25/05/2021
Com certeza você já ouvir falar que o sal rosa do Himalaia contém mais nutrientes, portanto, é melhor que o sal de cozinha comum.
Realmente, ele é sim mais nutritivo, mas será que é melhor mesmo?
Respondo com uma pergunta:
- Quanto de sal do Himalaia você teria que ingerir, diariamente, para que esses nutrientes tenham algum efeito significativo?
Eu imagino que muito sal, e aí não faz o menor sentido em benefícios para a saúde. Correto?
Nas imagens 2 e 3, podemos ver que, em teores de sódio e cloro, o sal comum e o sal rosa pouco se diferenciam. Enquanto os outros nutrientes são apenas traços, não tendo importância nutricional.
O que é preciso entender é que o sal, seja ele qual for, não deve ser usado como fonte de nutrientes, além de Na (sódio) e Cl (cloro). Fora isso, ele será apenas um realçador de sabor.
Os demais nutrientes virão da dieta como um todo, e não de um único ingrediente, como o sal. A presença de outros nutrientes no sal do Himalaia pouco importa, porque a quantidade é muito pequena para ter algum efeito significativo no organismo.
Como eu sempre penso no valor das refeições que passo para meus clientes, não vejo sentido algum a utilização do sal rosa, pois ele tem um valor muito maior e tem o mesmo efeito do sal comum.
Agora você pode estar se perguntando sobre os benefícios à saúde.
É fácil encontrar por aí que o sal rosa melhora doenças respiratórias, equilibra o pH, reduz sinais de envelhecimento, melhora qualidade do sono, regula açúcar no sangue e até aumenta a libido.
O fato é que não existem embasamentos científicos que suportam essas alegações. Alguns artigos até mostram sim, uma relação, mas é devido ao Cloreto de Sódio, e isso é encontrado em qualquer sal.
A partir de agora, qual sal você pretende acrescentar nas suas refeições? Se você achou a informação relevante, compartilhe para que seus amigos também fiquem sabendo.
Fonte: Bastos et al. 2017. Analysis and comparison of inorganic chemical composition Of table salt with himalayan pink salt by the method of Wavelength dispersive x-ray fluorescence.