Dr. Celso Tschá - Urologista

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Quando falamos em fertilidade masculina, não basta olhar apenas para a quantidade de espermatozoides. A morfologia, ou s...
10/09/2026

Quando falamos em fertilidade masculina, não basta olhar apenas para a quantidade de espermatozoides. A morfologia, ou seja, o formato e a estrutura dessas células, também faz parte da avaliação.

No espermograma, observamos características como o formato da cabeça, da peça intermediária e da cauda. Alterações na morfologia podem estar associadas à capacidade de movimento e fecundação do espermatozoide.

Mas um ponto importante: morfologia alterada, isoladamente, não significa infertilidade. A concentração, a motilidade e outros aspectos do espermograma precisam ser analisados em conjunto com a história clínica e, quando necessário, com outros exames.

Se você recebeu um resultado alterado ou tem dúvidas sobre sua fertilidade, não precisa interpretar esses números sozinho. Uma avaliação individualizada pode ajudar a entender o que o exame realmente significa e quais são os próximos passos.

Dr. Celso Tschá . • .
Médico | CRM/SC 18292
Cirurgião Geral | RQE 18355
Urologista | RQE 18354

08/09/2026

A investigação da infertilidade deve sempre envolver o casal. Ambos têm papel fundamental na formação de um novo ser. Quando a gestação não acontece após um período de tentativas, avaliar apenas a mulher pode atrasar a identificação de fatores masculinos e, consequentemente, o início do tratamento adequado.

A avaliação do fator masculino costuma começar com exames simples e, conforme os resultados, pode avançar para uma investigação mais detalhada. Alterações na produção dos espermatozoides, questões hormonais, varicocele, infecções e outras condições podem estar envolvidas, e cada uma delas tem abordagem específica.

Fertilidade é do casal. Avaliar os dois parceiros desde o início direciona melhor a investigação, identifica as causas que estão influenciando a fertilidade e permite definir a estratégia mais eficaz para aumentar as chances de uma gestação segura.

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Médico | CRM/SC 18292
Cirurgião Geral | RQE 18355
Urologista | RQE 18354

Quando falamos em fertilidade é comum pensar que o tempo influencia apenas a mulher. Mas a fertilidade masculina também ...
05/09/2026

Quando falamos em fertilidade é comum pensar que o tempo influencia apenas a mulher. Mas a fertilidade masculina também pode sofrer mudanças ao longo do tempo.

Com o passar dos anos da vida de um homem, podem ocorrer alterações na produção e na qualidade dos espermatozóides, como a redução da motilidade e aumento da fragmentação do DNA espermático. A idade do homem está associada a um maior risco de algumas alterações nesta produção de espermatozóides.

Isso não significa que exista uma idade em que o homem deixe de ser fértil. A questão é entender que a capacidade reprodutiva masculina também muda com o tempo e que outros fatores, como saúde atual, hábitos de vida que se têm, doenças associadas e alterações hormonais podem influenciar na capacidade reprodutiva masculina.

Portanto, quando existe um planejamento e/ou dificuldade para engravidar, a avaliação da fertilidade masculina, em conjunto com a feminina, também merece atenção.

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Médico | CRM/SC 18292
Cirurgião Geral | RQE 18355
Urologista | RQE 18354

A indicação de uma cirurgia não deve ser baseada apenas em um exame resultado de um exame. O médico não deve tratar apen...
01/09/2026

A indicação de uma cirurgia não deve ser baseada apenas em um exame resultado de um exame. O médico não deve tratar apenas o exame, mas sim considerar o contexto da queixa do paciente e considerar se este exame é ou não relevante. Tratamos o paciente interpretando o que o exame apresenta de relevância. Antes de definir o melhor tratamento, é necessário conhecer a história do paciente, ter percepção de como evoluiu alguma doença e fazer correlação direta com os resultados dos exames.

Chegar a algum diagnóstico (ou mesmo elaborar uma hipótese) baseando no conjunto apresentado, dá embasamento para que se pondere benefícios, riscos e alternativas disponíveis para o tratamento.

Essa etapa permite que a decisão seja tomada de forma consciente, tanto pelo médico quanto pelo paciente. Além de aumentar a segurança do procedimento, um bom planejamento ajuda a escolher o momento mais adequado para operar e a preparar o organismo para a cirurgia.

