01/08/2026
Aprender a amamentar foi difícil, pra mim e pra ele. Mas hoje é uma das experiências mais extraordinárias que eu já vivi.
Mas é um privilégio. Não no sentido de fácil, mas porque nem todo mundo tem esse direito garantido, muitas vezes por falta de políticas públicas que a tornem possível.
A recomendação do Ministério da Saúde é de aleitamento materno exclusivo até os 6 meses. Além dos incontáveis benefícios para o bebê, amamentar reduz em até 20% o risco de câncer de mama e em até 30% o risco de câncer de ovário em quem amamenta.
Mas existe um abismo entre o que se recomenda e o que se garante.
Quem amamenta precisa de licença real, de espaços dignos, de suporte profissional qualificado e de um sistema de saúde que não abandone depois da alta. Precisa MUITO de um mercado de trabalho que não puna a maternidade.
Amamentação não é só escolha individual, é pauta de saúde pública. Por isso, enquanto faltarem políticas que protejam pessoas lactantes, estaremos celebrando um direito que ainda não chegou para todo mundo.