lhe dar uma vida melhor e, ao mesmo tempo, sentir uma tristeza profunda por não poder abraçá-la quando precisa.

Pode estar feliz ao receber uma encomenda ou uma transferência e, minutos depois, sentir saudades. Pode falar com o pai ou a mãe por videochamada e, quando a chamada termina, voltar a sentir o vazio da sua ausência.

A criança não deixa de precisar da presença só porque compreende a razão da partida.

Na Psicologia, existe o conceito de 𝗹𝘂𝘁𝗼 𝗺𝗶𝗴𝗿𝗮𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗼, que nos ajuda a compreender as perdas emocionais associadas à migração. Não se trata necessariamente de uma morte, mas da ausência de pessoas, lugares, rotinas e relações signif**ativas.

Quando falamos dos filhos que f**am, podemos encontrar uma espécie de luto pela presença que não têm no quotidiano, pelo abraço adiado e por uma infância que vai acontecendo enquanto esperam. E há algo que me preocupa particularmente, pois algumas destas crianças e adolescentes começam a viver emocionalmente no futuro.

A escola deixa de representar uma possibilidade de construção da própria vida e passa a ser vista apenas como uma etapa que precisam suportar até conseguirem emigrar e reencontrar os pais.

𝗘𝘀𝗰𝘂𝘁𝗼 𝗳𝗿𝗮𝘀𝗲𝘀 𝗰𝗼𝗺𝗼: Quando eu for para Portugal... Quando a minha mãe me levar... Quando sair o meu documento...Quando eu estiver com o meu pai...
E os dias passam e parece que esse quando é a única palavra preferida deles.

Os anos escolares avançam. Os processos demoram. As promessas de reencontro continuam, mas a criança não sabe quando acontecerão.

Entretanto, a sua vida está a acontecer aqui. É neste intervalo entre a esperança e a incerteza que precisamos prestar atenção ao sofrimento psicológico. Não porque sonhar em emigrar seja um problema, mas porque nenhuma criança deveria sentir que a sua vida só começará verdadeiramente quando sair de Cabo Verde.

A 𝗶𝗻𝘃𝗲𝘀𝘁𝗶𝗴𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗰𝗶𝗲𝗻𝘁𝗶́𝗳𝗶𝗰𝗮 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗳𝗶𝗹𝗵𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗽𝗮𝗶𝘀 𝗲𝗺𝗶𝗴𝗿𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀 identif**a associações entre a separação parental e dificuldades emocionais, incluindo ansiedade, sintomas depressivos e solidão.

Uma 𝗿𝗲𝘃𝗶𝘀𝗮̃𝗼 𝘀𝗶𝘀𝘁𝗲𝗺𝗮́𝘁𝗶𝗰𝗮 𝗽𝘂𝗯𝗹𝗶𝗰𝗮𝗱𝗮 𝗲𝗺 𝟮𝟬𝟮𝟬, 𝗾𝘂𝗲 𝗿𝗲𝘂𝗻𝗶𝘂 𝟯𝟬 𝗲𝘀𝘁𝘂𝗱𝗼𝘀, encontrou resultados variáveis entre países e contextos, mostrando também a importância das condições de cuidado, das relações familiares e da comunicação entre pais e filhos (Antia et al., 2020).

Estes resultados não permitem afirmar que todas as crianças com pais emigrados desenvolverão dificuldades psicológicas, nem devem ser automaticamente generalizados à realidade cabo-verdiana, mas são suficientemente relevantes para nos lembrar que esta dimensão merece acompanhamento.

E talvez precisemos de começar a olhar para alguns comportamentos de outra maneira. A criança ou adolescente que parece desinteressada na escola pode estar emocionalmente ocupada com a ausência dos pais.

O adolescente que se mostra irritado pode não estar simplesmente a ser malcriado.

A criança que pergunta repetidamente quando a mãe vem pode estar a tentar encontrar segurança numa situação que não consegue controlar.

O jovem que perdeu a motivação pode estar a sentir que o seu esforço não tem sentido enquanto o reencontro não acontece.

Não devemos atribuir automaticamente todos estes comportamentos à emigração. Mas também não podemos ignorar essa possibilidade quando procuramos compreender o que está por detrás deles.

Por vezes, o comportamento que nos incomoda é a única forma que a criança encontrou para mostrar uma dor que ainda não sabe explicar.

E é por isso que esta reflexão precisa chegar às famílias, aos cuidadores, aos professores e à comunidade.

Precisamos perguntar mais vezes a estas crianças e adolescentes como se sentem, e não apenas se já falaram com os pais.

Precisamos permitir que expressem saudades sem as fazer sentir ingratas.

Precisamos evitar promessas de reencontro que não sabemos se poderão ser cumpridas em determinada data.

