O Despertar das mulheres

O Despertar das mulheres Depois dos 50 anos deparei-me com o desemprego, a menopausa e o síndrome do ninho vazio. Perdi-me e reencontrei-me.

Partilho aqui convosco as minhas reflexões, espero que vos ajudem a superarem-se e empoderarem-se.

20/04/2026

Agora é a minha vez!
Encontrei a minha paz, dentro de mim. É só lá que a conseguimos encontrar, mas andamos a vida toda à procura lá fora e nos outros.
E a vida f**a tão mais leve e tão mais bela!
Usufruo cada momento da minha vida como se fosse o último, com amor, com compaixão, com calma, com entrega e consciencia plena.
É uma sensação tão boa que até assusta, e até penso, será que vou morrer em breve? Se consegui chegar aqui, já não deve haver mais para aprender...
E acho que é isso mesmo, está na hora de ensinar, de partilhar as minhas aprendizagens com os outros e sem medo.
Quanto a não haver mais nada para aprender é uma ilusão...porque ainda não sei nada, só estou a começar a viver agora, porque até aqui, vivi a vida dos outros e para os outros.
Agora é a minha vez!

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13/04/2026

A saga da igualdade de tarefas em casa continua…
Tenho escrito pouco, porque este processo é difícil e acho que todas temos a tendência de só partilhar o que corre bem. Está errado, vou-me esforçar por partilhar tudo, o bom e o menos bom.
Ontem senti-me poderosa, consegui impor os meus limites em casa e nas tarefas, e não é nada fácil, são 3 adultos a reclamar (pai e filhos) e a não perceberem a minha atitude, a interpretarem como se eu os tivesse deixado de amar, mas estou apenas a pedir justiça, igualdade e respeito. Estou só a amar-me mais e a valorizar-me mais, só isso.
Mas hoje, acabei por ceder e fazer tarefas que não era suposto. Mas percebi que tenho de fazer este jogo de avanços e recuos, para gerir a paz familiar, mas sem me anular, explicando que não concordo, que não é justo, que tem de mudar a dinâmica familiar e que a divisão de tarefas deve ser reformulada, mas fiz o que precisava de ser feito e ninguém ia fazer…
Respirei fundo, uma, duas e três vezes, e disse para mim: Tem paciência, assertividade, boa comunicação, enfim, diplomacia e vais conseguir, tu consegues!

14/01/2026

Eu disse que estava em reta final de processo de transformação? Impossível, está sempre a alterar-se. Isto é um processo contínuo, não pára! Porque é que nós mulheres somos tão complexas? Será da intuição e da nossa sensibilidade? Agora que estou mais atenta a tudo, porque desliguei o piloto automático, agora que me coloco como 1ª prioridade e imponho os meus limites aos mais próximos, percebo que vejo com mais clareza, e constato que construi uma imagem sobre eles que não é real, e lidar com essa desilusão é extremamente doloroso!
Como nunca vi isso? É impressionante as máscaras e narrativas que criamos para nós próprios para vivermos, mas isso não é viver, é sobreviver. Viver é encarar a verdade, é sermos autênticas, assusta, mas vale a pena!
Este é hoje, o meu grito de coragem, para sermos mais autenticas, para vivermos mais alinhadas com a nossa essência, o nosso ser, a nossa verdade, o nosso interior, a nossa alma!

19/12/2025

Estou na reta final de um processo de transformação na minha vida. A menopausa, o síndrome do ninho vazio e as mudanças profissionais, obrigaram-me a mergulhar num processo de autoconhecimento. Que se no inicio foi de dor, assustador e desorientador, hoje reconheço que foi fundamental para tomar a verdadeira consciência de mim, para liderar a minha vida, sem dependências emocionais nem financeiras, para encontrar o rumo que realmente quero, não mais disfarçado pelo piloto automático de querer corresponder às expectativas que achava que os outros tinham de mim. E hoje reconheço que apesar de difícil, valeu a pena e hoje tenho orgulho de quem fui, de quem sou e de quem ainda me vou tornar!
Sinto-me em paz comigo mesma, sinto-me confiante no futuro que vou construir, sinto-me tranquila a viver cada dia como se fosse o ultimo, apreciando e valorizando cada momento em plena consciência e total atenção.

27/11/2025

Sinto que estamos na era da revolução das mulheres, isto é, as mulheres chegaram a um ponto de evolução que senão se conseguirem impor como seres iguais aos homens, só uma revolução tornará realidade a igualdade do género.
E mais, sinto que o poder desta mudança de mentalidades está em nós mulheres, na nossa capacidade de impor limites, na família, nas relações, no trabalho e sociedade em geral e no nosso poder de influenciar e de educar os nossos filhos homens e mulheres com estes novos valores.
E aqui está o toque na ferida, porque nós inconscientemente, na maioria das vezes, em modo piloto automático, repetimos o padrão de comportamento das nossas mães que já não se adequa aos dias de hoje.
Eu própria tomei consciência disso, quando de forma inconsciente facilitava mais com o filho homem, desculpando-o por estar menos disponível para tarefas domésticas, por ser mais rebelde e menos estudioso, porque de alguma forma estava interiorizado na minha herança cultural que são características normais e esperadas num rapaz.
E aí percebi que só quando nós questionarmos estes conceitos pré-formatados do que é suposto ser rapaz ou rapariga, só quando conseguimos pôr em causa tudo o que aprendemos e interiorizamos como verdade, só quando tomarmos consciência que esses conceitos já não fazem sentido no mundo atual, é que estamos capazes de introduzir as mudanças necessárias para haver igualdade de género de facto na nossa sociedade!

13/11/2025

Tive a iniciativa de abordar o assunto ao jantar com marido e filhos adultos, que tendo em consideração que estamos no seculo XXI, em democracia e em tempos de respeito pela igualdade do género, esclareci que era hora de repartirmos as tarefas domesticas.
Reagiram todos mal, e claro que a culpa é minha…fui eu que os habituei mal, faço sempre tudo.
Acham que com a menopausa estou a f**ar maluca, atreveram-se a dizer que esse é o meu papel de mulher e de mãe, cuidar da casa…Sério?
Já estava magoada com a desvalorização, mas entenderem que ser mulher e mãe é ser cozinheira e empregada limpeza da casa, isto já foi demais! Claro que me saltou a tampa, tenho de manter a calma, carregar baterias e voltar à carga noutro dia…sim, porque não vou desistir!

12/11/2025

Já não vivemos na época das nossas mães e já não é justo nem equilibrado repetirmos o padrão comportamental das nossas mães.
No tempo delas assumiam todos esses papeis porque era esse o seu trabalho: cuidar das relações, da família e governar a casa. Hoje temos carreira, pelo que não faz sentido acumular todas as outras responsabilidades.
Tenhamos a coragem de dividir tarefas com equidade em casa e nos fazermos valorizar por esse trabalho. Tenhamos coragem de impor os nossos limites e nos fazermos respeitar.
Não esqueçamos o poder que temos de mudar esta mentalidade patriarcal, somos mães e educadoras e temos o poder de fazer a mudança através dos nossos filhos, temos de os educar para um mundo melhor!

11/11/2025

Estamos exaustas de sermos as mulheres perfeitas que as nossas mães nos ensinaram a ser.
Fartas de sermos excelentes mães sempre presentes, donas de casa de referência, mulheres com carreiras de sucesso, amantes disponíveis, mulheres elegantes, bonitas e que se cuidam!
Esta nossa exigência de sermos tudo isto, coloca-nos sob pressão diária e leva-nos à exaustão física e mental.
Chegou o momento de pararmos e refletirmos.

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