18/06/2026
Perante um conflito ou uma reação mais intempestiva com um filho, o primeiro impulso tende a ser a reatividade, o controlo ou a indignação. No entanto, o verdadeiro ponto de viragem relacional acontece quando a pressa de corrigir dá lugar à pausa para refletir.
O testemunho partilhado neste vídeo ilustra de forma sensível o conceito de mentalização: a capacidade de tentar compreender o outro a partir do mundo interno dele, e não apenas através das próprias expectativas, medos ou interpretações automáticas.
É o movimento de conseguir parar e perguntar: "O que estará a acontecer dentro dele para agir assim?", despindo-se da postura ameaçadora que o tamanho ou a autoridade adulta tantas vezes impõem.
Este exercício exige um duplo espelho. Envolve também a coragem de olhar para si e perceber como a própria história pessoal, as memórias da infância e as dinâmicas com as gerações anteriores entram na relação presente. Ao reconhecer de onde vem a própria zanga, torna-se mais fácil gerir as emoções, acalmar o sistema nervoso e encontrar clareza para comunicar sem criar ruturas.
Quando se consegue olhar para o filho de dentro e, ao mesmo tempo, olhar para si através da relação com ele, abre-se um espaço de profunda curiosidade, humildade e crescimento mútuo.
Os filhos necessitam de cuidadores capazes de os tentar compreender genuinamente e com a disponibilidade emocional para se deixarem transformar pela relação que constroem juntos.
No Instituto Relational Minds, a investigação e o acompanhamento clínico apoiam as famílias a desenvolver esta capacidade de mentalização, ajudando a transformar os momentos de tensão doméstica em portos de abrigo e segurança emocional. 🩵
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