21/05/2021
Meu filho chora se o deixo deitado muito tempo. Não é um choro normal, é um choro de raiva e frustração que só passa quando o pego e o colo "em pé". Sentir os pezinhos de encontro a uma superfície de forma a f**a ereto com as perninhas esticadas deixa ele feliz e risonho no mesmo momento, e esse comportamento começou a me deixar intrigado. Porque aos seis meses ele quer tanto f**ar de pé? E a resposta para isso é bem simples: nascemos para nos mover e f**ar parado destrói nossa saúde e masculinidade.
Homens que se sentam por mais de seis horas de seu tempo de lazer todos os dias tiveram uma taxa de mortalidade 20% maior do que aqueles que sentaram por três horas ou menos. O epidemiologista que conduziu o estudo concluiu que sentar em excesso literalmente encurta a vida de uma pessoa em vários anos (Is Sitting a Lethal Activity?; James Vlahos).
Outro estudo mostrou que os homens que se sentam 23 horas ou mais por semana têm 64% mais chance de morrer de doenças cardíacas do que aqueles que se sentam 11 horas ou menos por semana (Phys Ed: The Men Who Stare at Screens; Gretchen Reynolds).
Não é de se estranhar que o sedentarismo nos deixa deprimidos, enquanto uma vida ativa fisicamente confere uma sensação de prazer. Muitos já devem ter ouvido falar como nos exercitar nos dá prazer e sensações de bem estar (Endocannabinoids and exercise; A Dietrich), o que contribui para uma melhora de vida.
Ao contrário do que muitos pensam a depressão não é apenas por questões hormonais, mas circulatórias também. E por isso mesmo os exercícios tem um papel fundamental no combate à depressão (New Trial Should Lead to Better Understanding of Why Exercise is an Effective Treatment for Depression; Dukehealth).
O sedentarismo também nos deixa ansiosos. A capacidade de lidar com as situações da vida e enfrentar de peito aberto as situações não está dissociada da capacidade física. Homens fortes mentalmente são, antes, fortes fisicamente. Um estudo mostrou que quando os ratos se exercitavam, eles criavam células cerebrais que eram mais capazes de lidar com a ansiedade, criando um cérebro mais resistente ao estresse (Phys Ed: Stress Relief; Gretchen Reynolds).
Além de tornar nossos cérebros mais resistentes a longo prazo, os exercícios também oferecem benefícios calmantes imediatos. Os pesquisadores descobriram que os exercícios aumentam os níveis de moléculas de endocanabinóides em nosso sangue (Phys Ed: What Really Causes Runner’s High?; Gretchen Reynolds), o que nos mantém relaxados.
O homem foi feito para se movimentar. O estilo de vida atual que temos tem matado o homem que nascemos para ser, e não é de se estranhar a quantidade de homens deprimidos, desanimados, temerosos de enfrentar a vida: tudo isso está diretamente ligado a como você vive.
O homem antigo, apesar de uma vida bruta e dura, não possuía os mesmos problemas de saúde que assolam o homem moderno. Sua saúde era de modo geral muito melhor, pois ele vivia aquilo que foi projetado para ser.
De todos os primatas, o homem desenvolveu o tendão de Aquiles e glúteo máximo amplo - ambos necessários para correr - assim como o ligamento nucal, que mantém a cabeça firme quando um animal se move rapidamente. Isso remete ao nosso tempo de caçadores.
Nem sempre o animal era abatido instantaneamente, muitas vezes era necessário que fosse perseguido até à exaustão dele quando sucumbia pelos ferimentos. E justamente por isso o homem transpira muito mais que as mulheres: é uma forma de nos mantermos ativos por mais tempo (Phys Ed: do women sweat differently than men?; Greatchen Reynolds).
Manter-se em movimento é essencial para uma vida plena.