D+ Demência Positiva

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D+ | Demência Positiva:
Espaço de conhecimento, partilha de informação e experiência, e de apoio para pessoas que vivem com demência, famílias, cuidadores e profissionais.

Hoje celebra-se o Dia Internacional da Família.De Todo o tipo de Família 💜D+ | Demência Positiva
15/05/2026

Hoje celebra-se o Dia Internacional da Família.
De Todo o tipo de Família 💜

D+ | Demência Positiva

14/05/2026

Imagina envelhecer num lugar onde já não és visto como pessoa… apenas como rotina, tarefa ou diagnóstico.

Embora existam estruturas e profissionais que procuram cuidar com humanidade, muitas práticas institucionais continuam profundamente enraizadas na maioria dos lares em Portugal.
E muitas vezes me pergunto se algum dia vão efectivamente mudar...

Atualmente, os lares são designados por ERPI (Estrutura Residencial para Pessoas Idosas), um termo técnico e institucional que, por vezes, parece refletir uma cultura onde a doença, a gestão e a instituição prevalecem sobre a pessoa, a identidade e a relação humana.

A demência não retira humanidade.
E envelhecer não deveria significar tornar-se invisível. 💜

💭 Que tipo de lugares, relações e cultura de cuidado queremos realmente criar?

Reflexão D+


🧠 Desmitificar+Nem toda a contenção é feita com intenção de magoar.Mas quando a resposta ao sofrimento, desorientação ou...
07/05/2026

🧠 Desmitificar+

Nem toda a contenção é feita com intenção de magoar.
Mas quando a resposta ao sofrimento, desorientação ou agitação passa imediatamente por restringir a pessoa, vale a pena questionar: estamos realmente a proteger… ou apenas a controlar?

Na demência, comportamentos têm significado.

Antes da contenção, deve existir avaliação, compreensão, adaptação do ambiente e procura da causa do desconforto.

Há mais de uma década, quando me deparei pela primeira vez com alguém deitada de lado, amarrada pelos pulsos à cama, fiquei super confusa e triste com aquilo que estava a ver.

Foi-me dito que era normal. (Eu é que tinha que me habituar).
Que teria de ser assim porque ela tirava a fralda.

Hoje em dia percebo melhor a realidade da falta de staff, da exaustão e da dificuldade em dar resposta a necessidades constantes com tempo, paciência e repetição.
Mas aquilo que ainda não consigo entender é como esta realidade continua a existir e a ser normalizada em alguns contextos.

Aquela senhora, quando era desamarrada de manhã, depois de passar toda a noite na mesma posição, presa de movimentos e sem autonomia, a primeira coisa que fazia era tentar bater-nos. Então passou a ser vista como “agressiva”.
E não era.

Aquilo que lhe estava a ser feito — como a qualquer pessoa, com ou sem demência — podia despertar medo, sofrimento e respostas de sobrevivência.

Comportamentos têm significado.

Entendo que, em situações muito específicas e devidamente avaliadas clinicamente, possam existir medidas prescritas e monitorizadas.

Mas fora disso, contenção não é proteção.
Proteção deve incluir dignidade, conforto, autonomia e humanidade.

Na demência, o que a pessoa vê e sente é real para ela — mesmo quando não corresponde à realidade objetiva.Corrigir com ...
29/04/2026

Na demência, o que a pessoa vê e sente é real para ela — mesmo quando não corresponde à realidade objetiva.

Corrigir com lógica nem sempre ajuda.
Às vezes, aumenta a confusão, a ansiedade e a desconfiança.

O que faz a diferença?
👉 Validar
👉 Compreender
👉 Reassegurar

Entrar no mundo da pessoa não é reforçar o erro, mas sim cuidar com mais humanidade.

Prática D+

São as pequenas coisas. As pequenas coisas são essenciais para que as grandes aconteçam.Para melhor cuidar, para menos s...
14/04/2026

São as pequenas coisas.

As pequenas coisas são essenciais para que as grandes aconteçam.

Para melhor cuidar, para menos se frustrar, para se sentir emocionalmente, as pequenas coisas têm um impacto gigante.

Exemplos: fazer uma pausa de 20 minutos — realmente fazer a pausa — estar conectado consigo próprio/a, seja sentar e observar o tempo lá fora enquanto bebe um chá, seja outra coisa qualquer que lhe faça sentido.

Permitir o descanso mental, assim como o descanso físico.

Pequenas coisas podem ser apenas isso: pequenos períodos de tempo de autocuidado, tirados ao longo do dia, promovem não só o relaxamento e pausa de um trabalho por vezes exigente, como nos permitem estar mais saudáveis na relação com os outros e com aqueles que convivemos.

Essas “pequenas coisas” transformam-se em grandes coisas na perspetiva da pessoa que vive com demência, no sentido daquilo que sente através das relações estabelecidas com os outros, sejam cuidadores familiares, informais não familiares, cuidadores formais e diversos profissionais.

Um bem-haja às pequenas coisas que tornam os dias mais leves, ainda que com o mesmo trabalho e dedicação.

Vamos tornar as pequenas coisas uma presença constante e consistente no nosso dia-a-dia.
Por um cuidado com mais qualidade e um autocuidado reparador, sem culpa.

Qual foi a pequena coisa que fez a diferença hoje?

Reflexão D+


❤️

🧠 Desmitificar+A agressividade não faz parte da demência.Muitas vezes ouço: “cada vez está pior, está agressivo”, como s...
08/04/2026

🧠 Desmitificar+

A agressividade não faz parte da demência.
Muitas vezes ouço: “cada vez está pior, está agressivo”, como se fosse algo intrínseco à demência.
Não é.

