Enfermeiro Panilson Lopes

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Por que as pessoas dizem que o Medicamento Português é melhor? Será que é correcto afirmar isso? Não é correto dizer sim...
04/09/2026

Por que as pessoas dizem que o Medicamento Português é melhor? Será que é correcto afirmar isso?
Não é correto dizer simplesmente que “medicamento português é melhor que medicamento indiano”

A qualidade de um medicamento depende muito mais do fabricante, registro, controle de qualidade, armazenamento e procedência do que apenas do país onde foi produzido.

🇮🇳 Por que existem tantos medicamentos indianos em Angola?

A Índia possui uma indústria farmacêutica enorme e é um dos grandes produtores mundiais de medicamentos genéricos. Muitos medicamentos indianos são produzidos para mercados internacionais e podem ter preços mais acessíveis.

Genérico significa, de forma simples, um medicamento que contém o mesmo princípio ativo e deve cumprir requisitos de qualidade, segurança e eficácia estabelecidos pelas autoridades reguladoras.

Por isso, um medicamento fabricado na Índia não é automaticamente inferior.

🇵🇹 E os medicamentos portugueses?

Portugal também possui fabricantes farmacêuticos e medicamentos de referência e genéricos sujeitos à regulamentação europeia. Por isso, muitas pessoas podem ter maior confiança nesses produtos.

Mas dizer:

“Português é bom e indiano é ruim”
é uma generalização que não é cientificamente correta.

Na realidade, podemos ter:

🇮🇳 medicamento indiano de excelente qualidade e também medicamento indiano de procedência duvidosa.

Da mesma forma:

🇵🇹 medicamento português de excelente qualidade e dependendo da cadeia de distribuição, pode haver também produto armazenado inadequadamente, falsificado ou fora das especificações.

A própria OMS alerta que medicamentos de qualidade inferior ou falsificados podem ser encontrados em diferentes países e que tanto medicamentos genéricos quanto medicamentos inovadores podem ser falsificados.

Às vezes o problema não está no fato de o medicamento ser indiano. Pode estar na origem do produto.

A OMS destaca justamente que cadeias de distribuição longas e produtos provenientes de fontes desconhecidas aumentam o risco de medicamentos falsificados ou de qualidade inferior chegarem ao paciente.

E isso é particularmente importante com antibióticos e antimaláricos, porque um medicamento de qualidade inferior pode fazer o tratamento falhar e contribuir para resistência antimicrobiana.

“Não devemos avaliar um medicamento apenas pela bandeira que está na caixa. Um medicamento indiano não é necessariamente pior que um português. O que devemos avaliar é quem fabricou, se o produto é registrado, se veio de uma fonte autorizada, se foi corretamente armazenado e se cumpre os padrões de qualidade.”

Um medicamento indiano por ser mais barato que um português não significa, por si só, que seja de menor qualidade.
O preço e a qualidade são coisas diferentes.

🇮🇳 Por que muitos medicamentos indianos custam menos?

1. A Índia produz medicamentos em enorme escala
A indústria farmacêutica indiana fabrica grandes quantidades, especialmente medicamentos genéricos. Produzir em grande volume reduz o custo por unidade.

2. Muitos são medicamentos genéricos
Depois que a patente de determinado medicamento expira, vários fabricantes podem produzir o mesmo princípio ativo. A concorrência aumenta e o preço tende a cair.

3. Custos de produção podem ser menores
Dependendo do fabricante, custos de mão de obra, matérias-primas, instalações e outros componentes da produção podem ser menores na Índia do que em alguns mercados europeus.

4. Existe muita concorrência entre fabricantes
A Índia possui uma indústria farmacêutica muito competitiva. Empresas disputam mercados nacionais e internacionais, inclusive através de preços mais baixos.

5. O preço final não depende apenas do fabricante
Quando um medicamento chega a Angola, entram outros custos: transporte, importação, impostos, distribuição, margem do fornecedor e da farmácia. Portanto, dois medicamentos iguais podem chegar ao consumidor com preços bastante diferentes.

💊 Então, o indiano é pior?