Em alguns casos, a melhor conduta realmente é a cirurgia. Em outros, o acompanhamento clínico ou um tratamento menos invasivo pode ser a opção mais indicada naquele momento. Por isso, uma boa decisão cirúrgica não deve ser guiada pela pressa (salvo emergências), mas por uma avaliação criteriosa e compartilhada.

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Médico | CRM/SC 18292
Cirurgião Geral | RQE 18355
Urologista | RQE 18354

29/08/2026

Até a chegada da realização de uma cirurgia no Centro Cirúrgico, existem etapas que necessitam ser previamente realizadas antes de que ela aconteça. Tudo começa na primeira consulta, quando se ouve o que o paciente percebe, o médico investiga e aprofunda aquilo o que está sendo dito e chega a uma hipótese diagnóstica.

Esta hipótese diagnóstica ou diagnóstico confirmado é explicado e transmitido de forma clara para que o paciente entenda de forma clara e transparente. As opções de tratamento são discutidas e elucidadas e todas as dúvidas que se tem serão esclarecidas. Esse preparo é fundamental para que o paciente e seus familiares participem de uma decisão conjunta e compartilhada com segurança e confiança na melhor opção.

Ao longo de toda a jornada, o acompanhamento da equipe tem um papel essencial. Desde a organização do pré-operatório até as orientações para a recuperação. Cada etapa é manejada para que o paciente e sua família se sintam acolhidos, informados e bem assistidos.

O cuidado também continua após a cirurgia. Revisões, acompanhamento da recuperação e comunicação próxima ajudam a identificar precocemente qualquer necessidade e contribuem para um pós-operatório mais tranquilo e seguro. Quando cada etapa é planejada e acompanhada de forma integrada, o tratamento se torna mais seguro e individualizado.

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Thaísa Tschá
Enfermeira | COREN/SC 356975

A cirurgia começa muito antes da entrada no centro cirúrgico. Antes de qualquer procedimento, existe uma etapa essencial...
27/08/2026

A cirurgia começa muito antes da entrada no centro cirúrgico. Antes de qualquer procedimento, existe uma etapa essencial de planejamento pré-operatório, na qual avaliamos o histórico clínico, exames, doenças pré-existentes, medicamentos em uso e a necessidade ou não de acompanhamento conjunto multidisciplinar. Essas informações permitem identificar fatores que podem influenciar no resultado e ajudam a definir a estratégia mais segura para cada caso.

Esse preparo também é uma forma de prevenir complicações. Em alguns pacientes, pode ser necessário ajustar medicamentos, solicitar exames complementares que possam mudar a conduta, controlar doenças que estejam descompensadas, como diabetes ou hipertensão, e orientar mudanças na rotina diária antes do procedimento. Cada decisão tomada nesta fase contribui para o controle de riscos e proporciona maior segurança para um bom desfecho.

Uma cirurgia segura não depende apenas da técnica utilizada para a sua realização. Ela é resultado de um planejamento criterioso, baseado em informação, avaliação pormenorizada e preparo adequado do paciente desde a primeira consulta.

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Cirurgião Geral | RQE 18355
Urologista | RQE 18354

Medicamentos para melhorar a ereção (sildenafila e tadalafila, por exemplo) podem aumentar o fluxo de sangue para o p***...
25/08/2026

Medicamentos para melhorar a ereção (sildenafila e tadalafila, por exemplo) podem aumentar o fluxo de sangue para o p***s, mas a resposta ao tratamento varia de acordo com a causa da disfunção erétil.

Quando existem alterações importantes na circulação, lesões nervosas, diabetes de longa evolução, cirurgias pélvicas ou determinadas alterações hormonais, a resposta pode ser insuficiente. Além disso, a eficácia depende do uso correto do medicamento e da presença de estímulo sexual.

Quando o resultado não é o esperado, a conduta não deve ser simplesmente aumentar a dose ou trocar o medicamento. É importante investigar por que a ereção continua comprometida e identificar quais fatores estão envolvidos.

Existem diferentes opções para o tratamento da disfunção erétil, e a escolha depende da causa, das condições de saúde e das necessidades de cada paciente. Mais importante do que encontrar um medicamento que funcione é entender por que a disfunção está acontecendo.