Pessoas com diferentes personalidades podem desenvolver demência.
E pessoas que nunca foram agressivas podem apresentar comportamentos inesperados.

Na minha prática, observo frequentemente que estes comportamentos surgem como resposta a algo que não está a ser compreendido ou atendido.

Muitas vezes, são uma forma de comunicação.
Não é pessoal.

Podem refletir dor, medo, frustração ou dificuldade em compreender o que está a acontecer.

À luz do cuidado centrado na pessoa (Tom Kitwood), é essencial olhar para além do comportamento e procurar o seu significado.

Quando olhamos apenas para o comportamento, podemos perder a oportunidade de compreender a pessoa.

Cuidar também é saber interpretar o que não é dito.

Já presenciaste uma situação assim?


Sob a premissa de que "cada caso é um caso", nem sempre a exclusão é intencional.Muitas vezes, resulta da pressa, do háb...
01/04/2026

Sob a premissa de que "cada caso é um caso", nem sempre a exclusão é intencional.

Muitas vezes, resulta da pressa, do hábito ou da crença de que a pessoa já não compreende.

Comunicar é mais do que obter respostas.
É reconhecer presença, identidade e dignidade.

Falar com a pessoa, mesmo quando a comunicação é difícil, é um passo essencial para um cuidado verdadeiramente centrado na pessoa.

Prática D+

👉 Já te apercebeste de situações como esta no dia a dia?


Ainda não há cura para a demência…mas há muito que podemos fazer todos os dias.Podemos abrandar, escutar com presençae c...
17/03/2026

Ainda não há cura para a demência…
mas há muito que podemos fazer todos os dias.

Podemos abrandar, escutar com presença
e comunicar de forma mais simples.

Podemos falar mais sobre demência, sem tabus.

Podemos validar emoções, mesmo quando não compreendemos tudo.

Podemos adaptar o ambiente, respeitar o ritmo
e, acima de tudo, ver a pessoa para além do diagnóstico.

O estigma nasce da falta de compreensão.
A mudança começa em pequenas atitudes.

💭 Vamos reduzir o estigma?
✨ Pequenas ações provocam mudança.

Reflexão D+

08/03/2026

Feliz Dia Internacional da Mulher 💃

Vale a pena lembrar que a maioria dos cuidadores de pessoas com demência são mulheres, tanto no cuidado informal (família) como profissional.

Muitas das vezes acumulam funções de cuidado, dando apoio a várias pessoas (com e/ou sem diagnóstico de demência), articulando diversas dimensões do cuidado, com os cuidados básicos, a saúde, o social, as finanças.

Os dados estatísticos mostram que:

- Em Portugal mais de dois terços das pessoas com demência são mulheres;

- Na Europa, as mulheres representam cerca de 60-65% das pessoas que vivem com demência;

- E globalmente, 2 em cada 3 pessoas com doença de Alzheimer são mulheres.

As mulheres estão dos dois lados da realidade da demência:
entre quem vive com a doença e entre quem cuida.

✨ Às mulheres
D+ Visibilidade 💚💜


🌷

🧠 Desmitificar+A demência não faz parte do envelhecimento natural.Muitas pessoas encaram com normalidade o "ter demência...
05/03/2026

🧠 Desmitificar+

A demência não faz parte do envelhecimento natural.

Muitas pessoas encaram com normalidade o "ter demência" por ser idoso - isto é mito, crença que urge ser desconstruida.

Embora o risco de desenvolver demência possa aumentar com a idade (mas existem outros factores), ela é causada por doenças que afetam o cérebro, como a doença de Alzheimer, ou corpos de Lewis.
A demência é, portanto, uma doença que afecta o cérebro.

Muitas pessoas vivem até idades avançadas sem nunca desenvolver demência. Por outro lado, existem muitas pessoas que vivem com demência ainda em idade activa, entre os 40-60 anos.

Desmistificar ideias erradas é um passo essencial para reduzir o estigma e promover uma sociedade mais informada e mais inclusiva.

✨ Informar também é cuidar.

Foi recentemente aprovada, em Portugal, a Lei n.7/2026, que estabelece o Estatuto da Pessoa Idosa.Trata-se de um marco h...
01/03/2026

Foi recentemente aprovada, em Portugal, a Lei n.7/2026, que estabelece o Estatuto da Pessoa Idosa.

Trata-se de um marco histórico não so' para as pessoas idosas, mas para a sociedade em geral.

Enquanto adultos já salvaguardamos também o nosso futuro no que diz respeito a questões legais de:

- reforço da proteção dos direitos fundamentais da pessoa idosa;

- promoção da dignidade, autonomia, participação ativa e liberdade de decisão sobre a propria vida;

- incentivo a politicas de envelhecimento digno e direito a cuidados de saúde e proteção social adequados;

- articulação com legislação já existente;

- incentivo e apoio, através de respostas sociais e de saúde, bem como de serviços de adaptativos e/ou de tecnologia, a permanência no domicilio e comunidade por máximo de tempo possível.

👉 Em países lusófonos, a proteção legal da pessoa idosa encontra-se em diferentes estágios de desenvolvimento.
No Brasil existe um enquadramento mais consolidado, embora em continua atualização, enquanto Portugal e Angola continuam a desenvolver e reforçar os seus enquadramentos legais.

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