Não necessariamente.
Imagine dois comprimidos:

Medicamento A: fabricado por uma empresa indiana devidamente regulamentada.
Medicamento B: fabricado por uma empresa portuguesa devidamente regulamentada.

Se ambos contêm o mesmo princípio ativo, na mesma dose, e cumprem os padrões de qualidade exigidos, o fato de A custar menos não permite concluir que A seja inferior.

Existem fabricantes excelentes e existem produtos de procedência duvidosa. Isso também pode acontecer com medicamentos provenientes de outros países.

Como alguém que trabalha na área da saúde, eu resumiria assim:

“Preço baixo não é sinônimo de baixa qualidade, assim como preço alto não é sinônimo de alta qualidade. A qualidade de um medicamento deve ser avaliada pela sua procedência, fabricante, regulamentação, controle de qualidade, autenticidade e condições de armazenamento.”

E no contexto angolano, a procedência é especialmente importante quando o medicamento vem do mercado informal, porque aí já não estamos simplesmente comparando “Índia versus Portugal”; estamos comparando um produto de origem conhecida com um produto cuja origem e condições de conservação podem ser desconhecidas.

Se de facto os medicamentos indianos fogem perigos , maior parte da nossa população Angola já não estariam aqui entre nós, ou seja nós nossos hospitais e farmácias, existe muitos medicamentos de origem indianas e isso não constitui um problema de saúde pública para ser estudada, porque os medicamentos dessa origem, têm mostrado muita eficácia 🙏🏻

Autor: Enfermeiro Panilson Lopes
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03/09/2026

Quem é que vos ensinou que os medicamentos Portugueses são melhores que os medicamentos Indianos? Ou seja, quem vos disse que os medicamentos Indianos não são bons?

A carne cultivada em laboratório, identificada nos rótulos por termos como "cultivada em células" ou cultured meat, já é...
01/09/2026

A carne cultivada em laboratório, identificada nos rótulos por termos como "cultivada em células" ou cultured meat, já é uma realidade regulamentada que desafia o modelo tradicional da pecuária.

Produzido a partir da multiplicação de células animais em biorreatores, o alimento entrega o mesmo sabor e textura da proteína convencional, mas elimina completamente a necessidade de criação e abate de gado no pasto.

Essa nova categoria exige atenção redobrada dos consumidores na hora das compras, pois as embalagens devem discriminar claramente a origem tecnológica do produto.

Enquanto defensores destacam os benefícios ambientais e o fim do sofrimento animal, a indústria corre para baratear os custos e vencer a resistência do público tradicional.

Obs: Esse conteúdo compilei da página Fatos Desconhecidos

PERGUNTA POLÊMICA PARA OS PROFISSIONAIS DE SAÚDEUm médico, enfermeiro ou cirurgião estuda profundamente anatomia, fisiol...
31/08/2026

PERGUNTA POLÊMICA PARA OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Um médico, enfermeiro ou cirurgião estuda profundamente anatomia, fisiologia, farmacologia e fisiopatologia. Sabe que o tabagismo e o consumo excessivo de álcool estão associados a diversas doenças e complicações.

Mas, mesmo assim, alguns profissionais de saúde fumam e/ou consomem álcool.

Afinal, como explicar essa contradição?

É falta de coerência profissional?
É hipocrisia?
É simplesmente uma escolha pessoal?
Ou o conhecimento científico não é suficiente para vencer a dependência, os hábitos e as pressões psicológicas e sociais?

Na tua opinião: um profissional de saúde que fuma ou bebe excessivamente perde credibilidade quando aconselha um paciente a abandonar esses hábitos? Por quê?

Quero saber a opinião de médicos, enfermeiros, estudantes e também dos pacientes. 👇
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30/08/2026

Qual é a diferença de edema e ascite?

28/08/2026

Se o Médico, aos invés de prescrever 1,5mg de dipirona, ele prescreve 15mg e o Enfermeiro aplica os 15mg de dipirona e o paciente vai ao óbito.

De quem é a culpa?

Qual desses pacientes deve ser atendido primeiro ?
27/08/2026

Qual desses pacientes deve ser atendido primeiro ?

