03/06/2026
Maio foi um daqueles meses que me relembrou que a vida acontece em camadas 🌿
Houve dias de expansão, celebração e conexão profunda. E também momentos de dúvida, cansaço e necessidade de parar para escutar o corpo.
A primeira fotografia deste carrossel foi tirada pelo meu filho sem eu perceber. Quando vi a imagem senti qualquer coisa difícil de explicar… Como se ele tivesse captado um momento muito cru e verdadeiro meu. Um instante simples, silencioso, quase entre mundos.
E talvez seja isso que Maio foi para mim: um mês de presença real.
Entre eventos de Amor-Próprio e Reparenting da Mãe Interna no Espaço Vital; formações internacionais de Mindfulness e prevenção de burnout para professores; abraços que aquecem o coração; amigos que chegam; família;momentos de
natureza, e pausas para respirar… também houve espaço para sentir vulnerabilidade.
Porque mesmo trabalhando há tantos anos com regulação emocional e trauma informado, continuo precisar de relembrar de curar as minhas feridas, de abrandar os aceleramentos
do fazer fazer(não fosse eu ascendente em carneiro, ahah) e de receber.
E honestamente, receber terapia somática da este mês foi um dos maiores actos de cuidado que pude oferecer a mim mesma.
Há momentos em que o corpo precisa de segurança, presença e precisa de alguém que nos ajude a voltar a sentir o chão… não precisamos de forma alguma de carregar tudo sozinhos, sobretudo eu que sempre tive este lado muito activo de achar que posso lidar com tudo sozinha.
E talvez uma das maiores aprendizagens deste mês tenha sido esta: nem sempre clareza significa ausência de medo. Às vezes significa apenas continuar a caminhar mesmo sem controlar tudo.
Houve também muitas pequenas e importantes mensagens da
vida, sincronicidades, sensações internas… sonhos vividos e momentos subtis que me lembraram para confiar mais. Confiar no tempo, na inteligência do corpo e sobretudo naquilo que ainda não consigo ver completamente.
E termino este mês com gratidão por todas as pessoas que caminham comigo, confiam no meu trabalho e me permitem continuar a criar espaços seguros de transformação,
humanidade e reconexão 🤍