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22/08/2026

A disfunção erétil pode surgir em diferentes fases da vida e nem sempre está relacionada a ideia comumente difundida de que é um processo natural do envelhecimento. Ela pode ter várias causas associadas que se associam ou não: alterações na circulação dos vasos responsáveis pelo fluxo que gera a rigidez pe***na, desequilíbrios hormonais, diabetes sem tratamento e sem controle adequado, uso de medicamentos, hábitos de vida (como o tabagismo) e até fatores emocionais que ativam e desencadeiam inibição da ereção.

Enxergá-la apenas como uma questão normalizada do envelhecimento pode ser equivocada. Todos que tiverem sorte e oportunidade irão envelhecer e, muito importante, é que este envelhecimento ocorra com qualidade de vida (que envolve também a manutenção da sexualidade). pode atrasar o diagnóstico de condições importantes.

Além de comprometer a autoestima e, consequentemente, o relacionamento com a parceria, a dificuldade persistente de ereção pode ser um dos primeiros sinais de problemas de saúde que ainda não foram identificados. Investigar o fator(es) desencadeante(s) é o que permite formular uma abordagem terapêutica com maior eficácia de resposta satisfatória.

Apresentar disfunção erétil não deve ser encarado como sensação de fracasso ou mesmo de vergonha. Nenhum tipo de desconforto deve ser encarado assim dentro da área médica. Pelo contrário, o mais importante é que cuidado para o que esta gerando prejuizo seja compreendido de forma empática, contextualizada e sem qualquer juízo negativo.

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Libido e ereção são componentes estruturais da função sexual masculina de uma forma geral. Apesar de serem componentes, ...
20/08/2026

Libido e ereção são componentes estruturais da função sexual masculina de uma forma geral. Apesar de serem componentes, não tem o mesmo papel no organismo. A libido está relacionada ao desejo em ter a relação e sofre influência de fatores como hormônios, qualidade do sono, estresse, saúde emocional, doenças crônicas e uso de determinados tipos de medicamentos.

Já a ereção depende do equilíbrio estímulo sensorial, percepção emocional no ato, da capacidade e integridade dos vasos sanguíneos que irrigam o p***s que proporcionam fluxo para uma ereção rígida e dos nervos que estimulam a tumescência pe***na.

Identificar se a dificuldade está no desejo ou nos mecanismos envolvidos na ereção ou, inclusive, em ambos é essencial para que se entenda todos os fatores que podem estar envolvidos. Em alguns pacientes, a redução da libido pode indicar alterações hormonais e/ou emocionais.

Em outros, a dificuldade de ereção pode ser um preditor de risco para doenças vasculares (como um futuro infarto cardíaco), sinal de que haja diabetes não compensada (a glicose no sangue em nível elevado é “tóxica” para os nervos a estimulam), função psicogênica (como ansiedade) ou outras condições que merecem investigação.

Entender essa diferença e todos os fatores (que podem ser múltiplos ou isolados) permite uma abordagem bem direcionada, o que aumenta as chances de se proporcionar uma função sexual conforme a percepção que paciente tem dela.

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A urina é produto da filtração sanguínea realizada pelos rins que contém diversas substâncias. Certas substâncias, em mu...
18/08/2026

A urina é produto da filtração sanguínea realizada pelos rins que contém diversas substâncias. Certas substâncias, em muita quantidade ou mesmo em falta, dão indícios para explicar o motivo pelo qual um cálculo de via urinária se formou.

Exames de urina, especialmente a coleta de 24 horas, quando indicada, permitem avaliar fatores como o volume urinário, o pH (“nível de acidez”) e a quantidade de substâncias, como cálcio, oxalato, ácido úrico e citrato nesta urina. Alterações nesses componentes podem favorecer a formação de cristais que, com o tempo, dão origem aos cálculos.

Essas informações são importantes porque nem todas as pedras têm a mesma causa. Enquanto alguns pacientes apresentam alterações metabólicas, outros têm maior risco devido à alimentação, doenças específicas (existem cálculos formados por infecção bacteriana) ou predisposição genética.

Investigar a composição da urina faz parte da prevenção da formação de novos cálculos. Entender por que o cálculo se formou permite orientar mudanças mais precisas no estilo de vida e, quando necessário, indicar tratamentos que reduzam a recorrência de uma nova pedra.

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