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Saúde Mental do Ventre à Vida

Hoje, a querida Marta Rechena | Psicologia da Saúde partilhou um texto que, embora de um autor desconhecido, tem uma ana...
07/04/2026

Hoje, a querida Marta Rechena | Psicologia da Saúde partilhou um texto que, embora de um autor desconhecido, tem uma analogia lindíssima e me conduziu a uma reflexão pessoal muito significativa:

”Dizemos que a primavera chega para todos, mas as flores não abrem ao mesmo tempo. A magnólia floresce quando o inverno ainda morde, a rosa espera pelo calor pleno, e o girassol só se ergue quando o sol está no topo. Se a magnólia se comparasse ao girassol, sentir-se-ia apressada. Se o girassol se comparasse à magnólia, sentir-se-ia atrasado. Mas a natureza não conhece o atraso; conhece apenas o amadurecimento.”

Quando surge a sensação de atraso, talvez possamos parar por um momento e fazer uma pergunta simples: atrasada em relação a quê, exatamente? Em relação a que flor? À magnólia que floresce ainda no frio, à rosa que espera pelo calor certo, ou ao girassol que só se levanta quando o sol está no auge?

A natureza não se organiza por comparações, organiza-se por ritmos. E, ainda assim, tantas vezes olhamos para o jardim dos outros como se fosse a medida certa para o nosso.

Talvez possamos, com alguma gentileza, mudar a forma como nomeamos aquilo que estamos a viver. Em vez de “ainda não floresci” ou “ainda não dei fruto”, talvez possamos dizer: estou a enraizar. Porque a raiz não se vê, mas é onde tudo começa. É no escuro, no silêncio e na profundidade que se constrói a possibilidade de vir a florescer. Não é ausência, falha ou atraso. É um processo.

E importa também não romantizar este lugar. Enraizar é, muitas vezes, cansativo e solitário. É cuidar do solo sem garantias visíveis, é continuar a regar quando ainda não há sinais à superfície, é sustentar a esperança num tempo que não controlamos. Mas isso não o torna menos real. Pelo contrário, torna-o mais exigente, mais corajoso, mais digno de ser reconhecido.

Nem todas estamos na fase da flor. Nem todas estamos na fase do fruto. Algumas de nós estão, precisamente, no momento mais invisível e estrutural de todos: a criar raiz.

E isso, embora não se veja, é o que sustenta tudo o que poderá vir a crescer.

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19/03/2026

O Dia do Pai pode ter significados diferentes. Para uns, pode ser o dia de celebrar a presença e o papel do pai na sua vida. Para outros, pode ser um doloroso lembrete do pai que não foi ideal, daquele que nunca esteve ou que já não está.

Mas este Dia, mesmo que não signifique celebração, pode (e deve) sempre significar cuidado para com os pais. Cuidado para com as memórias, os lugares, o vínculo… e a saúde mental.

A saúde mental perinatal paterna é pouco falada. Os pais tendem a procurar menos ajuda e mais tardiamente, quando apresentam sintomas de doença mental, como a Depressão.

O Dia do Pai pode servir para cuidares dos pais à tua volta. E, por isso, desafio-te a partilhares com eles esta mensagem.

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11/03/2026

O “cérebro de mãe” (ou mommy brain) é uma transformação neurobiológica real na gravidez e pós-parto, que visa aumentar a eficiência, a empatia e o vínculo com o bebé.

Esta plasticidade cerebral prioriza o instinto de proteção, focando-se no recém-nascido, o que pode causar outras condicionantes cognitivas, que muito falamos em Consulta de Psiquiatria no período perinatal.

Já tinhas ouvido falar disto? Notas ou notaste diferenças neste campo na tua gravidez ou pós-parto?

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01/03/2026

A gravidez não protege da violência. Muitas vezes, é quando ela começa. Como Médica Psiquiatra Perinatal, vejo o impacto silencioso na mãe e no bebé.

Guarda este reels e presta atenção às pessoas à tua volta. Às vezes, o pedido de ajuda não vem em palavras.

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Estes dias estão a servir para parar. 🏝️ De um ponto de vista prático, para parar de trabalhar, despindo o papel de médi...
26/02/2026

Estes dias estão a servir para parar. 🏝️

De um ponto de vista prático, para parar de trabalhar, despindo o papel de médica até à próxima semana. Mas não só. Para parar de corresponder, de correr, de cumprir. Parar, sim, para pensar, contemplar, repousar os olhos nas cores que me rodeiam e o coração nos bons sabores, nas boas pessoas, e no bom silêncio.

Encerrei também um ano, uma volta completa em torno do Sol. E que volta esta! Fico grata e muito concretizada com tudo o que os 36 anos me trouxeram, mas confesso que foi um ano exigente, que me obrigou a grande resiliência e transformação interna. Um autêntico recalibrar da bússola.

Sigo para os 37 de esperança e energia renovadas. Com gratidão por ter um trabalho que me dá propósito e me realiza profundamente, por caminhar ao lado de um companheiro extraordinário e por estar rodeada de pessoas que me dão amor, confiança e colo. E celebro também tudo o que já construí - e tudo o que continuo a construir, passo a passo.

Há muitos sonhos que já conquistei. Outros tantos que estão ainda a caminho.

Vens comigo nesta nova volta? ☀️

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21/02/2026

Já conhecias a Perturbação Disfórica Pré-Menstrual? 🩸

Partilha este reels para que chegue a mais mulheres e nenhuma tenha de viver um terço ou metade dos dias do ciclo menstrual com sintomas incapacitantes.

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10/02/2026

As hormonas reprodutivas têm efeitos demonstrados no cérebro e, por isso, são clinicamente relevantes na avaliação em Psiquiatria Perinatal.

Integrar ciclo menstrual, gravidez, pós-parto e perimenopausa é parte de uma prática médica rigorosa e baseada em evidência.

Como esta relação entre hormonas e doença mental ressoa na tua experiência?

Partilha comigo nos comentários.

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