Precisamos ajudar os pais que estão fora a manter uma presença afetiva consistente, para além das remessas, dos presentes e das chamadas ocasionais.

Precisamos ajudar os filhos a construir uma vida com sentido no presente, sem lhes retirar o direito de sonhar com o reencontro, porque uma criança ou adolescente não precisa escolher entre amar os pais que partiram e sentir-se ligada às pessoas que cuidam dela aqui.

Pode amar uns e outros. Pode sentir saudades e continuar a crescer. Pode ter esperança no reencontro e, ao mesmo tempo, descobrir possibilidades para a sua vida hoje, mas não precisa fazer esse caminho sozinha.

Enquanto Psicólogo e Educador de Crianças e Adolescentes, acredito que precisamos trazer mais atenção psicológica para esta realidade.

Não para culpabilizar quem emigra, mas para cuidar daqueles que também vivem as consequências emocionais da partida.

A 𝗮𝗻𝘀𝗶𝗲𝗱𝗮𝗱𝗲, 𝗮 𝘁𝗿𝗶𝘀𝘁𝗲𝘇𝗮 𝗽𝗲𝗿𝘀𝗶𝘀𝘁𝗲𝗻𝘁𝗲, 𝗼 𝗺𝗲𝗱𝗼, 𝗮𝘀 𝗱𝗶𝗳𝗶𝗰𝘂𝗹𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗮𝗿𝗲𝘀 𝗲 𝗼 𝘀𝗼𝗳𝗿𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 relacionado com a separação podem e devem ser avaliados.

O 𝗮𝗰𝗼𝗺𝗽𝗮𝗻𝗵𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗽𝘀𝗶𝗰𝗼𝗹𝗼́𝗴𝗶𝗰𝗼 pode ajudar crianças e adolescentes a compreenderem as suas emoções, desenvolverem estratégias para lidar com a saudade, fortalecerem a segurança emocional e recuperarem a motivação e o sentido de continuidade da própria vida.

Para os pais que estão fora, aos familiares que cuidam e aos jovens que vivem esta realidade: pedir ajuda psicológica não signif**a que falharam. Signif**a que reconheceram que também existe uma dimensão emocional que precisa de cuidado.

Se o seu filho ou criança ou adolescente que vive contigo e seus pais estão fora e percebes que estão a viver a ausência parental com sofrimento, ansiedade, dificuldades escolares ou uma espera que parece estar a consumir a sua infância, podemos trabalhar isso em acompanhamento psicológico, respeitando a sua história, a dinâmica familiar e a realidade de cada família.

A emigração pode mudar o país onde uma família vive, mas não deve signif**ar que a saúde mental de quem f**a seja esquecida.

Quem parte também merece cuidado. Quem f**a também precisa de ser escutado. E nenhuma criança ou adolescente deveria ter de suspender a própria vida à espera de voltar a sentir a sua família por perto.

𝗨𝗺 𝗮𝗯𝗿𝗮𝗰̧𝗼,
Odair Mendonça Semedo
Psicólogo de Crianças e Adolescentes
Capacitado em Promoção da Saúde Mental, Autoconhecimento e Inteligência Emocional
C.I.P. 132/2024

𝗥𝗲𝗳𝗲𝗿𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮𝘀 𝗰𝗶𝗲𝗻𝘁𝗶́𝗳𝗶𝗰𝗮𝘀 𝘂𝘁𝗶𝗹𝗶𝘇𝗮𝗱𝗮𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗳𝘂𝗻𝗱𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮𝗿 𝗮 𝗿𝗲𝗳𝗹𝗲𝘅𝗮̃𝗼:

Antia, K., Boucsein, J., Deckert, A., Dambach, P., Bärnighausen, T., & Winkler, V. (2020). Effects of international labour migration on the mental health and well-being of left-behind children: A systematic literature review. International Journal of Environmental Research and Public Health, 17(12), Article 4335. https://doi.org/10.3390/ijerph17124335

Fellmeth, G., Rose-Clarke, K., Zhao, C., Busert, L. K., Zheng, Y., Massazza, A., Sonmez, H., Eder, B., Blewitt, A., Lertgrai, W., Orcutt, M., Ricci, K., Mohamed-Ahmed, O., Burns, R., Knipe, D., Hargreaves, S., Hesketh, T., Opondo, C., & Devakumar, D. (2018). Health impacts of parental migration on left-behind children and adolescents: A systematic review and meta-analysis. The Lancet, 392(10164), 2567–2582.
https://doi.org/10.1016/S0140-6736(18)32558-3

Wang, Y., Li, X., Yang, P., & Yu, Z. (2024). Does parental migration affect left-behind children’s social anxiety? A systematic review and meta-analysis. International Journal of Mental Health Promotion, 26(5), 335–343. https://doi.org/10.32604/ijmhp.2024.048483




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01/10/2026

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Falamos muito sobre dependência química. Sobre álcool, dr**as, tabaco e sobre os impactos que essas substâncias podem ter na vida das pessoas e das famílias. E precisamos continuar a falar, não digo que não. Contudo, existe outro tipo de sofrimento que, muitas vezes, passa despercebido.