No Museu Médico Maude Abbott, nas dependências da Universidade McGill, em Montreal, há um espécime que ninguém esquece d...
25/08/2026

No Museu Médico Maude Abbott, nas dependências da Universidade McGill, em Montreal, há um espécime que ninguém esquece depois de vê-lo.

Trata-se da própria traqueia de uma criança que tinha apenas 2 anos e meio de idade. Ela foi cuidadosamente aberta ao longo da parte posterior, para que fosse possível ver exatamente o que aconteceu: um amendoim alojado bem no ponto em que a via aérea se divide em direção aos dois pulmões, bloqueando completamente a passagem do ar. De acordo com os registros do museu, os pulmões da criança eram perfeitamente saudáveis. O problema nunca foi a saúde da criança; foi o tamanho da própria via aérea.

Os médicos explicam que, em crianças com menos de 4 anos, essa passagem pode ter apenas a largura de um dedo mindinho, e elas ainda não têm os molares necessários para triturar adequadamente alimentos duros. Basta rir, chorar ou correr enquanto comem para que algo tão comum quanto um amendoim vá parar onde não deveria. É por isso que os pediatras continuam repetindo o mesmo conselho há gerações: nada de nozes inteiras, sementes ou pipoca antes dos 4 anos. Há décadas, esse espécime vem lembrando as pessoas disso sem dizer uma única palavra.

Essa publicação tirei na página Mais( achei ser útil e partilhei com vocês)

FavoritoDizem só ao Favorito que preciso de um quadro 🖼️ tipo esse que está na publicação, mas de um tamanho maior, para...
24/08/2026

Favorito
Dizem só ao Favorito que preciso de um quadro 🖼️ tipo esse que está na publicação, mas de um tamanho maior, para começar a dar aulas aqui na minha página.

Me apercebe que ele está oferendo dinheiro 200mil para os seus seguidores, dizem só a ele que o dinheiro pode converter no quadro e nos marcadores.

Marquem aqui o Favorito ou um empresário que pode me ajudar com um quadro maior desse tipo.

Já agora o que tens a dizer sobre os Choques?⚡️ o que devemos fazer para previnir as pessoas de um desses choques?

Hoje vamos falar sobre a Malária A malária é uma doença infecciosa causada por parasitas do género Plasmodium. A transmi...
23/08/2026

Hoje vamos falar sobre a Malária

A malária é uma doença infecciosa causada por parasitas do género Plasmodium. A transmissão ocorre principalmente através da picada de mosquitos fêmeas do género Anopheles infectados.

Aqui no nosso Pais(Angola)a espécie de parasita predominante é o Plasmodium falciparum, que é também uma das espécies capazes de provocar as formas mais graves da doença. (Organização Mundial da Saúde⁠)

A malária é prevenível e tratável, mas pode tornar-se grave e levar à morte quando não é diagnosticada e tratada adequadamente.

Se uma pessoa tiver Febre, será que tem automaticamente Malária?

NÃO!
Febre não é sinónimo de malária.

A febre é um sinal clínico, e não uma doença específica.

Uma pessoa pode apresentar febre por várias razões, incluindo diferentes infecções e outras condições clínicas.

O problema é que os primeiros sintomas da malária especialmente febre, calafrios e dor de cabeça podem ser semelhantes aos de outras doenças febris.

Por isso, não é cientificamente correto olhar para uma pessoa com febre e afirmar imediatamente: “é malária”.

Como saber se é realmente malária?

Quando existe suspeita de malária, deve-se procurar uma unidade sanitária para avaliação.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que os casos suspeitos sejam confirmados através de um teste parasitológico, geralmente:

🩸 Microscopia do sangue, ou
🧪 Teste de Diagnóstico Rápido (TDR/RDT).

Esses exames ajudam o profissional de saúde a diferenciar a malária de outras causas de febre e permitem escolher o tratamento adequado.

Por que não devemos tomar antimalárico simplesmente porque estamos com febre?

Porque nem toda febre é causada pelo parasita da malária.

