22/10/2026
Sejamos terapeutas, professoras de yoga, facilitadoras, profissionais de saúde e bem-estar, mães ou cuidadoras, estamos muitas vezes habituadas a estar disponíveis. A escutar, acolher, orientar, apoiar, resolver.
E podemos fazer tudo isto com muito amor e, ainda assim, esquecermo-nos de uma pessoa importante nesse cuidado: nós próprias.
O corpo vai dando sinais. Cansaço, irritabilidade, dificuldade em desligar, tensão, sensação de estarmos sempre “ligadas”, cada vez com menos espaço interno.
Para mim, autocuidado também começa aqui: na capacidade de reconhecer esses sinais antes de chegarmos ao limite.
Perguntar:
Como estou? O que preciso? Onde é que eu também preciso de ser cuidada?
Às vezes será descanso. Outras vezes, limites. Apoio. Silêncio. Movimento. Pedir ajuda. Ou simplesmente permitir que alguém cuide de nós sem sentirmos que temos de dar alguma coisa em troca.
Quanto mais trabalhamos a presença e a regulação do nosso próprio sistema nervoso, mais aprendemos a reconhecer o nosso ritmo e a respeitar as nossas necessidades.
Quem cuida também precisa de espaço para ser cuidado.
E talvez não seja preciso esperar pelo esgotamento para começar.
Se esta mensagem ressoa contigo, tira um momento do teu dia para fazeres a pausa que o teu corpo precisa. 🌀