Não se compra. Não se fuma. Não se vê numa garrafa. Às vezes, vive-se dentro de uma relação.

Estou a falar daquilo que muitas pessoas conhecem como 𝗱𝗲𝗽𝗲𝗻𝗱𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗲𝗺𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹

E faço aqui uma ressalva importante, porque enquanto Psicólogo considero que precisamos falar de saúde mental com responsabilidade:

dependência emocional 𝗻𝗮̃𝗼 𝗱𝗲𝘃𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗮𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗮𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘀𝗲 𝗳𝗼𝘀𝘀𝗲 𝗲𝘅𝗮𝘁𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗶𝗴𝘂𝗮𝗹 𝗮̀ 𝗱𝗲𝗽𝗲𝗻𝗱𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗾𝘂𝗶́𝗺𝗶𝗰𝗮, 𝗻𝗲𝗺 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘂𝗺 𝗱𝗶𝗮𝗴𝗻𝗼́𝘀𝘁𝗶𝗰𝗼 que podemos fazer apenas porque alguém se identificou com algumas frases, pois a 𝗹𝗶𝘁𝗲𝗿𝗮𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗰𝗶𝗲𝗻𝘁𝗶́𝗳𝗶𝗰𝗮 reconhece padrões de dependência nos relacionamentos, mas ainda 𝗲𝘅𝗶𝘀𝘁𝗲𝗺 𝗱𝗶𝘀𝗰𝘂𝘀𝘀𝗼̃𝗲𝘀 sobre a sua definição e o seu estatuto clínico.

Por isso, quando uso a palavra “𝘃𝗶́𝗰𝗶𝗼”nesta reflexão, estamos a falar de 𝗱𝗲𝘁𝗲𝗿𝗺𝗶𝗻𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗽𝗮𝗱𝗿𝗼̃𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗮𝗽𝗲𝗴𝗼 𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗼𝗿𝘁𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 que, em algumas pessoas, podem assumir características semelhantes às observadas nos comportamentos aditivos.

Não signif**a que amar alguém seja estar viciado. Porque amar é humano. Sentir saudades é humano. Querer alguém perto é humano. Precisar de apoio também é humano.

A questão começa a ser outra quando sentimos que já não conseguimos f**ar bem sem aquela pessoa.

𝗤𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝘀𝘂𝗿𝗴𝗲 𝗼 𝗽𝗲𝗻𝘀𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼:

“Sem ele não sei viver", “Se ela ou ele me deixar, não sei o que vou fazer.”

“Eu sei que esta relação me faz mal, mas não consigo sair", “Tenho medo de f**ar sozinho.”

“Preciso que ele me prove constantemente que ainda me ama.”

Talvez, nesse momento, seja importante parar e perguntar: 𝗦𝗲𝗿𝗮́ 𝗾𝘂𝗲 𝗲́ 𝗮𝗽𝗲𝗻𝗮𝘀 𝗮𝗺𝗼𝗿? 𝗢𝘂 𝗲𝘅𝗶𝘀𝘁𝗲 𝘁𝗮𝗺𝗯𝗲́𝗺 𝗺𝗲𝗱𝗼?

Medo de perder. Medo de ser abandonado. Medo de f**ar sozinho.Medo de não ser suficiente.

A 𝗣𝘀𝗶𝗰𝗼𝗹𝗼𝗴𝗶𝗮 mostra que a forma como nos relacionamos na vida adulta também pode ser influenciada pelas nossas experiências de vinculação.

Algumas pessoas desenvolvem maior ansiedade diante da possibilidade de rejeição ou afastamento e podem procurar constantemente sinais de segurança, confirmação e proximidade. Isso não signif**a que estejam condenadas a viver assim.

Signif**a que existe uma história psicológica por detrás da forma como se relacionam e que essa história pode ser compreendida e trabalhada.

E existe também uma 𝗱𝗶𝗺𝗲𝗻𝘀𝗮̃𝗼 𝗻𝗲𝘂𝗿𝗼𝗯𝗶𝗼𝗹𝗼́𝗴𝗶𝗰𝗮.

