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Espaço de conhecimento, partilha de informação e experiência, e de apoio para pessoas que vivem com demência, famílias, cuidadores e profissionais.

🟣 10 de outubro | Dia Mundial da Saúde Mental 💚Ao longo da vida, somos confrontados com circunstâncias que podem afetar ...
10/10/2026

🟣 10 de outubro | Dia Mundial da Saúde Mental 💚

Ao longo da vida, somos confrontados com circunstâncias que podem afetar o nosso equilíbrio emocional e bem-estar psicológico.

As exigências profissionais, o desemprego, as dificuldades financeiras, a doença, as responsabilidades familiares, a solidão, as perdas e a sobrecarga são apenas alguns dos fatores que podem ter um impacto significativo na nossa saúde mental.

Ninguém está imune. E ninguém deveria enfrentar estas dificuldades sozinho.

💜 No contexto da demência, esta realidade merece uma atenção especial.

Frequentemente, o foco concentra-se na pessoa que vive com demência, nas suas necessidades e nas exigências crescentes dos cuidados.

Mas, enquanto cuidamos de quem precisa de nós, quem cuida de nós?

A prestação de cuidados, sobretudo quando prolongada e acompanhada de responsabilidades constantes, representam uma enorme sobrecarga física, psicológica e emocional.
O cansaço acumula-se. O descanso torna-se insuficiente. As necessidades pessoais ficam para segundo plano. E, muitas vezes, os primeiros sinais de sofrimento emocional acabam por ser ignorados.

Com o tempo, esta sobrecarga pode contribuir para o desenvolvimento de ansiedade, depressão, exaustão e outros problemas de saúde.

Cuidar de alguém não deveria significar deixar de cuidar de si próprio.

Neste Dia Mundial da Saúde Mental, lembramos que o bem-estar de quem cuida também merece atenção, reconhecimento e apoio.

💚 Conhece alguém que cuida de uma pessoa com demência?

Ligue-lhe. Pergunte como está. Passe por casa para beber um café e pôr a conversa em dia. Ofereça ajuda, escute, esteja presente.

Às vezes, pequenos gestos podem fazer uma grande diferença na vida de quem passa os dias a cuidar dos outros.

A saúde mental é uma responsabilidade de todos nós.

Cuide-se,

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🧠 Desmitificar +Ainda é muito comum usarmos os dois conceitos (demência e doença de Alzheimer) como se fossem sinónimos,...
06/10/2026

🧠 Desmitificar +

Ainda é muito comum usarmos os dois conceitos (demência e doença de Alzheimer) como se fossem sinónimos, mas há uma diferença importante.

Demência é um termo abrangente utilizado para descrever um conjunto de sintomas que resultam de alterações no cérebro e que podem afetar a memória, o pensamento, a linguagem, a orientação, o comportamento e a capacidade de realizar atividades do dia a dia.

A doença de Alzheimer é uma doença específica e é a causa mais comum de demência. Mas não é a única.
Existem outras causas e tipos de demência, como a:
- demência vascular;
- demência com corpos de Lewy;
- a demência frontotemporal.
- (e tantas outras mais).
E diferentes tipos de demência podem também coexistir.

Por isso:
Alzheimer pode causar demência.
Mas nem toda a demência é causada pela doença de Alzheimer.

Conhecer a diferença ajuda-nos a compreender melhor o diagnóstico — e, sobretudo, a perceber que a experiência de viver com demência não é igual para todas as pessoas.

💜





🟣 Dia Internacional da Pessoa IdosaPor aqui falamos muitas vezes sobre envelhecimento e demência.E é importante lembrar:...
01/10/2026

🟣 Dia Internacional da Pessoa Idosa

Por aqui falamos muitas vezes sobre envelhecimento e demência.
E é importante lembrar: envelhecer não significa ter demência. A idade é, sim, um dos fatores de risco, mas a demência não é uma consequência natural ou inevitável do envelhecimento.

Hoje, no Dia da Pessoa Idosa, ou do adulto mais velho (como até prefiro), gostaria de trazer outra palavra para esta conversa: resiliência.

Quando pensamos numa pessoa com 80 ou 90 anos, é fácil o nosso olhar ir para aquilo que já não consegue fazer, para aquilo em que precisa de ajuda, para as perdas ou para a vulnerabilidade.

Mas e se olhássemos também para tudo aquilo que foi preciso atravessar para chegar até aqui?

