01/10/2022
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As estatísticas sugerem que a atividade física poderia prevenir cerca de 25% dos casos de Câncer de Mama, além disso, pessoas que fazem exercício após o tratamento possuem reduções de até 60% no risco de morte. Sem falar que a prática de atividade física durante o tratamento ajuda no controle do crescimento do tumor e controla diversos efeitos colaterais, como sarcopenia, perda de massa óssea e cardiopatias. Enfim, o exercício é bom antes, durante e depois.
Especificamente sobre o câncer de mama, há algumas barreiras que precisam ser vencidas, como o medo de linfedema. O problema envolve o inchaço de nódulos do sistema linfático e está associado ao tratamento do câncer, seja pela remoção de linfonodos pela cirurgia, seja por danos sofridos pela radio ou quimioterapia. Com isso, é comum que pessoas afetadas pelo câncer de mama tenham medo de fazer esforço com membros superiores, principalmente os que envolverem os músculos do peitoral.
No entanto, as evidências não corroboram com tal medo. Na verdade, os artigos sugerem o contrário: que o treinamento com pesos reduz o risco de linfedema e, nos que já o tem, o exercício ajuda a atenuar o problema. Em uma revisão de Hayes et al. (2022) foi verificado que a realização de exercício pode reduzir o risco de desenvolver linfedema em 51%. Além disso, a realização de exercício por quem já tem linfedema não agrava o quadro. Pelo contrário, o exercício melhorou vários aspectos, como dor, fadiga, qualidade de vida, funcionalidade e força.
Estimulem a prática de exercício, pessoal! Ele vai ajudar a prevenir o problema e ainda ajudará no tratamento. No geral, os medos e restrições sobre sua prática são frutos de mitos e desinformação! Corram no (https://nerdflix.paulogentil.com/) para verem as aulas sobre câncer!!
(Paulo Gentil – www.paulogentil.com )