Alexandra Carmo - Medicina Xamânica

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Alexandra Carmo - Medicina Xamânica 𝗡𝗲𝗼-𝗦𝗵𝗮𝗺𝗮𝗻 · 𝗠𝗲𝗻𝘁𝗼𝗿 · 𝗧𝗲𝗮𝗰𝗵𝗲𝗿
𝘉𝘳𝘪𝘥𝘨𝘪𝘯𝘨 𝘊𝘰𝘯𝘴𝘤𝘪𝘰𝘶𝘴𝘯𝘦𝘴𝘴 & 𝘔𝘰𝘥𝘦𝘳𝘯 𝘓𝘪𝘧𝘦
𝗙𝗶𝗻𝗱 𝘁𝗵𝗲 𝗰𝗮𝘂𝘀𝗲· 𝗛𝗲𝗮𝗹 𝗱𝗲𝗲𝗽𝗹𝘆 · 𝗨𝗻𝗯𝗹𝗼𝗰𝗸 𝘆𝗼𝘂𝗿 𝗹𝗶𝗳𝗲
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07/10/2026

Há relações em que uma pessoa se torna responsável por manter tudo vivo.

É quem procura, inicia as conversas difíceis, tenta compreender, cria oportunidades de encontro, repara os conflitos e permanece disponível sempre que o outro se afasta.

Este desequilíbrio pode surgir numa relação à distância, mas também numa relação em que duas pessoas partilham a mesma casa. Pode existir quando o outro está fisicamente presente, mas é emocionalmente ausente; quando evita comprometer-se, aparece e desaparece, vive mergulhado nos próprios problemas ou espera continuamente ser salvo.

A pessoa que ama começa, então, a fazer por dois. Muitas vezes, esta dinâmica tem raízes antigas.

Quem cresceu perante a ausência, a instabilidade, a dependência ou a imprevisibilidade emocional pode ter aprendido que amar exige esforço, vigilância e capacidade para antecipar as necessidades dos outros. Pode ter-se tornado responsável demasiado cedo ou ter descoberto que ser necessária era uma forma de garantir proximidade.

Por isso, uma relação intensa e difícil pode despertar uma sensação imediata de ligação. Em contraste, a estabilidade, a reciprocidade e a presença tranquila podem parecer estranhas — ou até ser confundidas com falta de química.

Transformar este padrão implica aprender a reconhecer outras formas de amor. Um amor que também procura. Que responde. Que cuida. Que assume responsabilidade. Que permite receber sem ser preciso conquistar continuamente um lugar.

Se te revês neste caso e queres ir à raiz da tua própria questão para finalmente a transformar, marca a tua sessão.

Em Munay ❤️

Há memórias às quais regressamos sempre pelo mesmo lugar: pela culpa, pela saudade, pela revolta, pela dor ou por aquilo...
04/10/2026

Há memórias às quais regressamos sempre pelo mesmo lugar: pela culpa, pela saudade, pela revolta, pela dor ou por aquilo que gostaríamos de ter feito de outra maneira.

Com o tempo, podemos confundir esse olhar com a totalidade do que aconteceu — e até com quem éramos naquele momento.

Acolher uma memória em verdade é dar lugar ao que aconteceu, ao que sentimos e aos recursos de que dispúnhamos naquele momento. A reverência começa no respeito por quem fomos, incluindo nas situações em que nos sentimos frágeis, confusos ou sem escolha. Esse encontro pede delicadeza e um ritmo que possamos sustentar.

Porque não corrigimos, apagamos ou ultrapassamos memórias. A transformação acontece quando a memória encontra um lugar digno dentro de nós. Um lugar onde já não precisam de ser uma ferida permanentemente reaberta, mas podem tornar-se consciência, sabedoria e, talvez, medicina.

✨ A memória, acolhida em verdade e reverência, torna-se uma força de transformação.

🪶 Partilha esta medicina com quem sentires que precisa de se lembrar dela.

Em Munay ❤️

01/10/2026

Quando uma área da vida f**a bloqueada, é natural procurarmos a explicação dentro dessa mesma área.

Se o problema é profissional, pensamos na estratégia, na formação, na decisão seguinte ou na falta de confiança. Mas a nossa vida não está organizada em compartimentos separados.