Décadas de mudanças. Perdas. Relações. Trabalho. Família. Doenças. Crises. Mudanças de casa, de papéis, de rotinas. Um mundo que se transformou vezes sem conta.

Há muita adaptação numa vida longa.

A vulnerabilidade pode existir, claro. Mas ser uma pessoa idosa não é, por si só, ser uma pessoa vulnerável.

E quando existe também um diagnóstico de demência, essa história não desaparece.

O diagnóstico não apaga as experiências, as competências, as estratégias que aquela pessoa desenvolveu ao longo da vida, nem tudo aquilo que já ultrapassou.

Talvez precisemos de olhar menos para a idade como uma lista de perdas e um pouco mais para a pessoa que está à nossa frente.

Porque envelhecer também é isto:
ter vivido, mudado, adaptado e continuado 💜





Muitas vezes, dizemos “Lembras-te?” com toda a naturalidade. Quase de forma inconsciente. Outras vezes, fazemos a pergun...
26/09/2026

Muitas vezes, dizemos “Lembras-te?” com toda a naturalidade. Quase de forma inconsciente. Outras vezes, fazemos a pergunta de forma consciente, até com a intenção de estimular cognitivamente a pessoa.

Mas será que ajuda?

Quando fazemos este tipo de pergunta, colocamos a memória da pessoa em teste.

E, quando a resposta não surge, pode ficar um vazio. A pessoa percebe que havia algo que deveria — ou que era suposto — recordar. Pode sentir-se frustrada, constrangida ou envergonhada.

É quase como colocar o dedo na ferida: chamamos a atenção precisamente para uma dificuldade que a pessoa pode já sentir no seu dia a dia.

E vale a pena pensarmos nisto: se estivéssemos a conversar com alguém sem um diagnóstico de demência, sentiríamos a mesma necessidade de confirmar constantemente aquilo de que essa pessoa se lembra?

Podemos falar sobre o passado, recordar histórias, olhar para fotografias e partilhar memórias sem transformar a conversa num teste.

Parece uma mudança pequena. Mas retirar este constante “lembras-te?” pode ser um passo enorme para uma comunicação mais respeitadora — e também para quebrar o estigma associado à demência.

Porque a pessoa não precisa de provar que se lembra para poder participar na conversa 💜

Prática D+ | Prática de Bolso





💜 21 de setembro | Dia Mundial da Doença de AlzheimerCerca de 57 milhões de pessoas viviam com demência em todo o mundo ...
21/09/2026

💜 21 de setembro | Dia Mundial da Doença de Alzheimer

Cerca de 57 milhões de pessoas viviam com demência em todo o mundo em 2021. A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, contribuindo para cerca de 60–70% dos casos.
A doença de Alzheimer e outras formas de demência estão entre as principais causas de morte a nível mundial.

Por detrás destes números existem pessoas, famílias e cuidadores cujas vidas são profundamente impactadas pela doença.

Assinalar este dia é também recordar a importância de continuarmos a exigir diagnósticos atempados, apoio adequado, cuidados dignos e respostas que acompanhem as necessidades de cada pessoa e de quem cuida.

A demência precisa de continuar a ocupar um lugar de destaque nas políticas de saúde e sociais — não apenas hoje, mas todos os dias.

E há algo que nunca devemos perder de vista: um diagnóstico transforma uma vida, mas não substitui a pessoa.

Que a consciencialização se traduza cada vez mais em conhecimento, compreensão e, sobretudo, em melhores cuidados. 💜

D+ | Demência Positiva

Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS) — Dementia Fact Sheet, atualizada em 2026 (dados globais de 2021).





09/09/2026

Na demência, onde termina a saúde e começa o social?

Conseguimos realmente separar o cognitivo do emocional, a saúde física da saúde mental, ou a pessoa do contexto em que vive?

Talvez a questão não seja onde termina um e começa o outro, mas como estas dimensões se interligam, se tocam e se sobrepõem.

E para ti, faz sentido esta separação?

Reflexão D+ 💜





Setembro é o Mês Mundial da Doença de Alzheimer💜(Mais) Um mês para aumentar a consciencialização sobre a doença de Alzhe...
02/09/2026

Setembro é o Mês Mundial da Doença de Alzheimer💜

(Mais) Um mês para aumentar a consciencialização sobre a doença de Alzheimer, combater o estigma e promover uma maior compreensão sobre o que significa viver com este diagnóstico.

Porque, mesmo com Alzheimer, a pessoa continua a ter a sua história, identidade, preferências e formas de se relacionar com o mundo.