A OMS recomenda o diagnóstico parasitológico rápido nos casos suspeitos sempre que o teste estiver disponível. (Organização Mundial da Saúde⁠)

Importante: a decisão sobre o tratamento deve seguir a avaliação clínica e os protocolos nacionais aplicáveis. Em situações em que o teste não está imediatamente disponível, o profissional de saúde pode precisar tomar uma decisão clínica conforme as circunstâncias.

Quais são os sintomas da malária?
Os sintomas iniciais mais comuns incluem:

🌡️ Febre
🥶 Calafrios
🤕 Dor de cabeça
Mialgia (dores musculares)
Também podem aparecer outros sintomas, dependendo do caso.

A malária pode começar de forma aparentemente simples, mas algumas infecções podem evoluir rapidamente para uma forma grave. (Organização Mundial da Saúde⁠)

ATENÇÃO AOS SINAIS DE MALÁRIA GRAVE
Uma pessoa com suspeita de malária precisa de atendimento médico urgente quando apresenta sinais como:

🔴 Alteração ou perda da consciência;
🔴 Convulsões;
🔴 Dificuldade para respirar;
🔴 Fraqueza ou cansaço extremo;
🔴 Urina escura ou com sangue;
🔴 Icterícia — pele ou olhos amarelados;
🔴 Sangramento anormal;
🔴 Agravamento rápido do estado geral.

Esses sinais podem indicar malária grave ou outra situação clínica séria e exigem atendimento imediato. (Organização Mundial da Saúde⁠)

QUEM CORRE MAIOR RISCO DE TER MALÁRIA GRAVE?
Algumas pessoas apresentam maior risco de complicações graves, especialmente:

👶 Crianças menores de 5 anos;
🤰 Mulheres grávidas;
👤 Pessoas que não possuem imunidade prévia à malária;
👥 Algumas pessoas com determinadas condições que comprometem a imunidade.

Por isso, febre numa criança pequena ou numa mulher grávida merece atenção especial. (Organização Mundial da Saúde⁠)

🦟COMO PODEMOS PREVENIR A MALÁRIA?

A prevenção começa principalmente pela redução do contacto com mosquitos infectados.

Algumas medidas importantes incluem:

✅ Dormir sob mosquiteiro tratado com inseticida, quando recomendado;
✅ Reduzir a exposição às picadas dos mosquitos;
✅ Participar das medidas de controlo de mosquitos promovidas pelas autoridades de saúde;
✅ Procurar rapidamente assistência quando surgirem sintomas suspeitos;
✅ Seguir corretamente as orientações dos profissionais de saúde.

A prevenção da malária envolve medidas de controlo do vetor e outras estratégias recomendadas pelas autoridades de saúde. (Organização Mundial da Saúde⁠)

CONCLUSÃO DA AULA
“FEBRE NÃO É SINÓNIMO DE MALÁRIA. FEBRE É UM SINAL QUE PRECISA SER INVESTIGADO.”

A malária é uma doença importante em Angola e deve ser levada a sério.

Quando houver febre, principalmente em crianças pequenas, mulheres grávidas ou pessoas com sinais de agravamento:

👉 NÃO IGNORE.

👉 NÃO AUTOMEDIQUE.

👉 PROCURE UMA UNIDADE SANITÁRIA.

👉 FAÇA A AVALIAÇÃO E O TESTE QUANDO INDICADO.

Educação em saúde salva vidas.

🩺 Enfermeiro Panilson Lopes
Educação em saúde baseada em evidências científicas.

Referências bibliográficas

1. World Health Organization (WHO). Malaria — Fact sheet. 4 December 2025. (Organização Mundial da Saúde⁠)
2. World Health Organization (WHO). WHO Guidelines for malaria. 13 August 2025. (Organização Mundial da Saúde⁠)
3. World Health Organization (WHO). Global Malaria Programme — Diagnostic testing. (Organização Mundial da Saúde⁠)
4. World Health Organization (WHO). Global Malaria Programme — Treatment. (Organização Mundial da Saúde⁠)
5. World Health Organization (WHO). Malaria 2025: Angola Country Profile. 2026. (Organização Mundial da Saúde⁠)

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