13/04/2023
💡Pacientes com doenças alérgicas, como urticária e dermatite atópica, frequentemente podem perceber piora de suas crises alérgicas, em muitos casos, correlacionando à ingesta de alguns grupos de alimentos, o que muitas vezes os fazem chegar à consulta preocupados em estarem desenvolvendo ALERGIAS ALIMENTARES.
🍷🧀Alguns alimentos podem apresentar quantidades elevadas de histamina em sua composição, sendo importante ressaltar que o processo de maturação pode elevar ainda mais esses níveis. Enquanto isso outras substâncias podem atuar como “liberadores de histamina”, estimulando sua secreção pelas células corporais. Os alimentos produzidos principalmente por fermentação microbiana, como queijo envelhecido, chucrute, vinho e carne processada apresentam exacerbada quantidade de histamina.
🍋🍊🍓🍇Os principais alimentos fonte de histamina que são derivados de plantas, incluem frutas cítricas, mamão papaia, morango, abacaxi, berinjela, amendoim, tomate, espinafre, soja, lentilha, chá verde, chocolate e cacau. Em relação aos de origem animal são os peixes, crustáceos, clara de ovo e carne de porco. Cogumelos também podem ser fontes de histamina. Ela pode estar presente também nos aditivos alimentares, vinagre, alcaçuz e demais especiarias como canela, cravo e pimenta.
❗️A orientação aos pacientes, sempre é o bom senso.
Diferente das alergias alimentares, onde a restrição total deve ser adotada, no caso dos alimentos histaminérgicos, estes devem ser evitados em épocas de exacerbação da urticária e da dermatite atópica , por exemplo.
Nestes períodos de crise , recomenda-se o consumo de alimentos in natura principalmente, leite de vaca, manteiga, requeijão, queijo cottage, ricota; carnes de aves e carneiro; batata, milho, arroz e farinha; os vegetais abobrinha, aipo, brócolis, cebola, couve, couve-flor, abóbora, moranga, beterraba, cenoura e chuchu; as frutas ameixa, caqui, figo, maçã, melão, uva e coco; as oleaginosas noz, macadâmia e castanhas.