O 𝗮𝗺𝗼𝗿 𝗿𝗼𝗺𝗮̂𝗻𝘁𝗶𝗰𝗼 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗻𝘀𝗼 𝗲𝗻𝘃𝗼𝗹𝘃𝗲 𝘀𝗶𝘀𝘁𝗲𝗺𝗮𝘀 𝗰𝗲𝗿𝗲𝗯𝗿𝗮𝗶𝘀 relacionados com recompensa, motivação e aprendizagem. 𝗔𝗹𝗴𝘂𝗻𝘀 𝗲𝘀𝘁𝘂𝗱𝗼𝘀 encontraram semelhanças entre determinados aspetos do amor intenso e mecanismos presentes nos comportamentos aditivos, mas isso não signif**a que o amor seja uma doença.

Signif**a que o nosso cérebro também participa na forma intensa como desejamos, procuramos e sentimos falta de alguém.

Por isso, talvez seja demasiado simples dizer a uma pessoa:

“É só esquecer", “É só deixar", “É só ter amor próprio.”

Quem está de fora pode ver uma escolha. Quem está dentro pode estar a viver uma luta emocional muito mais complexa. E esta conversa também precisa de acontecer 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗼 𝗽𝗮𝗶́𝘀.

Porque somos pessoas de relações. Família, filhos, companheiros, amigos, comunidade. Tudo isso tem um peso muito grande na nossa vida.

Às vezes ouvimos: É o pai dos teus filhos. É a mãe dos teus filhos. Vocês já estão juntos há tantos anos. E depois vais f**ar com quem? Tem de aguentar.

Mas precisamos ter cuidado para não transformar a permanência numa obrigação e o sofrimento numa prova de amor.

Não estou a dizer que a nossa cultura causa dependência emocional. Seria uma conclusão demasiado grande. Estou apenas a dizer que precisamos criar mais espaço para conversar sobre aquilo que acontece emocionalmente dentro das nossas relações.

Sem vergonha. Sem julgamento. Sem chamar “doido” a quem sofre. Sem dizer simplesmente “larga essa pessoa”.

Porque, às vezes, a pessoa já sabe que precisa mudar alguma coisa. O que ela ainda não compreende é 𝗽𝗼𝗿 𝗾𝘂𝗲 𝗿𝗮𝘇𝗮̃𝗼 𝘀𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝗮̃𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗲𝗴𝘂𝗲 𝗳𝗮𝘇𝗲̂-𝗹𝗼.

Quando alguém começa a abandonar os próprios amigos, interesses, projetos e objetivos para manter uma relação, quando a autoestima passa a depender da atenção do outro, quando existe uma necessidade constante de confirmação, quando o medo de perder alguém se torna maior do que a capacidade de cuidar de si, ou quando a pessoa reconhece que está a sofrer mas sente que não consegue afastar-se, vale a pena olhar para isso com 𝗮𝘁𝗲𝗻𝗰̧𝗮̃𝗼.

Não para colocar um rótulo, mas para compreender. E é aqui que a Psicologia pode ajudar.

A 𝗽𝘀𝗶𝗰𝗼𝘁𝗲𝗿𝗮𝗽𝗶𝗮 pode ajudar a pessoa a perceber os padrões que estão por detrás da sua forma de se relacionar, trabalhar pensamentos e crenças, fortalecer a autoestima, desenvolver autonomia emocional, estabelecer limites e construir relações mais equilibradas.

A 𝗶𝗻𝘃𝗲𝘀𝘁𝗶𝗴𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝘃𝗶𝗻𝗰𝘂𝗹𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗲 𝗽𝘀𝗶𝗰𝗼𝘁𝗲𝗿𝗮𝗽𝗶𝗮 também mostra que mudanças na segurança do apego podem estar associadas a melhores resultados terapêuticos.

Por isso, procurar ajuda psicológica não signif**a que a pessoa esteja “louca”.

𝗣𝗼𝗱𝗲 𝘀𝗶𝗴𝗻𝗶𝗳𝗶𝗰𝗮𝗿 𝘀𝗶𝗺𝗽𝗹𝗲𝘀𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲:

Eu quero entender o que está a acontecer comigo. E isso também é cuidar da saúde mental.

Talvez precisemos mudar algumas perguntas.

Em vez de: 𝗖𝗼𝗺𝗼 𝗳𝗮𝗰̧𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗲𝗹𝗲 𝗻𝗮̃𝗼 𝗺𝗲 𝗱𝗲𝗶𝘅𝗮𝗿?

Perguntar: 𝗢 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝗰𝗲 𝗱𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝗺𝗶𝗺 𝗾𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝘁𝗲𝗻𝗵𝗼 𝗺𝗲𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗱𝗲𝗶𝘅𝗮𝗱𝗼?

E talvez a pergunta mais importante seja:
𝗖𝗼𝗻𝘀𝗶𝗴𝗼 𝗮𝗺𝗮𝗿 𝗮𝗹𝗴𝘂𝗲́𝗺 𝘀𝗲𝗺 𝗱𝗲𝗶𝘅𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗲𝘂?

