07/06/2026
𝐂𝐢𝐜𝐥𝐨 𝐝𝐞 𝐩𝐚𝐥𝐞𝐬𝐭𝐫𝐚𝐬 𝐩𝐨𝐫 𝐌𝐚𝐫𝐭𝐢𝐧 𝐁𝐫𝐨𝐟𝐦𝐚𝐧
𝐀 𝐯𝐢𝐬𝐚̃𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐦𝐞𝐭𝐚́𝐟𝐨𝐫𝐚, 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞 𝟑𝟗
𝙋𝙤𝙨𝙨𝙤 𝙛𝙖𝙯𝙚𝙧-𝙩𝙚 𝙪𝙢𝙖 𝙥𝙚𝙧𝙜𝙪𝙣𝙩𝙖 𝙨𝙤𝙗𝙧𝙚 𝙙𝙤𝙧𝙚𝙨 𝙣𝙤𝙨 𝙤𝙡𝙝𝙤𝙨?
Eu encaro tudo como uma metáfora, por isso, se alguém tiver dores nos olhos, perguntar-lhe-ia: «O que te dói quando olhas? O que se passa que te custa aceitar?» E, mais uma vez, quando é que essas dores nos olhos começaram?
𝙇𝙚𝙢𝙗𝙧𝙤-𝙢𝙚 𝙙𝙚 𝙟𝙖́ 𝙩𝙚 𝙩𝙚𝙧 𝙘𝙤𝙣𝙝𝙚𝙘𝙞𝙙𝙤 𝙚 𝙚𝙨𝙩𝙤𝙪 𝙧𝙚𝙖𝙡𝙢𝙚𝙣𝙩𝙚 𝙛𝙖𝙨𝙘𝙞𝙣𝙖𝙙𝙖 𝙘𝙤𝙢 𝙤 𝙦𝙪𝙚 𝙛𝙖𝙯𝙚𝙨, 𝙢𝙖𝙨 𝙤 𝙦𝙪𝙚 𝙢𝙚 𝙞𝙣𝙩𝙚𝙧𝙚𝙨𝙨𝙖 𝙚́ 𝙦𝙪𝙚 𝙩𝙞𝙣𝙝𝙖𝙨 𝙪𝙢𝙖 𝙙𝙤𝙚𝙣𝙘̧𝙖 𝙚𝙢 𝙛𝙖𝙨𝙚 𝙩𝙚𝙧𝙢𝙞𝙣𝙖𝙡 𝙚 𝙡𝙚𝙢𝙗𝙧𝙤-𝙢𝙚 𝙙𝙚 𝙢𝙚 𝙩𝙚𝙧𝙚𝙨 𝙙𝙞𝙩𝙤 𝙦𝙪𝙚 𝙢𝙚𝙙𝙞𝙩𝙖𝙨𝙩𝙚 𝙩𝙧𝙚̂𝙨 𝙫𝙚𝙯𝙚𝙨 𝙥𝙤𝙧 𝙙𝙞𝙖 𝙙𝙪𝙧𝙖𝙣𝙩𝙚 𝙙𝙤𝙞𝙨 𝙢𝙚𝙨𝙚𝙨, 𝙢𝙖𝙨 𝙦𝙪𝙚, 𝙨𝙚 𝙛𝙤𝙨𝙨𝙚 𝙖𝙜𝙤𝙧𝙖, 𝙥𝙤𝙙𝙚𝙧𝙞𝙖𝙨 𝙛𝙖𝙯𝙚̂-𝙡𝙤 𝙣𝙪𝙢𝙖 𝙪́𝙣𝙞𝙘𝙖 𝙨𝙚𝙨𝙨𝙖̃𝙤, 𝙨𝙚 𝙤𝙥𝙩𝙖𝙨𝙨𝙚𝙨 𝙥𝙤𝙧 𝙛𝙖𝙯𝙚̂-𝙡𝙤 𝙣𝙪𝙢𝙖 𝙪́𝙣𝙞𝙘𝙖 𝙨𝙚𝙨𝙨𝙖̃𝙤. 𝘼 𝙢𝙞𝙣𝙝𝙖 𝙥𝙚𝙧𝙜𝙪𝙣𝙩𝙖 𝙚́, 𝙥𝙤𝙧𝙩𝙖𝙣𝙩𝙤, 𝙖 𝙨𝙚𝙜𝙪𝙞𝙣𝙩𝙚: 𝙞𝙨𝙨𝙤 𝙙𝙚𝙫𝙚-𝙨𝙚 𝙖 𝙪𝙢 𝙥𝙧𝙤𝙘𝙚𝙨𝙨𝙤 𝙦𝙪𝙚 𝙚́ 𝙥𝙧𝙚𝙘𝙞𝙨𝙤 𝙖𝙥𝙧𝙚𝙣𝙙𝙚𝙧? 𝙎𝙪𝙥𝙤𝙣𝙝𝙤 𝙦𝙪𝙚 𝙤 𝙦𝙪𝙚 𝙦𝙪𝙚𝙧𝙤 𝙨𝙖𝙗𝙚𝙧 𝙚́ 𝙨𝙚 𝙝𝙤𝙪𝙫𝙚 𝙪𝙢 𝙢𝙤𝙢𝙚𝙣𝙩𝙤 𝙚𝙢 𝙦𝙪𝙚 𝙨𝙤𝙪𝙗𝙚𝙨𝙩𝙚 𝙦𝙪𝙚 𝙩𝙞𝙣𝙝𝙖𝙨 𝙘𝙤𝙣𝙨𝙚𝙜𝙪𝙞𝙙𝙤, 𝙦𝙪𝙚 𝙩𝙚 𝙩𝙞𝙣𝙝𝙖𝙨 𝙘𝙪𝙧𝙖𝙙𝙤, 𝙤𝙪 𝙨𝙚 𝙛𝙤𝙞 𝙖𝙡𝙜𝙤 𝙙𝙚 𝙦𝙪𝙚 𝙣𝙖̃𝙤 𝙚𝙨𝙩𝙖𝙫𝙖𝙨 𝙧𝙚𝙖𝙡𝙢𝙚𝙣𝙩𝙚 𝙘𝙤𝙣𝙨𝙘𝙞𝙚𝙣𝙩𝙚 𝙚 𝙚𝙢 𝙦𝙪𝙚 𝙙𝙚 𝙧𝙚𝙥𝙚𝙣𝙩𝙚 𝙩𝙚 𝙨𝙚𝙣𝙩𝙞𝙨𝙩𝙚 𝙢𝙚𝙡𝙝𝙤𝙧?
O que ouvi foi que, se entrares no estado Alfa e falares contigo de forma positiva durante 15 minutos, três vezes por dia, em 66 dias consegues convencer-te de qualquer coisa e, então, tudo aquilo em que acreditas torna-se verdade para ti. Portanto, uma vez que tudo aquilo em que acreditas se torna verdade para ti, decidi que demoraria 66 dias, e demorou 66 dias.