Ao longo deste mês, o D+ | Demência Positiva continuará a dar espaço à informação, à reflexão e a uma visão mais positiva sobre a demência 💜

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🧠 Desmitificar+Embora não seja um dos mitos mais verbalizados, persiste a ideia de que uma pessoa com demência perde a c...
26/08/2026

🧠 Desmitificar+

Embora não seja um dos mitos mais verbalizados, persiste a ideia de que uma pessoa com demência perde a capacidade de imaginar, criar ou contribuir.

Ao longo dos anos, conheci pessoas que descobriram novas formas de expressão através da pintura, do desenho ou da cerâmica.
Outras, já ligadas às artes, mantiveram o gosto e muitas das competências adquiridas — talvez de forma diferente, mas ainda com identidade e intenção.

A criatividade não surge apenas na arte.
Pode revelar-se numa resposta inesperada, numa solução improvisada, numa associação de ideias ou num momento de humor.
Até aquilo que parece não fazer sentido pode conter imaginação e uma forma própria de interpretar o mundo.

Por vezes, as capacidades não desapareceram: precisam sim de oportunidade e espaço para se revelarem, em simultâneo com a orientação e a segurança necessárias.

A demência não elimina a criatividade.
Esta pode simplesmente encontrar outras formas de existir 💜





Isto não é sobre sandes!Há quem cuide em duas direções ao mesmo tempo.Dos filhos, que ainda precisam de apoio, e dos pai...
19/08/2026

Isto não é sobre sandes!

Há quem cuide em duas direções ao mesmo tempo.
Dos filhos, que ainda precisam de apoio, e dos pais ou familiares de gerações anteriores, cujas necessidades de cuidado vão aumentando.

No meio, ficam muitas vezes o trabalho, a casa, as contas, as relações, as decisões, a culpa e a sensação de que nunca se consegue chegar a tudo.

É a chamada Geração Sandwich.

E esta realidade, altamente exigente a todos os níveis no que diz respeito a “engrenar a máquina” do dia a dia, é frequentemente assumida pela mulher, que acumula diferentes papéis: mãe, filha, nora, companheira e cuidadora, somando responsabilidades de cuidado às restantes exigências da vida quotidiana.

Quando a demência faz parte desta realidade, conhecer melhor o diagnóstico pode ajudar — mas conhecer a pessoa continua o ponto central.

Não existem fórmulas que funcionem para todas as famílias. Mas partilhar responsabilidades, comunicar necessidades, procurar apoio e fazer pequenos ajustes pode tornar o cuidado mais sustentável para quem cuida, convive e vive com demência.

🤍 Cuidar de quem cuida também faz parte do cuidado (de todos os envolvidos).

Prática D+ 💜





Falar de prevenção é crucial.No entanto, a forma como comunicamos estes dados também importa.Ultimamente, tenho visto co...
05/08/2026

Falar de prevenção é crucial.
No entanto, a forma como comunicamos estes dados também importa.

Ultimamente, tenho visto com frequência, nas redes sociais, mensagens que afirmam que “até 45% dos casos de demência podem ser prevenidos”.

Compreendo a importância de falar sobre prevenção e sobre fatores de risco modificáveis. Promover a saúde, a educação ao longo da vida, a atividade física, as relações sociais e o acesso a cuidados adequados é essencial.

Mas reduzir o risco não é o mesmo que garantir que a demência será evitada.
Uma estimativa feita ao nível da população não pode ser transformada numa promessa individual.

A demência tem causas complexas e pode surgir também em pessoas que tiveram uma vida ativa, saudável, socialmente envolvida e intelectualmente estimulante.

Quando estes dados são apresentados de forma demasiado absoluta, podem criar falsas garantias e até deixar implícito que quem vive com demência não fez o suficiente para a prevenir.

Podemos incentivar a redução do risco sem simplificar a realidade, sem culpabilizar e sem prometer aquilo que a ciência não pode garantir.

Esta cautela não se aplica apenas à demência. Também falamos em prevenção relativamente ao cancro, à depressão e a muitas outras condições.

Existem fatores de risco sobre os quais podemos atuar, mas reduzir o risco ou prevenir uma parte dos casos ao nível da população não significa que seja possível evitar todos os casos - nem responsabilizar quem adoece.

Prevenir quando possível, reduzir o risco sempre que possível — mas comunicar com rigor e humanidade.

Reflexão D+





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