Porque amar não deveria signif**ar desaparecer. Eu posso amar-te e continuar a ser eu. Posso sentir saudades sem deixar de viver. Posso precisar de ti em alguns momentos sem acreditar que não consigo existir sem ti. Posso escolher estar contigo sem abandonar quem sou.

E posso terminar uma relação, sofrer a perda e, com tempo e apoio, voltar a encontrar-me.

É sobre isso que gostaria de começar a falar mais em Cabo Verde.

Não para apontar quem depende de quem. Não para julgar homens ou mulheres. Não para transformar qualquer relação intensa num problema psicológico.

Mas para lembrarmos que 𝗮 𝘀𝗮𝘂́𝗱𝗲 𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮𝗹 𝘁𝗮𝗺𝗯𝗲́𝗺 𝗲𝘀𝘁𝗮́ 𝗽𝗿𝗲𝘀𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗻𝗮 𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗮𝗺𝗮𝗺𝗼𝘀, 𝗻𝗼𝘀 𝘃𝗶𝗻𝗰𝘂𝗹𝗮𝗺𝗼𝘀, 𝗹𝗶𝗱𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝗿𝗲𝗷𝗲𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼, 𝗲𝗻𝗳𝗿𝗲𝗻𝘁𝗮𝗺𝗼𝘀 𝘂𝗺𝗮 𝘀𝗲𝗽𝗮𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗲 𝗰𝘂𝗶𝗱𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗻𝗼́𝘀 𝗱𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗮𝘀 𝗿𝗲𝗹𝗮𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀.

Às vezes, quando alguém diz:
𝗡 𝗴𝗼𝘀𝘁𝗮 𝘁𝘅𝗲𝘂 𝗱𝗲 𝗯𝗼

Pode estar simplesmente a falar de amor, mas também pode estar a tentar dizer:
𝗧𝗲𝗻𝗵𝗼 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗺𝗲𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗳𝗶𝗰𝗮𝗿 𝘀𝗲𝗺 𝗲𝗹𝗲.

E quando alguém diz:

𝗡 𝗸𝗮 𝘁𝗮́ 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗲𝗴𝘂𝗲 𝗳𝗶𝗰𝗮 𝘀𝗲𝗺 𝗲𝗹

Talvez seja o momento de escutar com mais atenção. Porque nem todo sofrimento é visível. Nem toda dependência envolve uma substância.

E nem todo apego intenso é necessariamente amor saudável.

Algumas pessoas não precisam que lhes digamos para esquecer alguém. Precisam primeiro de compreender por que sentem que não 𝗻𝗮̃𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗲𝗴𝘂𝗲𝗺 𝘃𝗶𝘃𝗲𝗿 𝘀𝗲𝗺 𝗲𝘀𝘀𝗮 𝗽𝗲𝘀𝘀𝗼𝗮.

É aí que começa o 𝘁𝗿𝗮𝗯𝗮𝗹𝗵𝗼 𝗽𝘀𝗶𝗰𝗼𝗹𝗼́𝗴𝗶𝗰𝗼.

Cuidar sem julgar. Compreender antes de apontar.
Ajudar a pessoa a voltar para si.

Porque, às vezes, 𝗮𝗽𝗿𝗲𝗻𝗱𝗲𝗿 𝗮 𝗮𝗺𝗮𝗿 𝗺𝗲𝗹𝗵𝗼𝗿 𝗰𝗼𝗺𝗲𝗰̧𝗮 𝗽𝗼𝗿 𝗮𝗽𝗿𝗲𝗻𝗱𝗲𝗿 𝗮 𝗻𝗮̃𝗼 𝘀𝗲 𝗽𝗲𝗿𝗱𝗲𝗿 𝗱𝗲 𝘀𝗶 𝗺𝗲𝘀𝗺𝗼.

Um abraço,
𝙊𝙙𝙖𝙞𝙧 𝙈𝙚𝙣𝙙𝙤𝙣𝙘̧𝙖 𝙎𝙚𝙢𝙚𝙙𝙤
Psicólogo Clínico
Capacitado em Promoção da Saúde Mental, Autoconhecimento e Inteligência Emocional
C.I.P. 132/2024

𝗥𝗲𝗳𝗲𝗿𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮𝘀 𝗽𝗿𝗶𝗻𝗰𝗶𝗽𝗮𝗶𝘀 𝘂𝘁𝗶𝗹𝗶𝘇𝗮𝗱𝗮𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗮 𝗿𝗲𝗳𝗹𝗲𝘅𝗮̃𝗼 𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗽𝗼𝗱𝗲𝘀 𝗮𝗽𝗿𝗼𝗳𝘂𝗻𝗱𝗮𝗿 𝗺𝗮𝗶𝘀