O meu processo não consistiu, portanto, em decidir um dia: «Agora estou curado», porque isso era uma grande mudança para mim e eu simplesmente não estava preparado para isso. O que me pareceu mais fácil foi trabalhar no tumor durante um período de 66 dias e, durante uma meditação específ**a, dizer a mim mesmo: « OK, aqui está esta camada externa de células que se está a desprender e o sistema de eliminação natural do meu corpo vai simplesmente livrar-se dela», e eu podia convencer-me de que talvez fosse uma camada de células a menos; depois, na meditação seguinte, partindo daí, removia outra camada, depois outra, e mais outra, estendendo o processo por 66 dias.
E depois, como comia tudo o que queria, decidi que era isso que o meu corpo me pedia, por isso devia ser exatamente o que o meu corpo precisava para a minha cura. E se eu conseguia programar a comida que entrava, conseguia programar a que saía, por isso, quando ia à casa de banho, havia células cancerígenas, e elas estavam a sair, e tudo o que acontecia ao longo do meu dia, dizia a mim mesmo: «É exatamente isto de que preciso para a minha cura, esta experiência que estou a viver, e esta coisa que estou a fazer, esta pessoa com quem estou a falar, não importa, tudo isto faz parte da minha cura.»
Era, portanto, um diálogo bastante constante, e todas as vezes, durante a minha meditação, eu tinha de imaginar qual seria o resultado, percebes, vou ao médico, e ele vai examinar-me, coçar a cabeça e dizer: «Talvez nos tenhamos enganado.» E eu não parava de imaginar essa imagem três vezes por dia, por isso não parava de recordar essa cena futura para a criar. E então, ao fim de 66 dias, tive de a viver.
Fui, então, ao médico, e ele coçou a cabeça e disse: «Talvez nos tenhamos enganado.» Foi assim que soube que estava a viver uma cena que eu próprio tinha criado.
𝐀 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐢𝐫