30/05/2022
"O que cai vira adubo. Recolher-se é importante. Somos natureza e vivenciamos nossos ciclos. Forçamos nossa existência a seguir o tempo linear do capital. Mas nosso tempo é cíclico, tempo-espiral. Conhecer a Lua, as estações, o óvulo, cada um em seu ritmo, no seu ciclo e confluindo.
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Ser flor é se permitir revolver a terra, lançar-se como semente, nutrir, florescer e reflorescer conectada com o ciclo pessoal e do universo. Ser flor é se conectar com os ritmos e ciclos que habitam o dentro. A árvore no outono se despede das suas folhas para que elas sirvam de adubo para a terra. Se no outono as árvores não deixassem suas folhas irem, não sobreviveriam à próxima estação. É preciso entrega, deixar ir o que não serve mais para proteger o que é mais importante.
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No inverno, apesar da escassez, tudo o que é necessário está nas raízes. A árvore não morre, se recolhe, pois a nutrição está muito lá dentro e é preciso poupar energia. A escassez do momento pode trazer a sensação de uma eternidade, mas é aí que as raízes se fortificam.
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Confia que a natureza é cíclica e sempre se volta para a vida. Assim como a árvore se recolhe e seca, ela também retorna ao seu esplendor, dando frutos e sendo radiante na sua abundância. Este é o ciclo vida-morte-vida dentro do corpo, fora do corpo.
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Cada tempo com uma necessidade a ser honrada e com sua nutrição. Todo o nosso corpo gesta e uma hora nasce".
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Texto de autoria de Renata Stein, presente na .
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