Bution, D. C., & Wechsler, A. M. (2016). Dependência emocional: Uma revisão sistemática da literatura. Estudos Interdisciplinares em Psicologia, 7(1), 77–102. [https://doi.org/10.5433/2236-6407.2016v7n1p77](https://doi.org/10.5433/2236-6407.2016v7n1p77)

Fisher, H. E., Xu, X., Aron, A., & Brown, L. L. (2016). Intense, passionate, romantic love: A natural addiction? How the fields that investigate romance and substance abuse can inform each other. Frontiers in Psychology, 7, 687. [https://doi.org/10.3389/fpsyg.2016.00687](https://doi.org/10.3389/fpsyg.2016.00687)

Levy, K. N., Kivity, Y., Johnson, B. N., & Gooch, C. V. (2018). Adult attachment as a predictor and moderator of psychotherapy outcome: A meta-analysis. Journal of Clinical Psychology, 74(11), 1996–2013. [https://doi.org/10.1002/jclp.22685](https://doi.org/10.1002/jclp.22685)

Simpson, J. A., & Rholes, W. S. (2017). Adult attachment, stress, and romantic relationships. Current Opinion in Psychology, 13, 19–24. [https://doi.org/10.1016/j.copsyc.2016.04.006](https://doi.org/10.1016/j.copsyc.2016.04.006)




Você sabe prender a atenção antes mesmo de começar a falar? 👀Existe uma forma simples de transformar suas apresentações ...
24/09/2026

Você sabe prender a atenção antes mesmo de começar a falar? 👀

Existe uma forma simples de transformar suas apresentações perguntas em mensagens que despertam interesse, envolvem e deixam marca. Uma metodologia que nosso coordenador usa nas suas apresentações, aula e formações e que causa impacto.

Em breve, vamos descobrir juntos a Metodologia PHC.
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18/09/2026

Uma das minhas competências profissionais é a observação e visão sistémica das coisas e pessoas ao meu redor e minha sociedade.

No domingo passado, enquanto tomava um café no Palmarejo observei uma cena muito inspiradora, genuina e de muitas lições.

É o seguiente. O lugar é onde se vende pão e havia muitas pessoas na fila. De repente, veio um pai com seus 2 filhos. Um mais velho de aproximadamente 5 anos e outro de 2 anos. O de 5 anos tentava cuidar e controlar o de 2 anos. Pessoas comiam, falavam e descontraim e eu estava ali a observar tudo com goles suaves de café e olhar humano atento.

O pai também buscava forma de controlar aquele menino de 2 anos, mas o menino corria, voava, estava feliz e sendo ele mesmo, e o irmão mais velho sempre atrás e o pai dividindo a atenção com compra do pão e cuidado com os filhos. Desta forma, estava uma outra criança junto com seu pai a tomar café. Uma criança conhecida desse menino de 2 anos e com mesmo nome dele. Então, esse menino reparou nele e seus olhos arregalaram. Ele correu e abraçou esse outro menino. E eu, fiquei tão comovido com isso e olhava se mais pessoas via. Ele estava imensamente feliz que o pai e o irmão tiveram que ceder. E no final dessa história, a criança foi embora e eles se despediram.

Daí pensei: Odair porque você não cria um workshop gratuito para pais e encarregados de educação sobre linguagem invisível das crianças, pois muitos pais precisam conhecer essa linguagem para não tirarem conclusões precipitadas sobre o comportamento irriquieto, impaciente e a vontade de explorar o mundo que nossas crianças e adolescentes têm.

Sai dali motivado a fazer isso enquanto psicólogo de crianças e adolescentes quero dar esse presente aos pais e encarregados de educação de cabo verde e na Diáspora porque como diz a palavra de Jesus: " há mais alegria em dar do que receber".

E quero que você, pai ou encarregado de educação receba esse meu presente como forma de amor.

Entender a linguagem invisível das crianças torna muitas coisas mais claro.

E a minha missão profissional é servir meu povo cabo verdiano e tornar uma referência e confiança dos Cabo Verdianos em Cabo Verde e na Diáspora.

Para quem é esse Workshop?

Mães e pais que estão dispostos a ver a criança além do que está visível, a descobrir o que está por trás das dificuldades dos filhos bem como profissionais da educação e monitores.

Para quem não é?
Pais de mente fechada e inflexíveis em relação à aquilo que acreditam.

O workshop será on-line. Inscrições pelo WhatsApp onde vamos ter um grupo desse workshop.

Me chame no WhatsApp que te coloco no grupo.



