Spa do Equilíbrio

Spa do Equilíbrio Um espaço empático dedicado à saúde mental e bem-estar

30/12/2025

Desejo-vos o melhor ano que conseguirem ter 🧡🌸

Abomino a palavra “birra”.Não consigo ficar indiferente quando ouço verbalizar “birra” para definir o sentir de uma cria...
28/12/2025

Abomino a palavra “birra”.

Não consigo ficar indiferente quando ouço verbalizar “birra” para definir o sentir de uma criança, de um ser imaturo e vulnerável.

O que significa “birra”? Segundo o dicionário, “birra” é associada a teimosia, capricho, reação exagerada, sem motivo. Uma definição com uma conotação negativa por natureza, elaborada a partir de uma perspetiva social e não científica.

Assim que a criança expressa o seu sentir através do choro, gritos, agitação motora, entre outras formas de comunicar, verbaliza-se automaticamente a palavra “birra” para definir aquilo que são, segundo crenças sociais desajustadas em relação às emoções, comportamentos exagerados, descabidos, desadequados ou até manipuladores.

Isto acontece, na maioria das vezes, sem se tentar compreender o que a criança está a sentir, nem o que poderá estar a pensar e a precisar. O seu sentir e as suas necessidades não são vistos, compreendidos ou validados. São, sim, julgados pela forma como os comunica: através do comportamento.

Mas atenção! Curiosamente, esta palavra ecoa maioritariamente quando as reações emocionais são desagradáveis. As emoções agradáveis têm sempre espaço para serem sentidas e expostas, pois o positivismo é o popular do grupo, o mais aceite e cobiçado.

Quando referem a palavra “birra”, eu respondo que esta palavra surge da dificuldade do adulto em reconhecer e compreender o que está por detrás do comportamento, do desafio em regular-se emocionalmente e em ajudar a criança a fazê-lo, mas, essencialmente, pela incapacidade de ser empático.

Escuto, imensas vezes, afirmações como: “engole o choro”, “não chores”, “vá, já passou”, “que feio estar a fazer birra”, “não quero birras”, “já não tens idade para fazer birra”, “está numa fase tão birrenta”…

É necessário que as crianças sintam.
É necessário que as crianças sejam acolhidas.
É necessário que as crianças sejam compreendidas.
É necessário que as crianças sejam ouvidas.
É necessário que as crianças sejam respeitadas.

Uma criança é muito mais do que o seu comportamento.

Partilha este post com quem precisa de saber que não existe ‘birra’, existe “sentir” ponto final.

O psicólogo carrega inúmeras exigências.É exigido que escolha bem as palavras que diz, que tenha atenção à sua postura c...
15/12/2025

O psicólogo carrega inúmeras exigências.

É exigido que escolha bem as palavras que diz, que tenha atenção à sua postura corporal, às suas expressões faciais, que tenha cuidado com as partilhas pessoais e até com a sua forma de vestir. É exigido que o seu conhecimento seja o mais atual possível. Tudo é medido. Tudo é pensado e repensado. Tudo é analisado e, muitas vezes, reparado.

Exigem que saiba autorregular-se, que não tenha momentos em que o sentir ganha força. Exigem calma, assertividade, empatia… Exigem perfeição! Exigem uma forma de estar que se mantenha em todos os contextos, ambientes e relações. Será que todos nós somos iguais em todos os nossos papéis? Devemos ser?

Esperam que seja especialista da relação, não apenas da relação de ajuda, mas em todas as relações interpessoais: relações amorosas, familiares, amizades… Em casa, na rua, no emprego, na escola dos filhos… em todo o lado. E, caso algo fuja do que é esperado, o seu eu profissional ou pessoal é colocado em causa. Acabam por emaranhar os papéis.

Esquecem-se de que, por detrás do eu profissional, existe um eu igual a todos os outros, com uma história de vida, crenças, valores, traumas e necessidades. Alguém que caminha em direção ao crescimento pessoal e à autorrealização, que está no seu próprio processo de evolução, em todas as esferas da vida.

De facto, sim, somos conhecidos por ser especialistas da relação. Cada psicólogo levou pelo menos seis anos a formar-se para ser especialista em relação de ajuda. E, para além da formação base, é recomendado e até exigido que esteja constantemente a atualizar-se, seja em ações formativas, em supervisão ou em terapia.

Contudo, temos o direito de errar. O erro estará sempre presente, assim como a oportunidade de reparar.

E é aí que os psicólogos se tornam verdadeiros especialistas. Por se permitirem errar e reparar. Por se analisarem, por refletirem, por partilharem com colegas de profissão, por procurarem soluções e conhecimento. Por potenciarem a sua tendência atualizante em todas as formas do seu ser.

Porque o que nos move tem muita força: ser quem realmente somos e ajudar os outros a serem quem realmente são.

Endereço

Beja

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Spa do Equilíbrio publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para Spa do Equilíbrio:

Atalhos

Compartilhar