08/09/2026
QUANDO O BATOM SAI
Às vezes penso que estamos demasiado preocupados com a beleza que se vê. Com o creme certo, o batom mais impactante, a pele perfeita. Mas há tanta beleza interior que ainda podemos aprimorar. 🤍
Educar os nossos filhos para serem empáticos, cordiais e respeitadores. Ensinar-lhes a dizer bom dia, obrigada e por favor. Dá muito trabalho educar. Mas é o mais importante (e difícil) da vida. Não me sobra tempo nem energia para mais.
Deixar passar um carro no trânsito.
Sorrir para alguém que pode estar a ter um dia difícil.
Tratar todas as profissões com o mesmo respeito. Porque o que importa não é o canudo, mas o brio com que se faz o que escolhemos fazer.
É ter carácter.
É ter empatia.
É saber pedir desculpa.
É cumprir a palavra.
É tratar bem os outros. Sempre.
Cuidar da nossa aparência é maravilhoso. Só não pode ser mais importante do que cuidar da pessoa que somos.
As pessoas mais bonitas para mim sempre foram essas. As da ética, da transparência, da empatia, da educação, do carácter. As que cumprem a palavra. As que sabem que a beleza está também na forma como olhamos, tratamos e cuidamos dos outros. As que sabem discordar com respeito.
Para mim, a beleza é uma forma de arte. Foi isso que aprendi na faculdade: a beleza pode ser desenhada, pensada, construída.
Mas a beleza, sozinha, é inerte. Pode ser perfeita por fora e, ainda assim, oca, sem alma, sem talento. Cinzenta. Porque, no fim, quando o batom sai, é essa beleza que f**a. E essa… não se compra.