12/09/2026

Uma breve conversa sobre Humildade Profissional

🚨 É AMANHÃ QUE COMEÇAMOS A CONTAR AS HORAS!Faltam poucas horas para uma conversa que pode provocar uma reflexão profunda...
11/09/2026

🚨 É AMANHÃ QUE COMEÇAMOS A CONTAR AS HORAS!

Faltam poucas horas para uma conversa que pode provocar uma reflexão profunda sobre a forma como cada um de nós exerce a sua profissão.

HUMILDADE PROFISSIONAL.

Porque existe uma coisa que o currículo não ensina. O diploma não garante. A experiência, por si só, não oferece. A capacidade de reconhecer que ainda temos muito para aprender.

Você já encontrou um profissional que sabe muito, mas não sabe ouvir?

Já trabalhou com alguém que nunca admite um erro?

Já esteve diante de uma pessoa que transforma conhecimento em superioridade?

Ou talvez já tenha percebido isso em si próprio?

👀 É exatamente aí que esta conversa começa.
Neste sábado, vamos falar sobre aquilo que muitas vezes f**a escondido por trás dos títulos, cargos, diplomas e anos de experiência.

Vamos falar sobre humildade, ética, relações profissionais, limites, aprendizagem e crescimento.

🎙️ Samira Pina
Psicóloga Clínica da Saúde
🎙️ Janine Brito
Moderadora

📅 12 DE SETEMBRO
⏰ 18H
🔴 AO VIVO AQUI NA PÁGINA DO PsicoEducar Cabo Verde

E queremos você conosco.
Porque esta não será apenas uma Live para assistir. Será uma conversa para se questionar.
Talvez você termine a Live pensando na sua profissão.

Talvez pense nos seus colegas.

Talvez pense na forma como trata quem sabe menos do que você.

E talvez, principalmente, pense em quem você está se tornando enquanto profissional.

🔥 SÁBADO, ÀS 18H.
Prepare-se. A conversa é sobre humildade, mas a reflexão pode ser sobre você.

Partilha que transforma!

VOCÊ CONSEGUE RECONHECER QUANDO NÃO SABE?Esta pergunta parece simples, mas, no mundo profissional, ela pode ser uma das ...
01/09/2026

VOCÊ CONSEGUE RECONHECER QUANDO NÃO SABE?

Esta pergunta parece simples, mas, no mundo profissional, ela pode ser uma das mais difíceis de responder.

Vivemos numa realidade onde muitas vezes sentimos necessidade de demonstrar que sabemos, que conseguimos, que temos respostas e que somos bons naquilo que fazemos.

Mas existe força em dizer:
Eu não sei.
Preciso aprender.
Posso ouvir outra perspetiva.
Posso ter errado.

Isso não diminui um profissional.
Pelo contrário, pode ser exatamente aquilo que permite que ele cresça.

É por isso que a próxima conversa do PsicoEducar Cabo Verde merece a sua presença.

HUMILDADE PROFISSIONAL

Uma conversa sobre ética, aprendizagem, relações profissionais, reconhecimento dos próprios limites e crescimento contínuo.
Porque talvez a pergunta mais importante não seja:
Quão bom profissional eu sou?

Mas sim:
Será que continuo disponível para aprender?

🎙️ Samira Pina | Psicóloga Clínica da Saúde

🎙️ Janine Brito | Moderadora

📅 Sábado, 12 de setembro

⏰ 18H

📲 AO VIVO

E temos um desafio para você:

Antes de assistir à Live, pense numa situação profissional em que teve dificuldade em reconhecer que precisava aprender com alguém.
Talvez essa conversa tenha exatamente algo para você.

Não perca.

A HUMILDADE TAMBÉM FAZ PARTE DA PROFISSÃO. MAS SERÁ QUE FALAMOS O SUFICIENTE SOBRE ELA?Existe uma qualidade que pode tra...
29/08/2026

A HUMILDADE TAMBÉM FAZ PARTE DA PROFISSÃO. MAS SERÁ QUE FALAMOS O SUFICIENTE SOBRE ELA?

Existe uma qualidade que pode transformar a forma como trabalhamos, aprendemos, lideramos e nos relacionamos com os outros.
A humildade profissional.
Mas atenção: humildade não é pensar menos sobre si.

Não é diminuir o seu conhecimento.
Não é deixar de reconhecer o seu valor.
É ter maturidade para reconhecer que ninguém sabe tudo, ninguém cresce sozinho e todo profissional precisa continuar a aprender.

Próximo sábado, 12 de setembro, às 18H, o PsicoEducar Cabo Verde Project abre espaço para uma conversa que promete ir muito além do conceito.

🎙️ HUMILDADE PROFISSIONAL

Com Samira Pina, Psicóloga Clínica da Saúde, e Janine Brito, Moderadora.

Uma conversa para profissionais, estudantes, líderes, educadores e para todos aqueles que acreditam que crescer profissionalmente também exige saber ouvir, reconhecer limites e aprender com o outro.

👀 Mas f**a a pergunta:

Será que somos realmente humildes no exercício da nossa profissão?

Sábado vamos conversar sobre isso.

📍 AO VIVO | 12 DE SETEMBRO | 18H

Guarde esta data. Esta conversa pode fazer você olhar para a sua profissão de outra maneira.

🔥 TURMA 1 ESGOTADA EM TEMPO RECORDE! ABRIMOS A TURMA 2 COM MAIS 10 VAGAS! 🧠A adesão à PRIMEIRA TURMA do Mentes em Expans...
22/08/2026

🔥 TURMA 1 ESGOTADA EM TEMPO RECORDE! ABRIMOS A TURMA 2 COM MAIS 10 VAGAS! 🧠

A adesão à PRIMEIRA TURMA do Mentes em Expansão foi tão avassaladora que as vagas esgotaram num piscar de olhos!

Dezenas de pessoas quiseram entrar, mas para manter a qualidade, a proximidade e o impacto de cada debate, mantemos o limite de 10 participantes por grupo.

A boa notícia? Para responder a todos os que não conseguiram lugar, abrimos oficialmente as inscrições para a TURMA 2!

Se queres sair da zona de conforto, evoluir a tua prática e elevar o teu desenvolvimento humano, pessoal e profissional de forma 100% gratuita, o teu momento é AGORA.

💡 O QUE TE ESPERA NESTE DESAFIO:

📅 Arrancada: 1 de Setembro.

📚 Leitura do Mês: Em Busca de Sentido - Viktor Frankl (o clássico transformador sobre resiliência e propósito).

⏱️ No Teu Ritmo: 1 mês de leitura individual acompanhada.

💻 O Grande Encontro Online: No 3.º domingo de Outubro, reunimo-nos para uma sessão viva de troca de experiências, aprendizagens práticas e networking poderoso.

Isto não é só um clube de leitura. É uma comunidade viva de auto-desafio, reflexão profunda e conexão real.

⚡ AS VAGAS DA TURMA 2 TAMBÉM VÃO VOAR! COMO GARANTIR A TUA:

Envia-nos AGORA MESMO uma mensagem privada (DM) aqui na página com:
1. O teu Nome Completo
2. O teu número de WhatsApp
Garante a tua vaga na Turma 2 antes que fechemos as portas novamente.

Aceitas o desafio de expandir a tua mente este mês? 🚀

🚨 ÚLTIMAS 3 VAGAS: O DESAFIO DE LEITURA QUE VAI TRANSFORMAR A TUA MENTE COMEÇA JÁ EM SETEMBRO! 🧠​Atenção, estudantes de ...
21/08/2026

🚨 ÚLTIMAS 3 VAGAS: O DESAFIO DE LEITURA QUE VAI TRANSFORMAR A TUA MENTE COMEÇA JÁ EM SETEMBRO! 🧠

​Atenção, estudantes de Psicologia, psicólogos e todos os apaixonados pelo desenvolvimento humano: o nosso grupo de estudos Mentes em Expansão está quase completo! Definimos um limite exclusivo de 10 participantes para garantir trocas profundas e de alto nível... e já temos 7 inscritos!

​Restam apenas 3 VAGAS para fechar a nossa primeira turma.

​Se queres desafiar-te, investir no teu crescimento pessoal, humano e profissional sem pagar absolutamente nada por isso. Esta é a tua oportunidade!

​💡 Como vai funcionar este primeiro desafio?

​📅 Início Oficial: 1 de Setembro.
​📚 Primeiro Livro: Em Busca de Sentido — Viktor Frankl (uma obra monumental sobre resiliência, propósito e força psíquica).

​⏱️ Ritmo: Teremos 1 mês inteiro para ler ao nosso próprio ritmo.

​💻 O Grande Encontro: No 3.º domingo de Outubro, reunimo-nos online para uma conversa leve, divertida e enriquecedora, debatendo aprendizagens, trocando experiências e fazendo networking.

​Será um espaço de puro convívio, aprendizagem prática e superação pessoal. Aceitas o desafio de ir mais longe na tua jornada?

​✨ COMO GARANTIR UMA DAS ÚLTIMAS 3 VAGAS:
Não deixes para depois! Envia-nos agora mesmo uma mensagem privada (DM) aqui no Facebook com:
​O teu Nome Completo
​O teu número de WhatsApp

​Adicionamos-te imediatamente ao grupo oficial do WhatsApp e garantimos a tua vaga antes que esgote! ⚡

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