Um conflito que permanece emocionalmente activo pode continuar a ocupar a energia de que precisamos para criar. Uma experiência de injustiça pode condicionar a forma como assumimos um novo lugar. O medo do julgamento pode limitar escolhas que, à primeira vista, parecem depender apenas de questões práticas.

Estas ligações nem sempre são claras, lógicas ou imediatas. Chegar às causas mais profundas exige disponibilidade para olhar além da explicação com que começámos. Exige vulnerabilidade para reconhecer o que ainda nos afecta, questionar a história que construímos sobre o problema e permitir que se revelem aspectos que ainda não conseguíamos ver.

Muitas vezes, aquilo que identificámos é verdadeiro, mas está incompleto. Um processo profundo acompanha o que continua emocionalmente activo até que o padrão comece a fazer sentido. Quando essa ligação se torna consciente e pode ser trabalhada, a energia que permanecia presa ao passado f**a disponível para a vida presente.

Se te revês neste caso e queres ir à raiz da tua própria questão para finalmente a transformar, marca a tua sessão.

Em Munay ❤️

Inspiramos recebendo a vida. Expiramos libertando aquilo que já cumpriu o seu propósito. E confiamos que cada respiração...
27/09/2026

Inspiramos recebendo a vida. Expiramos libertando aquilo que já cumpriu o seu propósito. E confiamos que cada respiração será seguida de outra.

Não pensamos nisso. Não procuramos garantias. Não precisamos de saber, antes de expirar, se haverá uma nova inspiração. Simplesmente deixamos ir — e voltamos a receber.

A respiração acompanha-nos enquanto fazemos planos, atravessamos dúvidas e procuramos certezas. A vida continua a entrar e a sair de nós, mesmo quando a mente está ocupada a tentar compreender o caminho, antecipar o que virá e manter-nos seguros.

Há momentos em que agarramos uma relação, uma expectativa, uma identidade ou uma versão de nós com tanta força que interrompemos esse movimento natural. Queremos saber o que virá antes de libertarmos aquilo que já terminou. Mas a respiração recorda-nos, vezes sem conta, que não precisamos de ter essa certeza para deixar ir.

✨ Cada respiração é um pequeno ato de fé.

🪶 Partilha esta medicina com quem sentires que precisa de se lembrar dela.

Em Munay ❤️

26/09/2026

Passei a noite do Equinócio num lugar onde o tempo parece ter outra medida, escutando a energia deste momento.

No silêncio, entre pedras antigas, corujas e grilos, vieram reflexões sobre a relatividade do tempo, as muitas camadas da realidade e o ruído que tantas vezes nos impede de perceber o que está verdadeiramente presente.

Muitas das respostas e guiança que procuramos precisam apenas de menos ruído para serem ouvidas.

Neste vídeo partilho algumas das mensagens que este Equinócio me trouxe. 🍂

Em Munay ❤️

24/09/2026

Há relações em que vamos desaparecendo devagar.

Cedemos para evitar conflitos. Silenciamos necessidades. Justif**amos comportamentos que nos magoam. Adaptamo-nos continuamente, na esperança de que, se encontrarmos a forma certa de estar, a relação se torne finalmente num lugar seguro e feliz.

Com o tempo, podemos deixar de perceber com clareza aquilo de que precisamos, o que já não aceitamos e até quem somos dentro daquela relação.

Recuperar essa clareza é um acto de amor próprio.

Implica voltar a escutar o que sentimos, reconhecer o nosso valor e permitir que as nossas necessidades tenham lugar. É também conseguir dizer: esta sou eu, isto é importante para mim e esta é a forma como preciso de ser tratada.

Um limite torna visível aquilo que existe. Pode abrir um caminho de diálogo, mudança e reconstrução. Também pode revelar que a outra pessoa não tem capacidade ou disponibilidade para construir a relação de que precisamos.

Em ambos os casos, a clareza permite-nos escolher com maior consciência.

Uma relação verdadeiramente nutridora precisa de ter espaço para duas pessoas inteiras. Para as suas diferenças, necessidades, limites e formas de expressão.

Permanecer numa relação não deveria exigir que te abandones para conseguires mantê-la.

Se te revês neste caso e queres ir à raiz da tua própria questão para finalmente a transformar, marca a tua sessão.

Em Munay ❤️

Há muito mais dentro da Medicina Xamânica do que aquilo que tenho conseguido mostrar aqui.Ao longo dos anos, fui integra...
21/09/2026

Há muito mais dentro da Medicina Xamânica do que aquilo que tenho conseguido mostrar aqui.

Ao longo dos anos, fui integrando diferentes saberes, práticas e formas de leitura num trabalho que hoje olha para a pessoa nas suas várias dimensões — corpo, sistema nervoso, emoções, energia, relações, ancestralidade, alma, consciência e caminho de vida.

E talvez por isso nem sempre seja fácil explicar, numa frase, o que faço.

Uma pessoa pode chegar até mim porque vive em ansiedade ou num estado permanente de alerta. Outra porque repete o mesmo padrão nas relações, sente a vida bloqueada, carrega um peso que não compreende ou sabe que algo precisa de mudar, mas não consegue perceber o quê, como ou por onde começar.

Pode chegar num momento de perda, transição ou desconexão de si. Ou simplesmente porque sente que existe mais vida para viver, mais potencial para realizar, um caminho mais alinhado para percorrer.

A Medicina Xamânica começa por escutar e avaliar o que está a acontecer. A partir daí, o trabalho pode passar por regular, ir à raiz da questão, libertar crenças, emoções e energias, recuperar partes de nós, desatar laços, trabalhar a ancestralidade, recuperar direção, repor e reorganizar o campo energético ou potenciar novas possibilidades.

Porque curar nem sempre signif**a apenas retirar aquilo que pesa.

Por vezes, signif**a recuperar aquilo que somos.

E outras vezes, abrir caminho para aquilo que ainda podemos vir a ser.

Este carrossel é um primeiro mapa da Medicina Xamânica que pratico.

Nas próximas semanas, vou abrir cada uma destas dimensões e mostrar-te, através de explicações e casos reais, como este trabalho acontece e aquilo que pode transformar.

Talvez, pelo caminho, reconheças alguma parte de ti e da tua própria história que esteja pronta para ser olhada e transformada.

Em Munay ❤️

19/09/2026

Há algum tempo que tenho vindo a observar (e a fazer por alterar) a minha relação com o tempo.

A sensação de que é preciso fazer mais. De que há sempre alguma coisa por terminar, algum lugar onde chegar, alguma coisa que já devia ter acontecido. A falta de tempo é uma das energias de maior escassez com que vivemos.

E uma das minhas aprendizagens mais importantes dos últimos tempos é que: nem tudo pode — ou deve — acontecer ao ritmo que a nossa mente gostaria.

Há processos que precisam de maturação. Decisões que precisam de espaço. Mudanças que acontecem primeiro dentro de nós, muito antes de conseguirmos vê-las materializadas na nossa vida.

E há momentos em que reorganizar não signif**a encaixar mais coisas na agenda. Signif**a, sim, perceber a que queremos verdadeiramente dar o nosso tempo. Porque o tempo não é apenas aquilo que passa. É especialmente aquilo a que damos a nossa vida.

🎥 Neste regresso e reorganização típicos de Setembro, como sentes a tua relação com o tempo e com a construção de uma vida que ames plenamente?

Em Munay ❤️

17/09/2026

A competência pode esconder exaustão. Quem se habituou a antecipar, organizar e proteger torna-se frequentemente indispensável — mas também f**a sem espaço para sentir, pedir ou receber. 

Muitas vezes, este papel começou muito antes da vida adulta. Pode ter sido aprendido numa família onde amar signif**ava estar sempre disponível, onde pertencer implicava cuidar dos outros ou onde alguém precisava de manter tudo unido ou funcional.

Uma agenda melhor pode ajudar a organizar as tarefas. Mas não transforma a crença de que tudo depende de ti. Às vezes, é preciso olhar para a identidade construída em torno de “ser quem aguenta” e para o receio que aparece quando se devolvem responsabilidades.

Nesses momentos, podem aparecer culpa, medo de desiludir e até a sensação de que deixarás de ser necessária.

A mudança exige reconhecer o que estás a carregar, distinguir cuidado de sobre-responsabilidade e permitir que as outras pessoas assumam as consequências das próprias escolhas.

Um limite não retira amor ao cuidado. Permite que continues a estar presente sem desapareceres debaixo daquilo que carregas por todos. Não precisas de chegar à exaustão para reconhecer que é demasiado.

Se te revês neste caso e queres ir à raiz da tua questão para finalmente a transformar, marca a tua sessão.

Em Munay ❤️

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